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quarta-feira, 3 de março de 2021

 APOIOS, MEDIAÇÕES, ORIENTAÇÕES ONLINES: FEITOS OU FAKES?

Estamos do lado de cá. Quantos estão do lado de lá?
As preocupações podem parecer que estamos discutindo algo em torno do mundo espiritual, que é um tema maravilhoso para ser discutido, Independente da religião que cada um tenha; entretanto, o tema é sobre possibilidades de Encontros onlines entre professores e alunos, para uma suposta continuação do processo ensino-aprendizagem nesses tempos de pandemia e de afastamento social, de confinamento.
Deixarei a pergunta enquanto provocação, para que colegas profissionais da educação respondam e, a partir daí, possamos criar um espaço de reflexão que nos aponte para soluções afirmativas:
"ESTAMOS DO LADO DE CÁ. QUANTOS ESTÃO DO LADO DE LÁ? ESTÃO?"
Patricia Serieiro e Paula Andrade
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 O Anjo da Morte não brinca e nem acha que é uma gripezinha!!!

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Ana Claudia Almeida de França, Solange Magalhaes Coutinho e outras 24 pessoas
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 DOUTOR FULANO DE TAL

01/03/21
Francisco Carlos de Mattos
Doutores são assim chamados, pois fizeram um Curso de DOUTORADO.
Mestres também, nessa mesma vibe, por terem feito MESTRADO.
Muitas pessoas que conseguiram trilhar por esses espaços acadêmicos não desenvolveram sentimentos de arrogância por conta disso. Muito ao contrário, são a simplicidade em pessoa e quem, talvez por acaso, descobre que elas são doutores ou mestres, demonstram ares de espanto ao saberem disso.
SOU O DOUTOR FULANO DE TAL
Em terra de analfabetismo vergonhoso, quem sabe, pelo menos, mal e porcamente, ler algumas palavras, formando frase e escrever algumas mal traçadas linhas, é DOUTOR.
Pasmem, até ex-jogador de futebol que dá sequência às suas atividades profissionais, mesmo sem ter estudado o suficiente, como técnico de futebol, nessas terras tupiniquins, é chamado de PROFESSOR.
A arrogância é tão grande, tão doentia que se acham os supra-sumos, as últimas bolachas do pacote; mas quando no serviço público são enquadrados como trabalhadores comuns, quando passam a ser mais um número (a matrícula) numa folha de pagamento e não recebem os seus salários, perguntam, ainda com certa arrogância, por quê os profissionais da educação recebem antes deles.
É bom que se deixe bem claro, que não existe pretensão de comparação sobre o fazer profissional de cada um citado aqui nessa reflexão.
Alguém gostaria de responder?
CURSOS ACADÊMICOS BEM DIFERENTES E FORMAÇÃO TAMBÉM
É possível afirmar que este subtítulo já traz intrínsecas algumas respostas para a questão acima.
As matrizes curriculares de todo o curso de Formação de Professores trazem, sempre presentes, preocupações com um olhar bem aprofundado do contexto mais amplo.
Os filosófico, histórico, social, político, cultural são campos imprescindíveis para uma excelente formação profissional.
Nessa linha de formação, construímos o entendimento das relações entre patrões e empregados e do quanto devemos ser orgânicos, numa perspectiva gramsciana.
Entendemos que sozinhos não somos nada e ninguém e que precisamos, elo a elo, nos transformar numa corrente firme e forte.
Por quê os Profissionais da Educação recebem antes das demais categorias profissionais? Porque têm um SINDICATO FORTE E VÃO À LUTA! É só por isso!
Márcia Oliveira, Rossana Rodrigues e outras 4 pessoas

sábado, 2 de janeiro de 2021

 QUAL TEMPO?                                                                    02/01/2021

Francisco Carlos de Mattos

Nesses últimos dias, no período de troca de plumagem do tempo, venho pensando bastante sobre a questão do mesmo, da cronologia, e, principalmente, a cerca da essência do texto iluminadamente escrito por Roberto Pompeo de Toledo intitulado "O Tempo".

