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terça-feira, 21 de agosto de 2007

AULINHA DO TEMPO DA TIA

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Francisco Carlos de Mattos
A viabilização de um programa de construção de projetos de pesquisa, a sua operacionalização, as análise e interpretação de dados coletados e a sua conseqüente transformação em artigos científicos, é de suma importância para um olhar mais científico da prática profissional, levando-se em conta a inexpressiva formação cultural do povo brasileiro no que tange à compreensão do processo pedagógico e a risível formação acadêmica, que não incentiva a leitura, a escrita, a construção de projetos e a pesquisa científica.
Há muito tempo acreditávamos que boa aula era aquela em que o professor ficava o tempo todo praticando a verborragia, numa explícita demonstração da sua sapiência, do seu academicismo, o que era a pedra de toque de uma das tendências pedagógicas, que cisma em persistir em nossas memórias com o incentivo direto da prática, ainda, de muitos professores.
Hoje, a pesquisa reconquistou o seu lugar especial no processo, enfatizando o papel do discente enquanto sujeito ativo e não mais como o ser passivo, que, embevecido com o saber do mestre, transforma-se em receptáculo de conhecimento de terceiros, em cópia da cópia da cópia, como, apropriadamente, gosta de falar Pedro Demo.
Um programa como esse se justifica exatamente num momento em que todos os olhares acadêmicos se voltam para a pesquisa como pano de fundo para a produção de conhecimentos significativos para um melhor entendimento do cotidiano e a construção de fazeres diferentes, enquanto táticas de sobrevivência. Certeau (1994) nos encaminha para esse entendimento, quando vaticina que
o homem ordinário escapa silenciosamente a essa conformação. Ele inventa o cotidiano, graças às artes de fazer, astúcias sutis, táticas de resistência pelas quais ele altera os objetos e os códigos, se reapropria do espaço e do uso a seu jeito. Voltas e atalhos, maneiras de dar golpes, astúcias de caçadores, mobilidades, histórias e jogos de palavras, mil práticas inventivas provam, a quem tem olhos para ver, que a multidão sem qualidades não é obediente e passiva, mas abre o próprio caminho no uso dos produtos impostos, numa ampla liberdade em que cada um procura viver do melhor modo possível a ordem social e a violência das coisas (4ª capa).
Com Certeau entendemos que a vida é constituída de momentos construtivos e de astúcias silenciosas e sutis em busca de uma maneira diferente de inventar um cotidiano mais rico. Esta é a contribuição que um programa como esse pode dar, para a construção de novos pensamentos e ações para a efetiva produção de conhecimentos científicos.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

POR UMA EDUCAÇÃO QUE LIBERTE OU UMA LIBERDADE QUE EDUQUE

Francisco Carlos de Mattos*
I. Considerações Iniciais
A educação vem ao longo dos tempos procurando se adaptar às aceleradas variações do contexto político-sócio-econômico e cultural, muitas vezes pondo-se enquanto causa e outras tantas como conseqüência, mesmo sendo uma das diversas peças de uma engrenagem maior, mas com uma carga de responsabilidade extremosa de ser a provocadora científica da primeira e a culpada, principalmente quando os erros surgem, da segunda.
Ponderar sobre a violência na escola fica muito vago, correndo-se o risco de se analisar o cotidiano escolar por ele mesmo, sem nenhuma consonância com o contexto mais amplo, como se a escola fosse uma instituição autônoma, livre, alienígena em relação ao todo.
Não se tem a pretensão de transformar esta reflexão em profundas análises das causas neurofisiológicas, psicológicas, neuropsiquiátricas ou algum outro campo médico sobre o psiquismo dos pré-adolescentes e adolescentes acastelados nas escolas de ensinos fundamental e médio do nosso sistema educacional.
A área da educação escolar está inserida num campo do conhecimento humano, que mais congrega "experts", profundos conhecedores do que ocorre no cotidiano das escolas, dos que nelas atuam, independentemente da formação acadêmica ou profissional, aos que pouco ou nenhum tempo de contato efetivo tiveram por lá. Nesse enfoque, ele passa a ser terra de ninguém e de todos ao mesmo tempo. A verdadeira "casa da mãe Joana". Não se compara com outros campos de ação profissional, onde a ciência é o grande norte para o seu que-fazer e para o seu entendimento. Em muitos desses campos não se vislumbra possibilidade alguma de um leigo se intrometer ou dar ´pitacos`no que um profissional estiver desenvolvendo. O que não ocorre no magistério.
Pretende-se ocupar um espaço de reflexão pedagógica sobre a questão da violência que invade a escola, sem os achismos que caracterizam os inúmeros fazeres na área, buscando referências teóricas que norteiem um pensar longe do senso comum. É importante que se deixe bem claro, que essa violência é multifacetada, plural e ambienta-se com uma extrema facilidade, fazendo-se entender como única em todos os lugares em que surge.
O encaminhamento para as pontuações sobre o tema desta exposição, terá como enfoque inicial alguns princípios básicos e elementares, algumas noções gerais sobre a violência nas concepções biológica, social e psicológica, para, com bases em alguns desses conhecimentos, direcionar a análise para o aspecto pedagógico, que é a base dessa reflexão.
Em seguida, a formação do professor será brevemente ponderada com o intuito de se construir um olhar sobre a deficiência

