Pages

sábado, 18 de abril de 2009

SEXCÍDIO OU COMÉDIA DO SEXO PRIVADO

Justiça pune casal por sexo barulhento
sábado, 18 de abril de 2009
A Justiça puniu o casal britânico Caroline e Steve Cartwright por fazer ‘sexo barulhento’. Processados por vizinhos incomodados, eles terão que pagar o equivalente a R$ 1,6 mil de multa. Uma vizinha gravou áudio da gritaria para mostrar no tribunal e outra, mesmo parcialmente surda, disse não conseguir dormir.
Perguntas deste blogueiro: 1) Olhando a foto do casal de pombinhos, que conclusão podemos tirar enquanto motivo da tal gritaria?; 2) Qual dos dois gritava mais ao abrir os olhos e se deparar com o parceiro? 3) Será que eles gritavam por raiva e descontentamento consigo mesmo ao perceberem o que estavam fazendo?
Que questionamento você faz diante de tal matéria? Ajude-me a encontrar uma resposta convincente para este, digamos com a licença neologística, SEXCÍDIO (não adianta procurar no dicionário!).
Saudações blogspotivas!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

SOBRE CONSELHO TUTELAR, TUTELA DO CONSELHO E DA ERRÔNEA CONCEPÇÃO SOBRE A EDUCAÇÃO ESCOLAR

Francisco Carlos de Mattos
INTRODUÇÃO

Este texto, que aqui denominamos de texto-relatorio, é fruto de um diálogo mantido com uma colega orientadora educacional, quando da visita à Divisão desse serviço, para alguns norteamentos das suas ações na unidade escolar que lhe fora reservada.
Causou-lhe grande espanto, que, após uma atividade tão interessante para a tríplice (cognitiva, afetiva e psicomotora) formação dos pequeninos educandos, alguns pais fossem ter a equivocada atitude que tiveram sem ter buscado explicações/orientações a quem e onde de direito, ou seja, com a professora, a direção, na escola.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), que prevê em seu Art.53 que a "criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania (...)", sustenta e norteia a ação pedagógica, tal qual foi executada pela profissional em questão. Se em casa a criança não é estimulada a desenvolver hábitos saudáveis em todas as instâncias possíveis da vida, onde os pais, com suas descabidas atitudes protecionistas, fazem um grande mal, pensando o contrário, há que se entender determinados comportamentos de alguns responsáveis. Ainda bem que esses são minoria. A porcentagem significativamente importante à escola, é o que nos interessa.
DEPOIS DE AMANHÃ
Amanhã (Composição de Guilherme Arantes)
Amanhã
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã
Redobrada a força
Pra cima que não cessa
Há de vingar

O dia seguinte seria de muitas atividades e alegria, pois a professora anunciara recorte e colagem (não como simples atividade mecânica, mas, minuciosamente pensada para a produção de saberes) . Foram para as suas casas saltitantes, sorrisos abertos estampados nos rostos, alguns já querendo dormir para que o dia seguinte chegasse mais rápido.
Em casa também, a professora, que não consegue se descaracterizar assim tão facilmente para assumir os seus papéis de mãe e esposa, imaginava detalhes para enriquecer a atividade do dia seguinte.
- Mamãe, posso brincar um pouco com minhas bonequinhas? - Pergunta-lhe a filha de quatro anos, trazendo-lhe à realidade.
- Claro minha filha; mas, quando acabar de brincar o que você tem que fazer?
- Guardar as bonecas no cantinho delas.
- Eureka!!! - Exclama, de súbito, a mãe-professora.
- O que a senhora disse, mamãe? - Perguntou a menina sem entender a reação da mãe.
- Nada minha filha, nada! Você deu uma boa idéia para mamãe, viu?
E o amanhã chegou... 07:00 horas, a professora no portão recebendo os seus pimpolhos. A sala já organizada e limpa, preocupação próxima de uma doença da "tia" (mesmo que politicamente incorreto, piagetianamente errôneo, esta caracterização ainda vai acompanhar a professora por muito tempo!), lá estava ela preparada para receber os alunos que, com certeza, iriam "deitar e rolar" com suas criatividades, experienciar coisas novas, aprender de forma prazerosa.
Explicado como seria feito, a turma foi organizada em duplas e trios em função do número de alunos, que normalmente conta com, no máximo, 25 crianças.
Iniciados os trabalhos, a previsão se materializava com a transformação da sala de aula. Quem passasse próximo, distinguiria verdadeira bagunça e não um serviço planejado; mas, lá dentro a produção era intensa e se havia alguma baderna, pode-se afirmar que todas as nunces desse, digamos, quiprocó pedagógico, tenha sido meticulosamente tencionado.

NOÇÕES DE CIDADANIA: AMBIENTE LIMPO NÃO É O QUE MAIS SE LIMPA, MAS O QUE MENOS SE SUJA OU O DIA DEPOIS DE AMANHÃ .