O autor nos contempla com a seguinte reflexão:

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente".

E a mitologia, que vem carregada da criação fantástica da mente humana, nos traz que

Chronos é o deus do tempo quantificado, que se pode medir. É o tempo corrente, rotineiro, ordenado pelo relógio, onde um minuto é igual ao outro, onde às horas sucedem-se os dias e a estes os meses e os anos. Representado como um velho tirano e cheio de crueldade, Chronos controlava o tempo desde o nascimento até a morte. Ele ditava aos mortais o que deveria ser realizado. Do nome desse deus se deriva a palavra cronômetro que designa o instrumento para se medir o tempo. Portanto, quando falamos de Chronos estamos fazendo menção ao tempo cronológico, do calendário.

No mito, Chronos emasculou o próprio pai com a intenção de se apoderar do mundo. Mais tarde, como Senhor do Tempo, ele devora seus próprios filhos para continuar soberano. Tal imagem nos sugere que o tempo cronológico passa sem que possamos detê-lo e que ele aniquila tudo o que produz. Nada dura para sempre no mundo, nada se pode conservar e a única permanência é a impermanência. Assim, tudo o que é conquistado no tempo Chronos não tem valor eterno.

Na contemporaneidade facilmente percebemos o quanto Chronos amedronta e impera, implacável. Muitos são escravizados por esse deus e acabam devorados. Vivem sob o julgo das datas, dos prazos, da idade que avança impiedosamente, experimentando ascensões e declínios. Tentam dominar Chronos, mas acabam dominados por ele. Mais "mecanizados" buscam cumprir ritmos e metas para além da condição humana e invariavelmente se infelicitam.¹

E o que fazemos com o tempo que nos reservaram? Quanto tempo temos ou teremos, ainda? Aproveitamos bem esse tempo? Ou deixamos para amanhã?

Chronos nos devora implacavelmente, quando nos amedrotamos diante dele.

Então, Miltom Nascimento, com sua poesia em forma de música nos diz que: "é preciso ser forte, é preciso ter raça, é preciso er gana...sempre!" ²


Referências

¹. RAMPIN, Alexandre. Chronos e Kairós, mitos sobre o tempo. http://www.ciclosararas.com.br/textos/ler.php?id=12 

². NASCIMENTO, MILTOM. Maria Maria.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

 FIM DE SEMANOU!!!

Francisco Carlos de Mattos

Domingou... vai segundar... terçar... quartar... quintar... e, de repente, sextou e logo a seguir sabadará.

Janeirou, fevereirou e, ao novembrar que nem percebemos, já falam em máscaras com imagem de renas, trenós, Papai Noel e dezembrando, chega o natal.

Lembro quando, aos domingos, começava o Domingão do Faustão, falava que havia acabado o domingo, amargando que no dia seguinte era dia de trabalhar.

Feriados como o dia de Finados, era bem aguardado.

E agora?

O tempo atropela, deixa sequela.

Esse é o tempo em que o livro mais lido é o evangelho.

O tempo passa e nós bem mais velhos.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

VAMOS GARATUJAR?