sexta-feira, 6 de julho de 2007

APRENDER A ENSINAR NÃO É MAIS IMPORTANTE DO QUE APRENDER A APRENDER *

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Francisco Carlos de Mattos**

Já quase adentrando o vigésimo sétimo ano de magistério, conseguimos nos envolver com uma das melhores – senão a melhor!- aulas em todas as modalidades de ensino de que trabalhamos (Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Superior).
Recebemos a visita de alguns alunos dos 1º e 2º segmentos de EJA de uma escola pública do Município de São Pedro da Aldeia e de um professor do curso, que ocupa o cargo de Diretor Adjunto. Tal encontro é o resultado de um trabalho de pesquisa proposto à turma de 6º período, do Curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, também no município acima citado.
Em suas falas, os alunos foram extremamente felizes na caracterização da escola e do que estavam buscando nela. Nos discursos não se distinguia o sentimento individualista de posse com pronomes tais como “meu”, “minha”, e sim expressões que conotam a conquista coletiva – e também a derrota, caso haja -, norteando-nos para a compreensão da essência do bom e velho socialismo, que “preconiza a propriedade coletiva dos meios de produção e a organização de uma sociedade sem classes”¹.
Os monstros desengonçados de uma escolarização desconjuntada, os delatores de uma prática pedagógica descompromissada com a aprendizagem enquanto fenômeno salutar do processo educativo, um trabalho didático direcionado, o que nos parece incompreensível para a prática da derrota, a repetência e conseqüente evasão escolares são enfrentadas em grupo pelos próprios alunos. Estes, antes mesmo de saberem soletrar ou escrever o vocábulo, já praticavam, vivenciavam a solidariedade, que, inconcebivelmente, demonstra ser inversamente proporcional a “academicização” de uma parcela significativa de indivíduos.
Pedir desculpas aos presentes (muitos professores e diretores do 1º segmento do Ensino Fundamental e o professor da turma) pelas prováveis palavras erradas que, por ventura, viessem a falar, já sustenta a sábia postura do “estamos na escola para aprender, para fazer dela uma ponte para a nossa construção do conhecimento” ou do “ainda não sabemos”.
Nas falas carregadas de emoção, de um puro sentimento de orgulho por estarem fazendo o que sempre gostariam, mas que não tiveram a oportunidade na época devida, na descoberta do quão importante são os atos de ler e escrever enquanto ferramentas para “novas invenções do cotidiano” (CERTEAU, 2003)², com instrumentos para a construção de “astúcias, artimanhas” (op. Cit.) para o enfrentamento de um mundo pós-moderno, descobrimos o nosso próprio analfabetismo profissional, mergulhados na pseudo-sapiência das letras, e afogados em ciências que não nos ajudam a saber calçar as sandálias da humildade.
Foi preciso que mestres do mundo, doutores da vida sofrida adentrassem o espaço acadêmico, invadissem-nos (antes de invadir o espaço físico) as almas e as nossas consciências, para que pudéssemos, hilariantemente, descer dos saltos ou, de forma mais caricatural, nos estatelar no chão, nos desentocar do falso castelo de marfim.
Neste encontro, aprendemos que aprender a ensinar não é mais importante do que aprender a aprender.
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* Texto-relatório produzido em 12/11/2004 pós debate com alunos de EJA, convidados de um grupo de estudo e pesquisa do 6º período do Curso de Pedagogia das Faculdades Silva Serpa.
** Mestre em Educação pela UERJ, professor e Orientador Educacional da Rede Municipal de Ensino de Cabo Frio e docente de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais, Trabalho de Conclusão de Curso e Gestão Educacional do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação Silva Serpa.
¹.Dicionário Michaelis – CD Uol, suporte ao Dicionários Michaelis Ltda.
². CERTEAU, Michel de. A Invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. [tradução de Ephraim Ferreira Alves].- Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

domingo, 10 de junho de 2007

CO(M)TEXTO


Francisco Carlos de Mattos¹

“Silêncio... calar que fala mais que mill falas. Eloqüente discurso repleto de fala, que cala a fala do outro”.²