Esse dia de aula iria de alguma maneira entrar em contradição com o adágio popular, primeiro complemento do sub-título acima. A sala de aula estava limpa e arrumada e terminou, já se esperava, repleta de papéis picados.
- Se a gente encontra um lugar limpo, deve procurar mantê-lo dessa forma; mas, se por algum motivo, sujarmos, devemos limpá-lo!
Assim a professora, lembrando de sua filha, se pronunciou ao finalizar a atividade . Animadas, as crianças munidas de vassouras, pá e lixeira, em mutirão, deixaram a sala, de novo, um brinco.
No dia seguinte a escola recebe uma intimação do Conselho Tutelar, pois alguns pais entenderam que os seus filhos foram obrigados a desenvolver um trabalho escravo.
Durma-se com um barulho desse!
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA). Lei Federal nº 8069, de 13/07/1990.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A SERPENTE E A CADELA (CADÊ ELA?)

Francisco C. de Mattos
16 de março de 2009
O uísque é o melhor amigo do homem.
É o cachorro engarrafado (Vinícius de Moraes)
As notícias do mundo animal no G1.globo.com, na página Planeta Bizarro, foi uma cachorrada só.
Os temas caninos foram interessantes e exaltavam a maneira carinhosa com que indústrias de alimentos para esses animais, o ramo hoteleiro, artistas que usaram penas de aves mortas (papagaios, pavões) para dar uma embelezada nos bichinhos, tratam os chamados amigo do homem. Até um ousado cachorro "ladrão" roubando um osso, foi motivo de enquadre nesse assim denominado "um dia de cão".
As empresas lançaram um bolo para cachorro nos EUA. Também neste país, foi construído um hotel no formato desse quadrúpede.
O noticiário termina com uma matéria em que só faltava dizer que, depois de se enfeitar com as plumas das aves, de ter participado de uma festa no hotel no formato dos seus iguais, para roer o osso roubado pelo cão malandro, uma fêmea tenha encontrado outra de espécie diferente, que, envenenada de tanta inveja, fez a seguinte maldade com a bichinha.
Triste fim de Bindi!

domingo, 8 de março de 2009

À MULHER O QUE É DA MULHER!!!

- Nenhum escrito nem em prosa nem em poesia... nenhuma homenagem por parte desse estúpido, que, vez em quando, aparece com uma conversa fiada, dizendo maravilhas da mulher, seja da que o gerou ou da que gerou os seus filhos.

Alguém deve ter pensado dessa forma, principalmente os que me visitam constantemente. Eu diria, que o tempo não me permitiu um preito não somente a essas duas mulheres, que muito me marcaram e marcam, mas a todas as mulheres desse mundo, pois sem elas, não estaríamos aqui. Confesso que a falta de tempo é decorrente dos paparicos que fiz ao longo do dia àquela que gerou os meus filhos, a que me atura durante, mais ou menos, 24 anos.

Agora que me sobrou um tempinho e que pude acessar a internet, é que venho aqui dizer a todas as mulheres, que não importa se não lhes fiz uma homenagem no início do dia e só agora, às 22:09h, é que o faço. Espero ter todos os dias para poder mostrar a minha veneração a esses seres humanos imprescindíveis, profundamente necessários.
Um beijo no coração de todas e que Deus as ilumine sempre!!


sábado, 28 de fevereiro de 2009

SANGUESSUGAS DESALMADOS

Nunca é demais uma contribuição para exterminarmos com essa vergonha, que ainda insiste em nos desafiar. A população não ajuda? Cremos que sim! Entretanto, não vamos "ingenualizar" nosso pensamento ao ponto de não afirmar, que, também e principalmente, há uma puta carênia de políticas públicas. Verbas federais, estaduais e municipais para o combate a essa praga são desviadas para contas correntes de "mosquitões" Aedes Aegyptus, que sugam o sangue dessa mesma população que contribue para a proliferação de mais mosquitos: das Secretarias de saúde (mun., est. e fed), passando pelos prefeitos, governadores e presidente.
Zeus disse... Complementando o texto, que...
Olha meu bom amigo Chico,nunca é demais expor ao povão esta praga que há séculos vem sugando a energia deste nosso Brasil,(me refiro aos 'Aedes Aegyptus de gravatas',aqueles que deveriam cuidar da nação e ao contrário,estão apenas preocupados com a sua própria saúde e de garantir um futuro bom para seus familiares enquanto a maioria de nós,padecemos em filas de postos de saúde e vemos os hospitais cada vez mais sucateados e sem nenhuma previsão de melhoras futuras.Um forte abraço amigo...saudações.
Alguém mais pode e quer contribuir?

"QUEM QUER SER MILIONÁRIO?"