Vamos garatujar?
Fiquem tranquilos, pois não é nenhuma proposta indecente, pelo menos aqui neste espaço. Se fosse no céu de brigadeiros, na área dos PhDeuses, seria uma infeliz sugestão; mas, aqui, não! Aqui cabem os gostos pela escrita, pela leitura. Aqui insere-se a essência das poesias e reflexões de DRUMMOND, principalmente quando afirmou, que "ao pior lterato de 20 anos, eu o admiro e respeito".
Evidente que não estamos fazendo apologias ao escrever errado ou ao festival de besteiras que invadiu a internet com o "eu axo que voxê" é um cara legal. Pretende-se incentivar a aproximação da escrita acadêmica enquanto produto de reflexões, investigações do cotidiano pessoal ou profissional, principalmente no que tange à educação.
Muitos achismos podem ser deixados para um outro momento; mas, também, não podemos truncar a fala, a escrita porque os mestres e doutores podem querer cortar as nossas línguas, como ELIAS CANETTI escreveu em "A Língua Absolvida".
Ah, tá! Então podemos garatujar! O mini Aurélio nos diz que este vocábulo significa "desenho mal-feito; rabisco". Já o bom e velho Bechara, no minidicionário da Língua Portuguesa, norteia que é "escrita com letras malfeitas e pouco inteligíveis".
Não vai ser o nosso caso! Vamos garatujar com diplomacia e demonstrando que estamos querendo sempre aprender, pois só se aprende a escrever, escrevendo.
Sendo assim, com licença e vamos à luta!!!

sábado, 20 de outubro de 2018

ABRE A JANELA, FORMOSA MULHER!...*
Prof. Francisco Carlos de Mattos

Ler é fundamental, escrever é só consequência (Marinho Guzman). Acho que isso prova que ler realmente é fundamental (RuPaul Drags Race).

Quem conhece e gosta de Paulinho da Viola (há quem não goste?), por força do hábito, completou, cantarolando, os outros versos: "- Cantava o poeta trovador!"
Aproveito para homenagear todos e todas poetas e poetizas pelo dia de hoje, apesar de quê poeta não tem dia, sendo que "todo dia é dia, toda hora é hora" de fazer poesia!

TIRANDO FERRUGEM DO TRINCO
Uma borrifada de produto antiferrugem para tornar o trinco mais fácil de ser destravado, para abrir a janela e deixar novos ares entrar. Isso é o que estamos fazendo nesse momento.
Recentemente disparamos no whatsapp uma mensagem sobre o desejo de criar um "SEBO VIRTUAL" com os livros que contribuíram com a minha formação acadêmica e que me acompanharam ao longo de minha caminhada profissional. Esse será o canal para efetivar esse desejo.
Abrir janela para o mundo é não querer enxergá-lo através dos vidros da mesma, pois se pode incorrer no mesmo erro da personagem da estória da mulher, que tomava conta da vida da vizinha, que estendia seus lençóis em um varal. Para a mulher, as roupas estavam sempre manchadas. Por fim o marido desta abriu a janela e foi, então, que ela percebeu que era o vidro de sua janela que estava sujo!