I.REFLEXÕES INICIAIS
Antes, muito antes, da formação no magistério, já existia o incômodo com questões ligadas ao falar e escrever dos simples mortais que fazem do cotidiano da vida a melhor escola (nos vários sentidos que este possa ter, principalmente no que se refere à facilidade de se dizer não à rotina, de, marotamente, transgredi-la). Fugiram da escola? Queriam entrar, mas tiveram acesso negado? Nem chegaram a pleitear vaga? Para cada questionamento enquadramos um sem-número de “futuros doutores”. Evidente que para os que se encaixam no primeiro, mesmo tendo fugido sem ter entendido porque “Ivo viu a uva” ou “a bola é bela”, virar doutor, sendo, hoje, aprovado no vestibular de qualquer “McUniversidade”, é a maior moleza. Ué, professor... ou será melhor, eu, hein professor! Maneira mais esquisita de iniciar reflexões sobre a comunicação escrita e falada.
Na verdade, esses primeiros passos têm muito a ver com o que se pretende defender.
Críticas foram construídas há tempos, pelo tamanho dos títulos-tema dos textos, que se produzia alegando os censores serem os mesmos complicados pela extensão de linhas. No “jiboiar” da cama, olhos fixos no teto, apreciando figuras geométricas das mais doidivanas possíveis, dançando ao “som” do reflexo das luzes, surgem bolinhas entrelaçadas (sombra da corrente da luminária), sugestionando reticências... Ué, pensa-se... porque não criar um título-tema monossilábico, para agradar a gregos e troianos ? É isso, foge-se do estigma de escritor-dos-títulos-extremamente-compridos, mostrando que se é capaz de escrever sobre “EU” ou “UÉ”, por exemplo, e depois retoma-se o caminho. Por outro lado, o que o .... esquece... o que o título tem a ver com o tema ? Nem sempre eles são fiéis um ao outro. Não se está, com isso, querendo afirmar que um monossilábico título seja infiel ao tema discorrido.
Acredita-se que qualquer motivo é mais do que justo - é perfeito!- para se produzir um texto. Escrever por e para qualquer coisa, deveria ser praxe em nossas vidas. Falar de, para... anotar o que se fala, acreditando que o que se escreve vai ser de suma importância para quem vier a ler. Nosso eu não é mudo... é tudo...vai fundo nas pretensões Ninguém fala ou escreve por você ou pelo menos não deveria. Na medida em que você exerce o direito de expressão, demonstra ser e ter referência, identidade. Cidadania? Pode ser, mas ainda não se pretende ocupar esse espaço. Você quer? Sugere-se deixar um pouquinho mais lá para frente. Afinal, ter-se-á um bom tempo para se ficar juntos. Bem, confessa-se que é o que se pretende. Será que se conseguirá ?
É importante deixar claro, que a conquista de interlocutores acontece quando a democracia prevalece. Fala-se com e para. Isso denota o mínimo de duas pessoas conversando, trocando idéias, checando ideologias, emitindo mensagens um para o outro. Para transformá-lo(a) em leitor(a) nesse momento (e por esse momento), o texto é produzido de tal maneira, que você, ao lê-lo, tem vontade de responder ou de falar alguma coisa. É a interatividade querendo funcionar.
Mas, falar e escrever só para quem teve acesso aos bancos escolares das grandes e melhores universidades do país ou caso Deus tenha ajudado, quiçá as do mundo. Falar e escrever do jeito que a gente sabe só nos fundos dos quintais, onde a prosa rola solta e o que se escreve, vale; quer dizer, “vale o que está escrito!” Se existe alguém ali com formação acadêmica e, principalmente, em Língua Portuguesa, o título foi, tranqüilamente, esquecido em casa ou deixado no portão do recinto, tal qual se fazia no velho oeste um pouco mais civilizado, quando se deixavam as armas na entrada dos “Saloons”. Com certeza neste espaço não se “corta” a fala do sujeito e nem olhares e atitudes têm a desfaçatez e a frieza de um canivete como na história de Elias Canetti³. Sujeito aqui é tomado no seu sentido filosófico, que desenvolve sua intelecção com outros sujeitos-interlocutores-corporativistas, que se entendem e se sentem seres reais, demonstram qualidades e praticam ações, têm identidades e se orgulham delas. São libertos dos academicismos, falam as suas falas, criam e se divertem com as sua criações e com as suas criatividades.
De acadêmico nas relações sociais, destacam-se posturas, respeito ao outro pelo outro, ou seja, por ser o outro, não por ter isso ou aquilo, essa ou aquela formação. Respeito e admiração se conquistam nas relações sociais do cotidiano, no tête-à-tête, no acreditar no que se fala e no que se ouve, no rir de doer a barriga com as bobagens ditas, na cumplicidade do se perder a hora. Este é o corporativismo que vale a pena ser integrado.
Escola boa essa que respeita a individualidade do sujeito e a sua fala. Bom aluno esse, que se vendo respeitado naquilo que é e no que fala, entende a fala da escola e o seu papel numa sociedade de papéis.
Não é a escola que faz o aluno e sim o contrário. Quantas vezes não se ouviu essa frase em nossa trajetória escolar? E o engraçado é que sempre se achava “conversa fiada”, caretice de professor que já esqueceu o quanto é bom matar aula para namorar ou “bater uma pelada” na praia, com a galera feminina dando a maior força na torcida. _Cara, muito melhor que aturar o chato do Francisco ! _ Também se entende desse jeito. Imaginem um velho-professor-velho falando pelos cotovelos e, muitas das vezes nos fazendo escrever o que fala (o que dita, pois a “sua fala” não é exatamente dele e sim do autor do livro texto, que não foi adotado pela turma, justamente para não cortar esse barato metodológico do docente. Se lhe tirar o livro, tira-se a sua língua, as forças, a criatividade).