Lendo o Jornal O Dia de hoje, deparei-me com esse artigo de Marcus Tavares que, a princípio a afirmação do 1º parágrafo (§) chamou-me a atenção (função precípua desse §), aborda o meu objeto preferido para as minhas reflexões. A seguir, percebi que o autor comentava sobre aspectos de um filme que fará muito sucesso aqui por essas bandas entre, principalmente, professores. Quem quer ser Milionário?, é uma película que encontra no Brasil, para a sua felicidade, uma onda global em que a Índia é pano de fundo.
Do casal de atores mirins indianos, achados na mesma favela onde o filme é contextualizado, o menino, com fama e dinheiro prometera tirar a sua família daquele lugar. Nesse mesmo jornal já aparece uma matéria sobre uma surra que ele leva do pai, pois o assédio da mídia já o está assustando. Como não quis, em determinada hora falar aos jornalistas, o pai se desesperou e o agrediu.
O artigo abaixo merece ser lido.
Oscar merecido


Marcus Tavares: Jornalista, professor e especialista em mídia e educação
Rio - A escola não é o único espaço de informação, conhecimento e aprendizagem. Pelo contrário, aprendemos em todos os lugares e a todo tempo. Mas, mesmo assim, ela tem um papel indispensável à medida que organiza, contextualiza e analisa tudo o que acontece no dia-a-dia de seus alunos, contribuindo, desta forma, para a constituição de pessoas autônomas, críticas e cidadãs.
A afirmação acima, com a qual eu e vários educadores concordam, está muito bem explicitada no filme Quem quer ser Milionário?, de Danny Bole e Loveleen Tandan, vencedor do Oscar de melhor filme. O longa, uma co-produção inglesa e americana, conta a história do jovem Jamal Malik, de 18 anos. Membro de uma família pobre de Mumbai, cidade da Índia, Jamal resolve participar de um programa de perguntas e respostas na televisão.
Para surpresa de todos, o garoto acerta várias questões. A um passo de responder a última e conquistar o prêmio de 20 milhões de rúpias, o rapaz é preso e interrogado pela polícia local. Afinal, como um jovem pobre e analfabeto pode ter tantos conhecimentos?
O que se segue é um enredo comovente, no qual Jamal Malik conta sua própria história de vida, mostrando – às vezes de forma sofrida, alegre ou inusitada – o quanto aprendemos a cada dia, em qualquer lugar, tempo e sob as mais adversas condições. O filme mostra, portanto, o quanto aprendemos dentro e fora da escola, vivência rica e valiosa.
E mais, do que isso: mostra o quanto a escola pode ser determinante, sim, na organização de toda essa vivência para a constituição de uma pessoa melhor.
O Oscar de melhor filme foi merecido.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

BLECAUTE MUNDIAL: VOU NESSA!





Será no sábado, 28 de março, às 20h30
O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.
Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala. Por que participar?Porque o Brasil precisa demonstrar que a sua população está atenta ao problema do aquecimento global e disposta a tomar as atitudes necessárias para reduzir estas ameaças. Queremos que os brasileiros se juntem a um bilhão de vozes em todo planeta, chamando os líderes mundiais a assumirem sua parte na solução do problema.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

JAQUELINE, A DOCE ESTRIPADORA!¹

¹. Texto publicado em outro momento e outro blog com a anuência daquela que se fez personagem central desses breves e humildes escritos.
Francisco Carlos de Mattos
Ela não nos enganou. Logo no início da oficina sobre sexualidade e diversidade, último encontro dos quatro que compunham o curso sobre "Escola sem homofobia: construindo para a diversidade", alguma propriedade nos chamou a atenção para aquela moça, mais balzaquiana que gatinha no tocante à idade cronológica, mas, com certeza, uma gatíssima balzaquiana no que se refere às belezas da matéria e do espírito. A primeira transparência no telão projetada pelo datashow nos dava conta do tema e de quem estava ali na frente e o que fazia: SEXUALIDADE E DIVERSIDADE - Jaqueline Rocha Côrtes - Consultora de projetos em HIV/Aids - Assessora técnica - COOPEX.
_Alguma coisa de diferente naquela moça loira, que parece ser a palestrante. - Cochichou-me Jamelzinha.
_Será o Benedito, Jamel? Você não nega a sua origem mineira, hein menina! Mas, não é que percebi a mesma coisa!
No início da atividade ela nos pareceu preocupada em pontuar as regras do jogo, para uma convivência pacífica para aquelas 4 horas que iríamos passar juntos.
Propôs uma primeira dinâmica de apresentações e a iniciou, expondo, mais ou menos, o que continha na transparência, que ainda permanecia no telão.
Aos poucos foi demonstrando extrema segurança no que dizia, levando-nos à desconstrução de alguns (pre)conceitos concernentes ao grande tema tabu na sociedade brasileira. E assim, íamos entendendo um pouco mais sobre sexo gonadal, social, erótico/afetivo, psicológico, genital e genético e percebendo que as pessoas não têm opção sexual, até porque ninguém optaria naturalmente por uma expressão da sexualidade tão discriminada, mas sim orientação/inclinação sexual. Dessa forma, construíamos conceitos política e socialmente corretos como heterossexual, homossexual e bissexual.
A cada fala com sentido, máscaras sem sentidos iam desmoronando e, já nos acostumando com aquela presença simpática, inteligente e, agora, mais descontraída, as considerações finais estavam sendo tecidas com a avaliação do encontro por cada participante.
No final, ela toma a palavra para se "reapresentar" e com todo o orgulho do mundo, diz ser uma transexual, já com resignação de sexo, identidade feminina reconhecida, muito bem casada, feliz e convivendo com a Aids há 4 anos.
Tremenda guerreira em todos os sentidos, que se encaixa nas palavras que me vieram à memória, construídas enquanto respostas para as que ela apresentou como provocação em determinado momento dessa tarde. Para SEXO, escrevi excelência e vida; para a expressão SER DIFERENTE, arrisquei a frase sou o que sou não o que os outros querem que eu seja e coragem; e, finalmente, para AIDS, expressei impacto, consciência e vida.
Rasgou-nos as entranhas do preconceito e se constituiu em JAQUELINE, A DOCE ESTRIPADORA.
É, ela, com certeza, não nos enganou... e obrigado por isso, Jaqueline!