Vamos abrir a janela?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

DA SALA DA CASA DO ALUNO À SALA DE AULA DO PROFESSOR: PARECENÇAS E ANTAGONISMOS

Francisco Carlos de Mattos*
CENA 1: SALA DA CASA DO ALUNO
  "Era uma casa muito engraçada não tinha teto não tinha nada ninguém podia entrar nela não porque na casa não tinha chão ninguém podia dormir na rede porque na casa não tinha parede ... " (A CASA, Vinícius de Moraes)
  A nossa formação acadêmica passa ao largo das chamadas Ciências da Natureza (Físicas e Biológicas) e, principalmente, da Matemática; entretanto, é interessante refletir aqui com você, e mais algumas pessoas que se interessarem pelo tema, a influência que ela tem sobre essa triste realidade ou, como queiram os mais radicais, essa baita sacanagem, que fazem com o povo brasileiro e, por extensão, com nossas crianças. Não é necessário que sejamos um Arquimedes, um Isaac Newton para entendermos que 1+1= 2. O salário mínimo do pai, somado ao da mãe, certamente deve dar para alguma coisa, mas não para uma alimentação saudável, que consiga acabar com a anemia profunda, que, silenciosamente, não lhe permite condições de igualdade com os colegas que tem melhores condições de vida (aqueles em maior proporção que esses. Você já teve a curiosidade de fazer esse levantamento estatístico nas suas salas de aula?). Tem-se uma profunda convicção de que os nossos alunos são, cartesianamente, produto dessa matemática (social), reflexos de uma insensatez humana fora dos parâmetros de qualquer racionalidade cristã - é mister lembrar que estamos em um dos países com o maior número de adeptos ao catolicismo e, hoje, com incalculável contingente de evangélicos -, e resultados de uma desagregação familiar, que é o final do fio do novelo, que começamos a desenrolar nessas mal traçadas linhas. 
Já que fomos à ponta final do novelo, procuremos, então, a outra. 
 Aqui nesta cena como na outra é possível perceber os lastimáveis fatos como conseqüências da gritante falta de Políticas Públicas, que promovam o desenvolvimento de emprego e renda e dêem condições de empregabilidade aos trabalhadores. E quando se fala em renda, é claro que não se está pensando em salário Mínimo, até porque, em cima desse não existe a menor possibilidade da existência daquele. Acordando às 05:00h (muitas vezes mais cedo), com o pai saindo para a esquerda e a mãe para direita, muitos desses meninos e meninas, hoje com 11, 12 e 13 anos, portanto os mais velhos de uma prole de 5, 6 ou 7, representam a mãe ou o pai que estão trabalhando e que só chegam lá para às 18, 19h. Independente desses aspectos arraigadamente negativos da nossa clientela (não no sentido comercial, capitalista), há que se levar em conta, que eles passam por uma fase da vida, por uma faixa etária, extremamente complicada; afinal, são ADOLESCENTES. Efervescência hormonal à flor da pele - muitas vezes parece que é a única "cobertura" óssea -, naturalmente barulhentos, irrequietos e "donos do mundo", são, nesta hora, tão protagonistas, que denotam não terem problema algum em suas vidas. Pelo menos é assim o que muitos professores pensam. Sim, esse ideário de pertencimento, essa representação mental de um espaço bem diferente daquele em que vivem, essa estratégia onírica, é usada como um entorpecente, para fugir de uma realidade dolorosa. 
CENA 2: SALA DE AULA DO PROFESSOR 
 "Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou". (Albert Einstein)
  Pegue uma moeda. Na primeira parte desse texto - a 'cara' – tentou-se desalinhar parte do novelo, usando a "sala da casa" do aluno como contexto. Cabe, sabe-se, um aprofundamento em muitas questões instigadas; mas, neste momento, não se tem tal perspectiva, não é pretensão caminhar por tal seara. 
Que se vire, então, a moeda: a coroa. 