¹. Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.
². Poema produzido especialmente para ilustrar a “abertura” da Dissertação de Mestrado do autor.

³.Elias CANETTI. A língua absolvida. São Paulo : Companhia das Letras, 1989.
OBS1.:Este texto pretende convocar/provocar outros autores. Uma frase que seja, fará de você co-autor do mesmo. Tente dar continuidade.... Aguardo sua contribuição!!!

OBS2:O texto está em construção e ainda não passou por uma revisão ortográfica e gramatical. O leitor que perceber alguma falha nessa área, favor mandar mensagem comunicando tal fato.
Disponível em: http://xykkoboss.blig.ig.com.br/. Acesso e captura em 10 jun. 07.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Sopa de letrinhas ou PQP, prenderam o PQD sem CPI.



Francisco Carlos de Mattos

Flashes... muitos flashes. Policiais se acotovelavam para aparecer nas fotos. E antes que algum desavisado pense que o sujeito aparece de sunga, para que os "heróis" não corressem o risco do mesmo estar armado, é bom avisar, que, na verdade, eles queriam mostrar que o anti-herói, com todo aquele físico, resultado de muita malhação numa moderna academia em sua mansão, não foi páreo para eles. CORTA!
Brasília. CPI. Muitas. Várias. Trabalho e mais trabalho para os nossos parlamentares... coitados! Face tal labuta, que assusta, filhos da luta, é necessário, por todo esse esforço, um aumento de salário. Desta forma, senadores e deputados passam de R$ 12.700, para R$ 24.600, sendo que a decisão foi tomada na reunião entre os presidentes da CÂmara, Aldo Rebelo e do Senado, Renan Calheiros com os integrantes da Mesa das duas Casas e líderes partidários. Hoje, entende-se o porquê do aumento ao se analisar os profundos problemas familiares do "pobre" e nobre Calheiros. Mas, voltemos às CPI. Às tantas, às demasiadas, às abundantes CPI. Do Apagão Aéreo, da Navalha, dos Sanguessugas, dos Bingos, etc, etc, e etc. CORTA... mais uma vez!
Favela Vila Cruzeiro, Penha, subúrbio do Rio. ´Tá lá um corpo estendido no chão`.. um não... dois... três... criança, jovem, adulto. A mortandade se faz democrática, não é preconceituosa: negros, brancos, mulheres, homens, cristãos, ateus, policiais, ladrões. Políticos de todos os âmbitos mancomunados com o poder econômico, prestando, evidentemente, contas aos que bancaram suas campanhas. Os lobbys constituídos por cidadãos comuns, já estão perdendo as forças, saindo de moda e se dissolvendo, para dar lugar aos formados por aqueles eleitos pela selvageria capitalista, para representá-la, com toda a força, nas Casas Legislativas.Vereadores e prefeitos agregados aos interesses imobiliários, deputados estaduais e governadores parceiros das grandes empreiteiras de obras e deputados federais, senadores e presidente de braços dados a esses dois campos de atividade e mais a todos os outros. Atores presos por porte e uso de drogas, atrizes porras-loucas que se atiram do 8º andar de um prédio, cantores com traumatismo craniano de tanto dar porrada na parede, com as narinas branquíssimas e alegando ser tinta da parede, jogadores de futebol bêbados, ´póbedos`, atropelando e matando transeuntes desavisados, que não tinham nada que estar no lugar errado e na hora errada e por aí vai. Nossos heróis continuam morrendo de overdose... triste do povo que precisa de heróis...mesmo assim, não existem modelos do bem nem acima nem abaixo da Linha do Equador. E nessa