VERDADE MENTIROSA

SELEÇÃO DE SELEÇÕES (Humor (será?!?!)) escrito em quarta 11 fevereiro 2009 01:09
Nos anos 1970, um homem faz as malas e se prepara para trabalhar em outro país. Os amigos pedem que ele não deixe de escrever.
- Vocês estão loucos? O pessoal lá censura até a correspondência.
Os amigos, então, combinam um código: verdade em azul, mentira em verde.
Depois de bastante tempo, chega uma carta toda escrita em azul: "Caros amigos. A vida aqui é uma maravilha! O presidente é amado pelo povo e se perpetuará no poder, para alegria dos cidadãos. Reinam a fartura e a tranquilidade . Encontra-se tudo o que se deseja. Absolutamente tudo. Exceto tinta verde."
Chrislaine Arruda. Rio de Janeiro.Seleções Reader´s Digest. Janeiro de 2009. p. 96

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

BRASIL TRANSPLANTADO: CADÊ O ´PULMÃO` QUE ESTAVA AQUI? ¹


Visitem-me em www.franciscomattos.wordpress.com

turbine o seu orkut com o >>> http://www.katrix.com.br/
Site Seguro

BRASIL TRANSPLANTADO: CADÊ O ´PULMÃO` QUE ESTAVA AQUI? ¹
Francisco Carlos de Mattos*

“ Ê, ô, ô vida de gado,
povo marcado,
ê povo feliz”.
(Zé Ramalho, compositor brasileiro)

“O Analfabeto Político”
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo
(Bertold Brecht)

Oh, quão suave seria se os nossos resgates de memórias em quaisquer campos do conhecimento humano, pudessem ser inseridos em um saudosismo positivo. Não é o que acontece com o que pretendemos enfocar nesse espaço, em breves palavras.
Determinados fatos poderiam ser deletados dos nossos arquivos neurônicos, em função da mácula deixada em nossa dignidade de cidadãos. Só que essa consciência é construída em um tempo em que o que resta, é a tentativa de deixar para a posteridade um grito de alerta, com o intuito de que a nossa juventude de hoje não permita que fatos extremamente inglórios como esses se repitam, apesar de nossa impotência política, de nossos alijamento e fraqueza sociocultural e de nosso ´umbilicalismo`geográfico, quando denotamos como nossas atitudes imbecilizantes, que o que está acontecendo além dos muros do nosso quintal, não nos diz respeito.
O poema de Brecht que vem epigrafar esta reflexão, ilustra sobremaneira o resgate memorial que ousamos fazer. Na época, há 37 anos, éramos um completo analfabeto político, primeiro por força da tenra idade (10 anos) e segundo, que político, naqueles tempos idos, nem analfabeto... a não ser que fosse militar.

HAJA PULMÃO PARA AGÜENTAR TANTA PRESSÃO
Amargamos durante exatos vinte e um anos (1964 – 1985) um período histórico-político, que, como exposto na introdução, gostaríamos de deletar de nossos arquivos mnemônicos, em função das atrocidades cometidas, para que o ”vírus” do comunismo não contaminasse esse povo ordeiro e trabalhador. Enquanto um “vírus” era combatido, outros tomavam corpo em corpos e almas que tentavam resistir, tais como a covardia, a desumanidade, a violência desmedida, que cerceavam nossos anseios de um mundo melhor, de uma sociedade justa e igualitária, de uma nação onde pudéssemos, que seja, sonhar em sermos livres e felizes.
Enquanto nos mantinham calados pelo argumento da força, sucatearam o país como bem queriam, a começar pela Amazônia, que por sua localização geográfica e constituição do espaço ambiental, para leigos e vendilhões de terra de ninguém, de nada valia, pois o que poderia trazer de retorno financeiro um lugar só de “mato”, na verdade a maior reserva natural de biodiversidade e um dos maiores mananciais hidrográficos do mundo?
É interessante deixarmos bem claro, que antes da crucificação de Ludwig, temos que destilar os nossos venenos em outro ilustre norte-americano, depois em um “coronel” conterrâneo explorador de terra e de “terráqueos” e um grupo de sanguessugas tupiniquins constituídos num consórcio, para dar continuidade à exploração de nossas terras.