O contexto é a sua sala de aula, professor. Insistir-se-á na Matemática enquanto paradigma, base fundamental para a tese defendida aqui. Ressalta-se, que ela é tão cruel quanto a que foi desenvolvida para analisar a performance daquele(a) adolescente antes de se transformar em seu(sua) aluno(a). Reconhece-se a sua preocupação, o seu sofrimento, a sua angústia ao ter que, final de ano letivo, pegar pacotes e mais pacotes de provas e lembrando-se de algumas espoletinhas, de certos 'erezinhos', que precisam de décimos ou, por outro lado (aí a angústia aumenta), mais do que tem que tirar numa única prova, para lograr aprovação. Então, nobre companheiro(a), já matematizando, se você é docente das disciplinas com as maiores cargas horárias da Matriz Curricular (LP, Matemática, Ciências), tem, no mínimo 4 tempos de aulas semanais, que, multiplicados por, aproximadamente, 4 turmas, completará uma certa carga horária exigida por determinados sistemas de ensino. Hipoteticamente (muito próximo da realidade) cada turma tem 40 alunos, que perfaz o total de 160 pirralhinho(a)s com 11 anos de idade (não estamos 'estatisticalizando' a distorção idade/série. Seria desgraça demais para um despretensioso texto!)), em fervilhantes e barulhentas turmas, tal qual uma revoada de pardais num fim de tarde, de 6º ano do Ensino Fundamental. Como você também, lá pelas 06:00h, sai para a esquerda e a sua mulher pela direita (com alguém tendo que deixar o Jr. ou a princesinha com a mãe ou sogra. Par ou ímpar antes de sair de casa ou semana minha, semana sua?), até porque o 'mar não está pra peixe' e é preciso pagar a prestação da casa própria ou o aluguel, o consórcio do carro, o supermercado no final do mês, a tv a cabo, a internet, o nextel (dela e o seu), a babá do baby, a faxineira, água, luz, telefone fixo, e, depois de tudo isso, o Imposto de Renda, etc., etc., etc., é necessário fazer dupla ou tripla jornada de trabalho, face a desvalorização profissional, que sempre foi uma constante na história do nosso país. Nesse caso, teremos, se tripla jornada, 480 preocupações, 40 dúzias de angústias. O enfoque dado neste parágrafo, comparando com o da primeira parte deste texto, mostra, ou pelo menos tenta, o brutal abismo existente entre as realidades da família do professor e a do aluno.
  CENA 3: FECHAM-SE AS CORTINAS. 
 “Fico feliz por suas palavras, mas confesso a você que estou desanimando, meu amigo. Você me conhece e sabe o quanto tento resgatar essas almas perdidas, mas parece uma luta quase solitária e em vão; pois, diversas foram as aulas que não dei só para conversar com a turma e tentar alertá-los, mas parece que de tudo o que falamos nada ou quase nada foi absorvido e o final é triste, chego a pensar: será que o erro está com a minha didática?” (Prof. X). 
 “Trabalhamos o ano inteiro, tentando mostrar aos nossos alunos a importância do aprender, mas infelizmente nem todos estão a fim de nos ouvir e no final é que eles começam a correr atrás, mas não tem condição. O tempo acabou. Quem sabe um dia eles despertam . Bom fim de semana” (Profª. Y). 
 Para falar de aluno que não quer nada, que é descompromissado, que não gosta de estudar (conta-se nos dedos de uma das mãos, talvez, de quem goste!), preguiçoso, bagunceiro, irrequieto, tagarela e tantos outros adjetivos, enfileiramos temas e mais temas caracterizados como falácias pedagógicas, conversas fiadas de pedagogos, que não estão dentro de uma sala de aula no dia a dia, para se defrontar com a realidade nua e crua, norteou-se essa breve reflexão para argumentos causais e não conseqüentes. Tentou-se focar ‘o que leva a ser’ em vez de ‘o que é’. Vários professores, em plena travessia da ponte ou, em função de sua fragilidade, da pinguela, não tem tempo de analisar o primeiro aspecto, evidenciando mais o segundo. Esse seria o primeiro passo do planejamento de ensino, recomendado pelos mais renomados pesquisadores desta área, entendido como conhecimento da realidade. 
É causa e não conseqüência a crise estrutural de emprego e renda no Brasil, que leva às desigualdades sociais profundas. Esse maquiavelismo sócio-econômico é a origem e não o efeito, de tantos meninos e meninas que fracassam na escola. Repetências seguidas levam, fatalmente, à evasão. Fracasso na escola é causa de insucesso na vida, que é, por sua vez, a razão de tantas mazelas sociais. E você, na rua, ao longe, avista um grupo de meninos em atitude meio suspeita. Ao aproximar-se, ouve a seguinte pergunta: _ Lembra de mim, tio? Eu sou Tonico e fui seu aluno há uns três anos. Vai na fé, tio! Tonico coloca a caneta na cintura e convoca a galerinha de mais três meninos de sua idade a bater em retirada. 
 Fecham-se as cortinas!
  •Mestre em Educação pela UERJ e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio. Licença Creative Commons
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.