sociedade desfigurada, há quem chore e se apiede por que PQP, digo, PQD foi preso. Não é à toa que se vê nos muros e fachadas as exaltações às organizações do mal; mas, há que se perguntar: mal prá quem, cara pálida? Na linguagem popular diz-se, que quando o dinheiro não entra pela porta, a mulher sai pela janela. Pode-se deduzir, que quando não há políticas públicas, em especial, educação, saúde, habitação para a população, quando o Estado não assume o que é seu dever, um outro, paralelo, o faz. E , sem apologias ao banditismo, que não é o propósito desse texto, PQP, prenderam somente um PQD e esqueceram os vários outros espalhados nas Câmaras, Assembléias, prefeituras, ´Palácios`de Governo de Estado, Congresso Nacional... CORTA!!!

domingo, 3 de junho de 2007

(RE)REPASSANDO...

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Recebi mais uma das várias pérolas enviadas pela companheira Leila Paula. Como, segundo o e-mail recebido, ela recebeu de outra pessoa e solicitou para repassar, estou atendendo o pedido. Há Professores e há Educadores...
Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: Uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom todos os dias removiam o excesso beijando o espelho do banheiro. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom... Um dia o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Depois de uma hora falando, pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho.
O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho.
Nunca mais apareceram marcas no espelho!
Há Professores e há Educadores...
(-: Um abraço repleto de muita paz .... :-)
"Senhor, não nos deixes entregues ao suposto bem que se transforma em mal e não nos permitas menosprezar o suposto mal que nos conduz ao bem"
Emmanuel

segunda-feira, 28 de maio de 2007

METODOLOGIA CIENTÍFICA





Num país onde pesquisa sempre foi vista como uma atividade para alguns poucos iluminados encastelados nas academias ou nos laboratórios, você tentar iniciar, já muito tardiamente, adolescentes de 1º ano do ensino médio nos "mistérios" da Metodologia Científica, só começando com uma brincadeira. Assim, após as pontuações conceituais e as inúmeras utilidades da disciplina, organizei a turma em grupos e provoquei a criatividade dos alunos, solicitando-lhes que tentassem produzir alguns acrósticos com o nome da mesma. Um grupo fez o seguinte trabalho:

E ste
S erá
T eu
U nico
D esejo:
A lcançar
N ovos
T riunfos
E m sua vida.

M atéria
E m que ajuda
T odos a
O rganizar as
D isciplinas,
O nde
L er e
O bservar
G eram
I déias que
A judam a

C omunidade se
I mpor
E m
N ovas
T arefas
I nfluenciando as
F amílias a
I maginar
C omo o
A manhã será!

Trabalho feito em 28/04/2005
Autores: Aline, Allana, Camila Sales, Tamirez e Wesley.

sexta-feira, 25 de maio de 2007



É DE DOMÍNIO PÚBLICO, MAS POUCOS USAM!!!!

CULTURA

Precisamos impedir um desastre.
Imaginem um lugar onde se pode ler, gratuitamente, as obras de Machado de Assis, ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos.
Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci.
Onde você pudesse escutar músicas em MP3 de alta qualidade.
Pois esse lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
http://www.dominiopublico.gov.br/.Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.
Vamos tentar reverter, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

CICLONE ? ! ? !