G.E.O. (Guerra aos Exploradores Ordinários)

Em nossas pesquisas descobrimos que um Ford já circulou pelas terras amazônicas, deixando, também ele, suas marcas por lá. Segundo dados coletados, “em 1927 Henry Ford comprou cerca um milhão de hectares na selva, junto ao rio Tapajós, e iniciou uma gigantesca plantação de borracha” (TEIXEIRA, 2004).
Entenda-se isso como uma prévia que vem ao encontro do tema que norteia as reflexões desse número de nossa SINGULARIDADES "Socorro! Os EUA vão invadir militarmente a Amazônia ! ". Pelo visto, eles já vieram, deixaram aqui um elemento estranho, um alienígena que se espalha como erva daninha, que prepara terreno para esta invasão. Portanto, há exatamente setenta e sete anos isso já vem sendo anunciado! Aqui chegaram como empresários bem sucedidos, que não dependiam de favores dos governantes da época. Ao contrário, eram extremamente benevolentes com todos, inclusive o governo.
Como estava tendo problemas com fornecedores de borracha,




“Ford resolveu então criar sua própria fonte, comprando uma frota de 199 navios para transportar suprimentos e materiais para a Amazônia e levar borracha na volta. Para seus cinco mil operários, construiu casas, hospitais, estradas, rede de esgoto e água, escolas, creches e igrejas. A cidade da borracha recebeu o nome de Fordlândia, que durou dezoito anos” (idem).



Assim como a história nos conta que Napoleão foi derrotado pelo rigoroso inverno europeu, um clássico erro estratégico, assim também o foi com Henry Ford, o ícone do capitalismo moderno: a selva, com seus mistérios, foi mais forte que o capital acumulado do investidor.
Segundo, ainda, Teixeira (2004),

“erros e azares pouco a pouco destruíram seu projeto. Os navios comprados só poderiam navegar no Rio Tapajós durante a temporada da cheia. Doenças atacaram os trabalhadores em massa. A monocultura foi praguejada por lagartas em 1942, e outros problemas ligados à vulnerabilidade das monoculturas de grande escala na região tornaram a produtividade da árvore constantemente aquém da imaginada”.

Para os nossos silvícolas, aquelas terras eram demarcadas por várias tribos indígenas, podemos afirmar, que a Amazônia foi devastada por jagunços, que sob o jugo dos “coronéis”, faziam valer o dito popular do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, matando desembestadamente quem atravessasse a sua frente, incluindo nessa ordem, talvez, principalmente, os índios, que sempre, com todas as razões, reivindicaram a seu favor a posse da terra e a todo o momento, até hoje, colocam-se como os verdadeiros “donos”, primeiros habitantes que foram, de nosso território nacional. Covardemente dizimados, os poucos sobreviventes ainda encontram força e coragem de dar continuidade às suas reclamações.
Como em terra de ninguém mais vale o argumento da força do que a força do argumento, resgatamos o anexim citado no parágrafo anterior para sustentar a denúncia, que não e só norte-americanos que gostam de explorar o nosso território. Entre tantos outros exploradores, queremos destacar o próprio brasileiro e, mais uma vez, os irmãos portugueses.
Sustentar o analfabetismo em todas as suas vertentes (o funcional e o total, incluindo aí o político), sempre foi um excelente caminho para os velhacos, que sempre investiram os seus esforços e capitais na “produção” desenfreada de analfabetos políticos. Brecht, ao analisar a postura desses últimos, muito apropriadamente, diz que “Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo” .
Por esse caminho, o Brasil também fez história, quando da época do coronelismo, onde, mandava mais, quem tinha uma invejável conta bancária. Assim aconteceu com o seringalista José Júlio de Andrade, que se fez coronel por esse motivo, ampliando o seu “território” de mandos e desmandos ao, ganancioso aos extremos, conseguir assento na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal. Sabedor do conhecimento do poder e do poder do conhecimento, quando dos seus mandatos políticos, fez uso da astúcia enquanto uma de suas mais poderosas armas, ao consignar por escrito, através de ardilosas tramas em cartórios, uma área de, aproximadamente, três milhões de hectares nos limites da Amazônia, Pará e Amapá. Depois de conseguir uma abundância de bens, já no meado do século passado, houve um enfraquecimento do coronelismo e ele, então, vende as terras para um grupo de comerciantes portugueses, que, durante dezenove anos, portanto até 1967, continua com as explorações extrativista e humana, negociando-as neste ano com o mega-empresário Daniel K. Ludwig, criador do Projeto Jari, que, em 1981, já tendo alguns prejuízos ditados pelas forças da natureza, tenta extorquir uns seis milhões de dólares do último presidente dessa época de triste memória, o general João Baptista Figueiredo, que o ignora. Irritadíssimo Ludwig vende o projeto, assim como comprou as terras para implementá-lo do primeiro chefe do poder militar, a preço de bananas, um ano depois, a um consórcio de empresários brasileiros.