O bordão do Chacrinha e as Novas Tecnologias ou "façam amor", literalmente, enquanto houver tempo


"Quem não se comunica, se trumbica." O bordão do velho, bom e saudoso Chacrinha, do inigualável e insubstituível Abelardo Barbosa, está mais atual do que nunca. Hoje as novas tecnologias tornaram-se imprescindíveis na vida do homem moderno. Sair  e perceber que deixou o celular em casa, tem a mesma conotação, transmite a mesma ideia de que  estamos sem uma peça de roupa importante para o nosso corpo.
As NTs vieram para exatamente facilitar as comunicações; mas, não existe nenhum manual, nenhuma exigência, nenhuma norma técnico-social que nos prive dos contatos presenciais, pessoais, tête-a-tète, cara a cara, de pele. Contato virtual que nos facilite, que nos possibilite, que nos disponibilize para o outro, para o abraço, o beijo, a fraternidade.
Ao pensarmos na ampliação do contato virtual, na construção de mais uma ferramenta que horizontalize o espaço para a possibilidade de mais  contatos, não queremos 'apologizar' , profetizar que estamos rejeitando o contato sócio-presencial. Muito ao contrário, acreditamos na força do contato entre os homens, na fraternidade, na conversa ao cair da tarde, no papo animado no bar, na partilha do visual do por do sol sentado na mureta da praia. Acreditamos no nascimento do amor, ali, tipo olho no olho e no fazer amor sem as interferências e necessidades da parafernália da nanotecnologia, das ciências como um todo. Não me imagino, confesso, com aqueles eletrodos na cabeça e na da minha companheira, experimentando um maravilhoso orgasmo ou - para felicidade geral da nação - múltiplos orgasmos. Quero liberdade para dentro da cabeça, mas com o maravilhoso e inigualável virar de olhinhos e do se esparramar na cama (ou seja lá onde for) para se revigorar com aquele sorriso de canto de boca, "monalisamente" feliz, "giocondamente" satisfeito em nossas necessidades primatas.
Colocadas essas reflexões, é imprescindível que nos policiemos para que o mouse e o teclado não se transformem em próteses, em extensões de nossos braços, do nosso corpo. É mister que nos preocupemos em evitar que, quando estivermos conversando, na mesa do almoço ou jantar em casa, num restaurante ou simplesmente passeando com a(o) namorada(o), a(o) noiva(o) ou a(o) esposa(o), não o façamos, dividindo a atenção entre ela(e) e o celular. Procurem fazer uma pequena investigação nas ruas. Observem mais as pessoas no dia a dia e se certifiquem se o que estamos alertando aqui, não seja o retrato da realidade. Quem sabe se assim, você não entre no esquema de, também, analisar as suas atitudes em relação a esse fato. Portanto, estamos cientes de que o homem criou a máquina, mas não queremos acreditar que a máquina venha a RECRIAR o homem. Pelo andar da carruagem (hoje está mais para trem bala!), é o que, infelizmente, está acontecendo.
Boa reflexão! Boas leituras!
Francisco Carlos De Mattos
Licença Creative Commons
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.
Ano novo, vida nova, desejos novos, energia renovada. 
Estou resgatando um dos meus vários blogs e fazendo-lhe algumas reformulações, principalmente no que se refere à questão das datas em que foram postados. Estou assim reestruturando as datas, renovando as mesmas. Algumas outras deixarei com a data original.
Aguardo a visita de vocês!😊

LEITORES E-LEITORES



São dois blogs para tentar facilitar a vida dos meus poucos e seletos leitores. Se cada um desses amigos, tendo gostado do que leu, convidar um outro que não esteja incluso nesse espaço virtual, dar-me-á a oportunidade de ter mais um amigo e, evidentemente, mais um leitor. O nosso mundo, mais do que em outras épocas, está precisando de leitores, muitos leitores nem que seja para bula de remédios, rótulo ou invólucro de papel higiênico e etc. (bem mais do que ELEITORES. Acreditamos que essa premissa seja profunda e inversamente proporcional e/ou excludente. Ou seja, quanto mais LEITOR menos ELEITOR, até porque, quem lê mais se instrui mais, absorve mais cultura, fica mais inteligente e quanto mais inteligente, percebe que não precisa do político tanto quanto este precisa dele!).
_ Mas, cá entre nós Francisco, tem tanto texto ruim circulando por aí, que é preferível ler os rótulos das coisas que temos dentro de nossos banheiros, você não concorda?Concordo. Mas, como saber se aquele texto que deixei de ler era bom ou não?Dê uma chance, leia-o e depois, então, faça um comentário, uma sugestão ou uma crítica e não leia mais esses chatos que ficam entupindo as suas páginas virtuais, os seus e-mails de lixo ou, ao contrário, seja um fiel seguidor e leitor assíduo desse chato! É o que mais desejo! 
 http://pedagogiadosprojetos.blogspot.com/2012/03/leitor-e-eleitor.html
http://franciscomattos.blogspot.com/
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Educação Superior: 500 anos a.C. Sócrates fazia melhor que nós!