Jato d'água sobre o mar a centenas de metros da costa de Cingapura; o fenômeno ocorreu devido à diferença de pressão entre a superfície do mar e a atmosfera
Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/070525_album.jhtm?abrefoto=3. Acesso e captura em 25-5-07

segunda-feira, 21 de maio de 2007

JAQUELINE, A DOCE ESTRIPADORA!


Francisco Carlos de Mattos*

Ela não nos enganou. Logo no início da oficina sobre sexualidade e diversidade, último encontro dos quatro que compunham o curso sobre "Escola sem homofobia: construindo para a diversidade", alguma propriedade nos chamou a atenção para aquela moça, mais balzaquiana que gatinha no tocante à idade cronológica, mas, com certeza, uma gatíssima balzaquiana no que se refere às belezas da matéria e do espírito. A primeira transparência no telão projetada pelo datashow nos dava conta do tema e de quem estava ali na frente e o que fazia: SEXUALIDADE E DIVERSIDADE - Jaqueline Rocha Côrtes - Consultora de projetos em HIV/Aids - Assessora técnica - COOPEX.
_Alguma coisa de diferente naquela moça loira, que parece ser a palestrante. - Cochichou-me Jamelzinha.
_Será o Benedito, Jamel? Você não nega a sua origem mineira, hein menina! Mas, não é que percebi a mesma coisa!
No início da atividade ela nos pareceu preocupada em pontuar as regras do jogo, para uma convivência pacífica para aquelas 4 horas que iríamos passar juntos.
Propôs uma primeira dinâmica de apresentações e a iniciou, expondo, mais ou menos, o que continha na transparência, que ainda permanecia no telão.
Aos poucos foi demonstrando extrema segurança no que dizia, levando-nos à desconstrução de alguns (pre)conceitos concernentes ao grande tema tabu na sociedade brasileira. E assim, íamos entendendo um pouco mais sobre sexo gonadal, social, erótico/afetivo, psicológico, genital e genético e percebendo que as pessoas não têm opção sexual, até porque ninguém optaria naturalmente por uma expressão da sexualidade tão discriminada, mas sim orientação/inclinação sexual. Dessa forma, construíamos conceitos política e socialmente corretos como heterossexual, homossexual e bissexual.
A cada fala com sentido, máscaras sem sentidos iam desmoronando e, já nos acostumando com aquela presença simpática, inteligente e, agora, mais descontraída, as considerações finais estavam sendo tecidas com a avaliação do encontro por cada participante.
No final, ela toma a palavra para se "reapresentar" e com todo o orgulho do mundo, diz ser uma transexual, já com resignação de sexo, identidade feminina reconhecida, muito bem casada, feliz e convivendo com a Aids há 4 anos.
Tremenda guerreira em todos os sentidos, que se encaixa nas palavras que me vieram à memória, construídas enquanto respostas para as que ela apresentou como provocação em determinado momento dessa tarde. Para SEXO, escrevi excelência e vida; para a expressão SER DIFERENTE, arrisquei a frase sou o que sou não o que os outros querem que eu seja e coragem; e, finalmente, para AIDS, expressei impacto, consciência e vida.
Rasgou-nos as entranhas do preconceito e se constituiu em JAQUELINE, A DOCE ESTRIPADORA.
É, ela, com certeza, não nos enganou... e obrigado por isso, Jaqueline!
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* Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