FECHANDO AS PORTAS DO BRASIL AOS EXPLORADORES

Não se pode querer colocar tranca na porta depois desta ser arrombada. Portas já não mais existem, há muito tempo. Posterior à chegada das esquadras de Cabral (primeira pancada para derrubar a porta), Dom João VI, trezentos e oito anos depois, abre as portas (no caso, os portos) às Nações amigas. Sem pretender nos delongar em retrospectos históricos, já que muitos outros momentos de tentativas de derrubada das nossas portas aconteceram, avancemos trinta e nove anos, para chegarmos à “invasão fordista”, que expusemos enquanto início dessas nossas reflexões.
Procuramos contribuir com esses recortes históricos sem muitas pretensões de aprofundamentos políticos, já que entendemos, que interesses outros vão além de alguns alqueires de terra. A quem se deve muito, muito tem que se pagar.
Em nossos parcos conhecimentos das causas diplomáticas que envolvem o contexto político-econômico, arriscamos dizer, que o mecanismo de emprestar muito a quem não pode pagar de imediato, é a política maquiavelista de usurpar do devedor, além das terras, a sua dignidade. Invadir parte do território nacional é o mínimo que se pode pretender, para quem pretensamente domina o mundo.
Confessamos, que o que mais nos assusta, é essa arquitetada falta de memória do povo brasileiro e essa indisposição, arraigadamente cultural, para a pesquisa de nossa história. Quem não conhece um pouco do passado, não pode entender o que pode acontecer no futuro!

· Mestre em Educação pela UERJ, pedagogo, Orientador Educacional da Escola Municipal Prof. Márcia Francesconi Pereira e, atualmente, ocupando a função de chefe do setor de Orientação Educacional do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental na Secretaria de Educação do Município de Cabo Frio, RJ
· ¹. Texto originalmente encomendado e publicado na Revista Singularidades... modos de ser inconformista, Lisboa, Ano XI, Novembro – 2004. 5ª Série, pp.: 60-65
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
TEIXEIRA, Carlos M. 1968-2008: do Projeto Jari ao Protocolo de Kyoto. Disponível em; http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq023/arq023_01.asp. Acesso em 05/10/2004.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

DITADOS DA ERA DA INFORMÁTICA



pressa é inimiga da conexão

Amigos, amigos, senhas à parte.

Clicar e teclar, é só começar!

Dedo mole em tecla dura, tanto bate até que acostuma!

Devagar se vai a modem!

Diga-me qual a sala de chat que você freqüenta e te direi quem és!

Em briga de namorados virtuais, não se mete o mouse!

Em casa de programador, o espeto é de fibra ótica!

Hacker que ladra, não morde!

Mais vale um arquivo na mão do que dois baixando...

Mouse sujo se limpa em casa!

Não há nada como um clique após o outro!

Quando a esmola é grande, o santo desconfia que veio algum vírus anexado!

Quando um não quer dois não teclam!

Quem ama um 486, Pentium 4 lhe parece!

Quem com vírus infecta, com vírus será infectado!

Quem é vivo sempre fica on-line!

Quem não tem banda larga, caça com modem!

Se Maomé não vai até a montanha, ela envia um e-mail...

Tendinite pouca é bobagem!

Um é pouco, dois é bom, três é chat!

sábado, 19 de janeiro de 2008

DOZE COISAS DE VIADO!!!

OBS.: Recebido de um grande amigo que não via há uns 20 anos. O Paulo César deve estar com, + ou -, uns 52 anos, o que justifica a essência do e-mail. Apesar e além disso, é gente boa!