Por Francisco C. de Mattos “Viver, e não ter a vergonha de ser feliz...” (Gonzaguinha)
A educação brasileira passa por um grave problema de identidade, assim como toda a sociedade brasileira em que pese todo o seu contexto estrutural. Se aquela é reflexo dessa - temos a certeza disso! -, longe está a perspectiva de podermos vislumbrar saídas alternativas, que nos apontem para a essência da filosofia da Inconfidência Mineira, que, nos idos do século XVIII, já denunciava sobre a “Libertas Quæ Sera Tamem”. Na verdade, o mundo está em crise e as crises estão em crise. Hoje tentam compactar tudo: dos aparelhos eletro-eletrônicos aos problemas conjunturais. Há algum tempo a crise mal começava e já era identificada e analisada em toda a sua estrutura, permitindo assim a possibilidade de abafar o seu crescimento ou a sua multiplicação. Era menos complicado, porque específico. Agora trabalha-se com a generalização: crise das teorias, dos modelos e dos paradigmas num só bloco para se condensar em crise da estrutura social. Uma das poucas áreas que ainda conseguimos ver na “plenitude de sua especificidade”, onde o todo é a soma (matematicamente mal feita) das partes e cujo resultado, extremamente errado, só beneficia, parafraseando Caetano Veloso, os “podres poderes”, é a educação. Quanto mais fragmentado-e-fraco-e-cego-e..., melhor. Com, mais ou menos, vinte e dois anos de magistério (do Ensino Fundamental à Educação Superior), entre os erros e acertos de quem quer e busca crescer profissionalmente, constatei mais os primeiros na prática político-pedagógica de muitos companheiros e companheiras com quem partilhei o espaço das dezenas de instituições por onde passei. Sei que o que é bom e certo para mim, necessariamente, não tem de ser bom e certo para os meus pares. Não desejo nem pretendo afirmar que a homogeneização das práticas pedagógicas em toda a sua complexidade seria a solução para os problemas da educação, até porque, desrespeitar-se-ia a autonomia do sujeito em optar, entre tantas alternativas, por uma que mais se adequasse às suas perspectivas e às suas formações humana e acadêmica. Acredito, alicerçado nessas duas formações, que, quanto mais o homem se aprofunda em pesquisas sobre a biotecnologia, genética, robótica, nanotecnologia etc., mais vai precisar do próprio homem e, mais especificamente, do seu lado humano. Por trás de uma “grande” máquina (ou à sua frente), sempre há e/ou haverá um grande homem. Se a máquina precisa do homem para ser construída, o homem precisa do seu semelhante para sobreviver, construindo-se a cada pensamento, a cada fala, a cada abraço, sorriso, lágrima. O homem educa-se, educando-se no outro. Tudo o que faz sempre tem referência humana. DA LIBERDADE PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA DA LIBERDADE 500 anos a.C., Sócrates desenvolvia, numa reflexão pós-partos feitos pela sua genitora, a MAIÊUTICA (parto das idéias), método filosófico em que os seus discípulos “davam luz” aos seus pensamentos, às suas reflexões, ao esforço pessoal, à busca da sabedoria, fazendo-se filósofos no sentido etimologicamente mais simples do termo, que é “amigo da sabedoria”. Nesse método, a tônica do seu fundamento era não “matar” a curiosidade dos discípulos e sempre responder às questões dos mesmos com outras questões, até que eles próprios encontrassem as respostas. É fato comprovado que, se alguém fica alguns minutos olhando fixamente para um certo ponto à sua frente, a tendência é sentir as pálpebras pesadas, é difícil conter o bocejo e... o cochilo é inevitável! Da liberdade pedagógica, no sentido