PALAVRAS DO DEMO



III. MEU CASO COM EDUCAÇÃO
Pedro DEMO
Muitos me conhecem como educador e – assim parece – cada vez mais estou metido na esfera educacional. Na verdade, nunca pretendi substituir o pedagogo, porque faço apenas sociologia da educação e a valorizo como instrumentação fundamental da cidadania (Demo, 2004c). Visualizo educação no contexto da política social e por conta da questão da pobreza política. Considero que, para combater a pobreza, o pobre precisa saber confrontar-se na condição de sujeito. Carece rebelar-se e construir alternativa histórica. Entendo que educação, se bem feita, pode contribuir decisivamente para o saber pensar e intervir, arquitetando a capacidade do pobre de “ler” a realidade de modo crítico e criativo. Educação, conhecimento, aprendizagem são categorias essenciais da construção da autonomia humana (Freire, 1997). São dinâmicas autopoiéticas, reconstrutivas e políticas, de dentro para fora, uma das forjas mais substanciais do sujeito capaz de história própria. Imaginava Freire que educar é influenciar o aluno de tal modo que o aluno não se deixe influenciar (Demo, 2002a). Educação trabalha a habilidade finíssima de constituir sujeitos capazes de saber pensar, aproveitando, entre outras coisas, a potencialidade disruptiva do conhecimento, o que permitiria galgar os três horizontes da cidadania: i) formar consciência crítica, sabendo “ler” a realidade; ii) organizar-se politicamente, em nome da cidadania coletiva; iii) contrapropor alternativa histórica na condição de sujeito autônomo, não de massa de manobra. Autonomia nunca é plena. Somos seres intrinsecamente dependentes. Mas pode ser alargada de maneira surpreendente, se soubermos aprender e conhecer. Meu interesse por educação se resume a isso e é por isso que tantas vezes analisei e critiquei a pedagogia.
De um lado, considero pedagogia o curso mais importante da universidade hoje. É literalmente a “alma mater”, ou seja, o curso fundante, porque trata do mandato central da universidade: conhecer e aprender. De outro, não posso deixar de questionar a precariedade da grande parte dos cursos de pedagogia e que também estão na base da precariedade da atuação de muitos profissionais da educação. De modo geral, é mal formado nosso especialista em formação. Esta crítica, porém, é apenas ponto de partida para contrapropor outros modos de fazer pedagogia, outros modos de oferecer recapacitação aos professores em exercício, outras formas de resgatar a dignidade de um profissional que tem tudo a ver com a dignidade da sociedade. Enquanto grande parte dos professores básicos estiver enredada na pobreza material e política, por vezes, lancinante, não temos como imaginar que a população se rebele, até porque, antes, é preciso que o professor se rebele. Para não dizer que só falei de flores, fiz já muitas experiências alternativas no país, sendo talvez a mais marcante a fundação de um instituto superior de educação em Belém, ligado ao estado do Pará e que entrou em funcionamento em 1990. Existe até hoje, engolido na Universidade do Estado (foi criado como escola autônoma). Com apoio da Secretária de Educação do estado (Therezinha Gueiros), uma filósofa inspiradíssima e comprometida, foi possível montar um grupo que trabalhou durante um ano e colocou de pé a instituição: uma faculdade de educação sem aula! Os alunos deveriam, sob orientação e avaliação dos professores, pesquisar e elaborar. Funcionou bem um ano. Depois, com a mudança de governo, ocorreram dois problemas conjugados: um grupo de professores, sob alegação de que o curso seria “neoliberal”, cuidou de tomar o poder e se coligou como o novo governo (Jader Barbalho); o novo governo tratou, por choque ideológico frontal, de desfazer o que o anterior fizera, inclusive o instituto. Resultado: quando o grupo de professores aparentemente de esquerda se deu por conta, percebeu que havia caído na trama neoliberal – a sede foi perdida em favor da medicina estadual e o curso foi inserido na área de educação da universidade estadual, sem autonomia. Com o tempo, a metodologia de aprendizagem foi se esvaindo, substancialmente porque os professores, no fundo, só sabem dar aula. Incrível: um grupo de professores medíocres, que nunca produziu nada de relevante, resgatou a didática tradicional e suplantou a noção de aprendizagem reconstrutiva política, porque esta seria “neoliberal”, enquanto a prática tradicional seria o signo da esquerda avançada! Perdeu-se uma experiência ímpar, ou pelo menos se deslustrou profundamente a experiência, por conta de alegações de uma esquerda vazia, improdutiva e ignorante.
CONFISSÕES DO DEMO - Não sou neoliberal - Pedro Demo (UnB, 2004)
Disponível em:http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/confissoes.html . Acesso e capura em 17.maio.2007
Obs.: Destaques (grifos) no texto feitos por mim.
Referências bibliográficas (feitas pelo autor ao longo do texto)
DEMO, P. 2002a. Politicidade – Razão humana. Papirus, Campinas.
DEMO, P. 2004c. Sociologia da Educação – Sociedade e suas oportunidades. Plano, Brasília.
FREIRE, P. 1997. Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra, Rio de Janeiro.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Lei nº 11.273