1. Chegar aos 50 anos de idade sem barriga.Aos 50 anos se você se preocupa com o físico, você é viado! Como diz o ditado "Quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta de dinheiro".
Você tem mais é que parar de se preocupar com a barriga e tratar do seu bolso porque aquela menina gostosona de 19 anos dá mais importância ao carro importado e ao cartão de credito que você tem, do que aos seus músculos do abdômen.
2. Pedir caipirinha com adoçante.Você pede caipirinha com adoçante?....Fala serio???!!! Tá de regime? Ou você bebe ou não bebe! Caipirinha é o seguinte: Limão, AÇÚCAR, gelo, pinga ou vodka. Se é pra pedir diferente, não chame de caipirinha, diga pro garçom o seguinte: Hoje vou pedir uma bebida de viado, dá pra mim um copo com limão, vodka (ou pinga), gelo e adoçante.
3. Chupar um sorvete.Verbo "chupar" não deve fazer parte do vocabulário de um homem, um verdadeiro homem quando COME sorvete e o faz com dentadas, não com chupadas.
As duas únicas coisas que um homem tem permissão de chupar são peitos e afins. O resto... é viadagem!
4. Ter como bicho de estimação um gato. Gato por si só não passa de um cão viado; aquele lance de ficar se lambendo o dia todo e de não tomar banho é nojento. Fora o fato de o gato ter aquelas frescuras: gato faz pipi e popô, depois esconde embaixo da terrinha (entenda isso como se você sempre se metesse a abaixar a tampa da privada depois de usar o vaso). Bicho de homem é o cachorro: cachorro tá pouco se fudendo pra tudo, mija e caga em qualquer lugar, bebe água da privada e até coça o saco. Ter gato em casa é coisa de boiola!
5. Saber o nome de mais de 4 coisas na padaria.Homem entra na padaria e fala logo o que quer, no máximo quatro itens: normalmente são o pão, o café, o leite e a manteiga. Chegar na padaria pedindo um pote de queijo Philadelfia, 250 gramas de lombo canadense "bem fininho, viu ?!", ou então um salame (!!!), é sintoma grave de viadagem.
6. Sair pra dançar.Que porra é essa? Homem sai pra beber, pra zoar, pra pegar mulher. Homem que sai pra dançar não é homem! No máximo, você pode dar uns passos na pista de dança, com a intenção, é claro, de se aproximar da mulher que te chamou a atenção . Homem que sai pra dançar é viado enrustido.
7. Bebidas com nomes exóticos. (limonada suiça, por exemplo) Sex on the beach, Dry Martini, Bloody Mary....tudo coisa de viado! Homem não tem frescura, bebe aquilo que todo mundo conhece: Vodka, Pinga, Wisky, Conhaque. Cerveja muita cerveja! Detalhes em copo de homem são: limão, gelo ou palito, dependendo da bebida. Canudinho e guarda-chuvinha nem pensar.Coisa de viado!
8. Reparar como os outros estão vestidos.Você é daqueles que repara que seu amigo está vestindo a mesma camisa de ontem? Você é viado! Qual a diferença entre seu amigo sair para tomar uma cerveja com uma camisa dessas que não sai por menos de 100 pratas (coisa de viado) e sair com uma camiseta que ele ganhou de brinde do cartão de crédito? Nenhuma! Se o cara tá ridículo, o problema é dele, ou melhor, sobramais mulher pra você! Se você dá uma de Clodovil e repara se a roupa de seus amigos combinam, você é viado!
9. Comer bolo em festa de aniversário.Só viado faz isso. Homem que é homem enche o prato de salgadinhos, bebe pra caralho, vomita. Quem come bolo é mulher, criança e VIADO.
10. Pedir meias porções ou meias doses.O nome é porção ou dose porque já é calculado, ou seja, um homem come uma porção de gororoba, ou uma dose de birita. Então, quem come meia porção é meio-homem. Pior ainda são aqueles que pedem pratos terminados com "inho", "por exemplo: - Garçom, traz um arrozinho por favor? Isso é muito viado.
11. Consolar ex-namoradas de amigos. A única maneira do verdadeiro homem, fazer isso, é pensando em como levar ela pra cama ou então fazendo com que ela fale algo que possa ser usado pra zoar o seu amigo em questão. Do contrário, vá chorar no ombro da mamãe... VIADÃO!12. E tem mais uma coisa..Se não retransmitir este e-mail.... Também é viado. Só viado pega uma mensagem igual a esta e apaga sem repassar aos amigos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

BRASIL QUE SE VIU E QUE SE VÊ

Francisco Carlos de Mattos
Sou a água do mar poluído,
a tristeza do cidadão excluído
e expropriado de seus direitos civis;
500 e poucos anos de invasão e não descobrimento,
mascarada a cada momento
diante de nosso nariz.



País desenvolvido e globalizado,
que engana e é enganado,
trocando o certo pelo errado;
país que se nega
a ser negro,

indígena,
pobre e favelado.

500 e poucos anos de mortandade,
genocídio inconteste.
Quem fugia da morte à bala,
não escapava da varíola,
sarampo,
gripe
e da peste.

Da escravidão indígena
à africana sem nenhum pudor,
passando, hoje,
pela do pobre trabalhador.
Brasil que se viu e que se vê!!!
Comemorar o quê?!?!

FESTA PROFANA


Poesia pode!!! Poesia cabe em qualquer espaço, em qualquer texto, em todo contexto. Poesia, numa atitude CAETANA, é linda!

FESTA PROFANA*
(*Pelo aniversário de 500 anos do Brasil)

Francisco Carlos de Mattos
Invasão,
dominação,
mortandade,
devastação graças à violência;
cinco séculos de expropriação,
exclusão,
orfandade e excrecência.
Perdemos a mãe... terra adorada,
invadida e roubada
em ouro, dignidade e pau;
Brasil fraterno, falácia mascarada
de quem, nos poderes, usurpa-nos de forma descarada,
levando-nos à miséria política, econômica e cultural.

E à sombra dessas injustiças
que há 500 anos infestam a sociedade,
o homem, amedrontado,
manifesta-se com injustiças
no campo e na cidade.