de autonomia, à prática pedagógica dos professores, busca-se a diversidade de ações didáticas e não a sua homogeneização. Cria-se o ambiente de liberdade e, para conquistá-la, é necessário que o indivíduo se tenha educado para isso. Borghi (1990: 39) em muito contribui com essa linha de raciocínio, quando afirma que “não pode haver formação que não seja autoformação (...). Educar significa essencialmente educar-se. Pode-se ter também uma ajuda, uma sugestão, porém, esta sugestão torna-se educativa, na medida em que ativa forças latentes ou já em ação no indivíduo”. Reitero, que liberdade pedagógica é necessária; entretanto, não pode ser qualquer liberdade nem qualquer pedagogia. Antes de qualquer coisa, é mister realçar que a prática do bom senso é uma das mais brilhantes pedagogias que pode existir. É, realmente, preciso muito cuidado para que não se adote qualquer porcaria em nome da licensiodade e, violentamente, empurrar goela abaixo dos nossos alunos. Somos libertários ou simpatizantes do movimento, e não podemos ser confundidos como bobos, no sentido de mantermos uma relação paternalista, afagando a cabeça de quem insiste no erro. Se pretendemos construir a Pedagogia da Liberdade, respeitemos, e não fazemos diferente nessas poucas linhas, a liberdade pedagógica dos nossos professores, desde que ela esteja respaldada no bom senso. Não acredito que todo o professor esteja preparado para tal feito, até porque lhe faltam algumas condições técnicas na sua formação acadêmica. É necessário que este profissional da educação, como condição básica, saiba como acontece a aprendizagem, como o indivíduo constrói conhecimento. Isso não fez parte do currículo do curso que freqüentou, ou se fez, foi algum “doido” ou “doida” que displicentemente “caiu de paraquedas” nele só para ilustrá-lo, para “enfeitar o pavão”, para que os técnicos do MEC saiam satisfeitos das suas inspeções rotineiras, acreditando que a instituição valoriza a formação acadêmico-pedagógica dos alunos, inserindo, neste caso, a disciplina Psicologia. Se a minha prática pedagógica ainda é reflexo, ou cópia fiel e perfeita, das dos professores que me deram aulas na longínqua época em que me formei; se, como eles, acredito que o indivíduo aprende, sendo só ouvidos, passivamente, numa relação extremamente unidirecional, muito tenho a aprender com Sócrates. E olha, que, aproximadamente, 2500 anos após uma mortífera dose de cicuta, ainda se nega o diálogo, o questionamento, a dúvida enquanto métodos de aprendizagem, de construção de conhecimentos. É real que não conhecemos uma educação superior... de superior qualidade ... Permitam-me esta pausa, para tomar uma dose... de DRAMIM*. * DRAMIM: Remédio indicado para náuseas e vômitos em geral. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BORGHI, Lamberto. A educação permanente.. In: ILLICH, Ivan (et al.). Educação e Liberdade.- tradução de Nelson Canabarro.- São Paulo: Editora Imaginário, 1990. Licença Creative Commons
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Compenetrado para 2010

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EU, COMPENETRADO!

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Eu_pela_camara_do_celular

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EUNAPAZ

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SORRISO É O ESPELHO DA ALMA.

EU

DE PÉ E À ORDEM... SEMPRE!

"PROF, FRANCISCO MATTOS OE DO ALFREDO CASTRO E MÁRCIA FRANCESCONI

ENCONTRO DE MAÇONS

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Boca da Barra - CF

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