CASTELOS MARMÓREOS DO SABER E/OU CASA DA MÃE JOANA

Francisco Carlos de Mattos

Muitas coisas acontecem por esse mundão de meu Deus e nós, pobres mortais, que não temos acesso aos "castelos marmóreos do saber", onde se instalam os PHDeuses norteadores dos nossos parcimoniosos e pobres destinos de acesso ao conhecimento, ficamos à míngua, tendo que engolir o sarcasmo dos nossos governantes ao anunciarem os míseros R$ 840,00 (por 40 horas de trabalho), enquanto os "tubarões" de nossas Casas Legislativas e o executivo maior passam a receber salários acima dos R$ 10.000,00, além das "mamatas", que elevam esses valores mais alto que pressão de pobre no final de mês. E ainda tem um engraçadinho que afirma, que o aumento se fazia necessário, pois ao final do mês só sobravam R$ 5.000,00. Coitado do pobrezinho, não?
Segundo o Estadão de 9 de maio,

"O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 9, o projeto de aumento dos salários parlamentares, que estavam sem reajuste desde o início de 2003, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A votação foi simbólica, sem registro dos votos no painel eletrônico, e por isso, não é possível saber quem votou a favor nem quem foi contrário à proposta, que deve ser encaminhada agora ao Senado. O reajuste é retroativo a 1º de abril.
Os salários passaram a ser os seguintes: deputados e senadores - de R$ 12.847,20 para R$ 16.512,09; presidente da República - de R$ 8.885,48 para R$ 11.420,21; vice-presidente e ministros de Estado - de R$ 8.362,00 para R$ 10.748,43."


Mas, deixemos esses safados de lado. No fundo eles não estão errados, não! Errados somos e fomos nós!
Na verdade entrei aqui, neste momento, movido pela necessidade de divulgar uma Lei sancionada pelo Sapo Barbudo em 06 de fevereiro de 2006, que autoriza a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica.
A Lei é a explicitada abaixo e o link, para a leitura, na íntegra, da mesma, no início desre rexto.
Acessem e divulguem!!!

Lei nº 11.273

domingo, 6 de maio de 2007

A FALA QUE CALA OU QUE CALAM!

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“Quantos de nós, e de quantas diferentes maneiras, e por quais diversos motivos, e em quantas
poucas ou muitas ocasiões, corremos o risco de ter cortada a nossa língua? Quantos de nós, e de
quantas diferentes maneiras, e por quais diversos motivos, e em quantas poucas ou muitas
ocasiões, fomos ameaçados na nossa palavra e aprendemos a nos calar, a ter medo de dizer o que
pensamos, a ter medo até de confessar que pensamos ou divergimos. Quantas crianças; adultos
quantos...!? E o superamos?... Nada mais me parece possível dizer sobre a importância da fala,
e de sermos donos e donas de nossa voz e daquilo que queremos dizer".
Sonia Kramer

sábado, 5 de maio de 2007



APRENDENDO COM A PESQUISA

APRENDIZAGEM: DINÂMICA RECONSTRUTIVA POLÍTICA
“ Hoje admite-se cada vez mais que, se quisermos chegar ao saber pensar do aluno, não há como evitar a elaboração própria, na qual seja possível perceber a maneira de interpretar, argumentar, fundamentar. Em sala de aula, seria o caso superar a prova, colocando em seu lugar procedimento mais inteligente. Por exemplo, se o aluno pesquisa e elabora toda semana, chega ao fim do mês com farto material próprio, o que substitui facilmente a prova.(DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que aluno aprenda. Porto Alegre: Mediação, 2004, p. 69.)
* “Autopoiese”= característica de todo ser vivo de funcionar de dentro para fora (MATURANA E VARELA).
* Não é a realidade externa que simplesmente se impõe ao sujeito, mas é este que a capta de modo reconstrutivo, interpretativo ou hermenêutico ou seja, interpretando-a no seu sentido mais íntimo.
* O ser humano só aprende o que quer, o que lhe traz alguma referência para a vida, o que atende a uma necessidade imediata ou futura, o que lhe seja significativo, o que lhe desperta o desejo de aprender. O professor tem que se transformar num despertador do desejo de aprender.

Compenetrado para 2010

Compenetrado para 2010
Visto pela webCam

EU, COMPENETRADO!

EU, COMPENETRADO!

Eu_pela_camara_do_celular

Eu_pela_camara_do_celular

EUNAPAZ

EUNAPAZ
SORRISO É O ESPELHO DA ALMA.

EU

DE PÉ E À ORDEM... SEMPRE!

"PROF, FRANCISCO MATTOS OE DO ALFREDO CASTRO E MÁRCIA FRANCESCONI

ENCONTRO DE MAÇONS

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PANÓPTICO VIRTUAL

Boca da Barra - CF

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Serra do Rio Rastro (http://www.panoramio.com/photo/752018)

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O VERDE É LINDO!

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