O cidadão é filho da pátria,
dizem os grandes estadistas!
O brasileiro, com este tratamento, não é filho,
é enteado conformista
de uma madrasta astuta.
Malditas raízes que cerceiam
a esperança
do filho que labuta.

E o filho do filho, como herança, há de ser filho da luta!!!

domingo, 18 de novembro de 2007

APRENDER A ENSINAR NÃO É MAIS IMPORTANTE DO QUE APRENDER A APRENDER


Francisco Carlos de Mattos**

Já quase adentrando o vigésimo quinto ano de magistério, conseguimos nos envolver com uma das melhores – senão a melhor!- aulas em todas as modalidades de ensino de que trabalhamos (Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Superior).
Recebemos a visita de alguns alunos dos 1º e 2º segmentos de EJA de uma escola pública do Município de São Pedro da Aldeia e de um professor do curso, que ocupa o cargo de Diretor Adjunto, enquanto uma das etapas de um trabalho de pesquisa proposto à turma de 6º período, do Curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, também no município acima citado.
Em suas falas, os alunos foram extremamente felizes na caracterização da escola e do que estavam buscando nela. Nos discursos não se distinguia o sentimento individualista de posse com pronomes tais como “meu”, “minha”, e sim expressões que conotam a conquista coletiva – e também a derrota, caso haja -, norteando-nos para a compreensão da essência do bom e velho socialismo, que “preconiza a propriedade coletiva dos meios de produção e a organização de uma sociedade sem classes” ¹.
Os monstros desengonçados de uma escolarização desconjuntada, os delatores de uma prática pedagógica descompromissada com a aprendizagem enquanto fenômeno salutar do processo educativo, um trabalho didático direcionado, o que nos parece incompreensível para a prática da derrota, as repetência e conseqüente evasão escolares são enfrentadas em grupo pelos próprios alunos, que antes mesmo de saberem soletrar ou escrever o vocábulo, já praticavam, vivenciavam a solidariedade, que, inconcebivelmente, demonstra ser inversamente proporcional a “academicização” de uma parcela significativa de indivíduos.
Pedir desculpas aos presentes (muitos professores e diretores do 1º segmento do Ensino Fundamental e o professor da turma) pelas prováveis palavras erradas que, por ventura, viessem a falar, já sustenta a sábia postura do “estamos na escola para aprender, para fazer dela uma ponte para a nossa construção do conhecimento” ou do “ainda não sabemos”.
Nas falas carregadas de emoção, de um puro sentimento de orgulho por estarem fazendo o que sempre gostariam, mas que não tiveram a oportunidade na época devida, na descoberta do quão importante são os atos de ler e escrever enquanto ferramentas para “novas invenções do cotidiano” CERTEAU, 2003)², com instrumentos para a construção de “astúcias, artimanhas” (op. Cit.) para o enfrentamento de um mundo pós-moderno, descobrimos o nosso próprio analfabetismo profissional, mergulhados na pseudo-sapiência das letras, e afogados em ciências que não nos ajudam a saber calçar as sandálias da humildade.
Foi preciso que mestres do mundo, doutores da vida sofrida adentrassem o espaço acadêmico, invadissem-nos (antes de invadir o espaço físico) as almas e as nossas consciências, para que pudéssemos, hilariantemente, descer dos saltos ou, de forma mais caricatural, nos estatelar no chão, nos desentocar do falso castelo de marfim.
Neste encontro, aprendemos que aprender a ensinar não é mais importante do que aprender a aprender.

* Texto-relatório produzido em 12/11/2004 pós debate com alunos de EJA, convidados de um grupo de estudo e pesquisa do 6º período do Curso de Pedagogia das Faculdades Silva Serpa.
** Mestre em Educação pela UERJ, professor e Orientador Educacional da Rede Municipal de Ensino de Cabo Frio e docente de Didática Geral do Curso de Letras da Ferlagos e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais e Avaliação Institucional da Faculdade de Educação Silva Serpa.
¹.Dicionário Michaelis – CD Uol, suporte ao Dicionários Michaelis Ltda.
². CERTEAU, Michel de. A Invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. [tradução de Ephraim Ferreira Alves].- Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

Compenetrado para 2010

Compenetrado para 2010
Visto pela webCam

EU, COMPENETRADO!

EU, COMPENETRADO!

Eu_pela_camara_do_celular

Eu_pela_camara_do_celular

EUNAPAZ

EUNAPAZ
SORRISO É O ESPELHO DA ALMA.

EU

DE PÉ E À ORDEM... SEMPRE!

"PROF, FRANCISCO MATTOS OE DO ALFREDO CASTRO E MÁRCIA FRANCESCONI

ENCONTRO DE MAÇONS

ENCONTRO DE MAÇONS

PANÓPTICO VIRTUAL

Boca da Barra - CF

Boca da Barra - CF

Serra do Rio Rastro (http://www.panoramio.com/photo/752018)

Serra do Rio Rastro (http://www.panoramio.com/photo/752018)
O VERDE É LINDO!

Arquivo do blog