OBS.: Recebido de um grande amigo que não via há uns 20 anos. O Paulo César deve estar com, + ou -, uns 52 anos, o que justifica a essência do e-mail. Apesar e além disso, é gente boa!
1. Chegar aos 50 anos de idade sem barriga.Aos 50 anos se você se preocupa com o físico, você é viado! Como diz o ditado "Quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta de dinheiro".
Você tem mais é que parar de se preocupar com a barriga e tratar do seu bolso porque aquela menina gostosona de 19 anos dá mais importância ao carro importado e ao cartão de credito que você tem, do que aos seus músculos do abdômen.
2. Pedir caipirinha com adoçante.Você pede caipirinha com adoçante?....Fala serio???!!! Tá de regime? Ou você bebe ou não bebe! Caipirinha é o seguinte: Limão, AÇÚCAR, gelo, pinga ou vodka. Se é pra pedir diferente, não chame de caipirinha, diga pro garçom o seguinte: Hoje vou pedir uma bebida de viado, dá pra mim um copo com limão, vodka (ou pinga), gelo e adoçante.
3. Chupar um sorvete.Verbo "chupar" não deve fazer parte do vocabulário de um homem, um verdadeiro homem quando COME sorvete e o faz com dentadas, não com chupadas.
As duas únicas coisas que um homem tem permissão de chupar são peitos e afins. O resto... é viadagem!
4. Ter como bicho de estimação um gato. Gato por si só não passa de um cão viado; aquele lance de ficar se lambendo o dia todo e de não tomar banho é nojento. Fora o fato de o gato ter aquelas frescuras: gato faz pipi e popô, depois esconde embaixo da terrinha (entenda isso como se você sempre se metesse a abaixar a tampa da privada depois de usar o vaso). Bicho de homem é o cachorro: cachorro tá pouco se fudendo pra tudo, mija e caga em qualquer lugar, bebe água da privada e até coça o saco. Ter gato em casa é coisa de boiola!
5. Saber o nome de mais de 4 coisas na padaria.Homem entra na padaria e fala logo o que quer, no máximo quatro itens: normalmente são o pão, o café, o leite e a manteiga. Chegar na padaria pedindo um pote de queijo Philadelfia, 250 gramas de lombo canadense "bem fininho, viu ?!", ou então um salame (!!!), é sintoma grave de viadagem.
6. Sair pra dançar.Que porra é essa? Homem sai pra beber, pra zoar, pra pegar mulher. Homem que sai pra dançar não é homem! No máximo, você pode dar uns passos na pista de dança, com a intenção, é claro, de se aproximar da mulher que te chamou a atenção . Homem que sai pra dançar é viado enrustido.
7. Bebidas com nomes exóticos. (limonada suiça, por exemplo) Sex on the beach, Dry Martini, Bloody Mary....tudo coisa de viado! Homem não tem frescura, bebe aquilo que todo mundo conhece: Vodka, Pinga, Wisky, Conhaque. Cerveja muita cerveja! Detalhes em copo de homem são: limão, gelo ou palito, dependendo da bebida. Canudinho e guarda-chuvinha nem pensar.Coisa de viado!
8. Reparar como os outros estão vestidos.Você é daqueles que repara que seu amigo está vestindo a mesma camisa de ontem? Você é viado! Qual a diferença entre seu amigo sair para tomar uma cerveja com uma camisa dessas que não sai por menos de 100 pratas (coisa de viado) e sair com uma camiseta que ele ganhou de brinde do cartão de crédito? Nenhuma! Se o cara tá ridículo, o problema é dele, ou melhor, sobramais mulher pra você! Se você dá uma de Clodovil e repara se a roupa de seus amigos combinam, você é viado!
9. Comer bolo em festa de aniversário.Só viado faz isso. Homem que é homem enche o prato de salgadinhos, bebe pra caralho, vomita. Quem come bolo é mulher, criança e VIADO.
10. Pedir meias porções ou meias doses.O nome é porção ou dose porque já é calculado, ou seja, um homem come uma porção de gororoba, ou uma dose de birita. Então, quem come meia porção é meio-homem. Pior ainda são aqueles que pedem pratos terminados com "inho", "por exemplo: - Garçom, traz um arrozinho por favor? Isso é muito viado.
11. Consolar ex-namoradas de amigos. A única maneira do verdadeiro homem, fazer isso, é pensando em como levar ela pra cama ou então fazendo com que ela fale algo que possa ser usado pra zoar o seu amigo em questão. Do contrário, vá chorar no ombro da mamãe... VIADÃO!12. E tem mais uma coisa..Se não retransmitir este e-mail.... Também é viado. Só viado pega uma mensagem igual a esta e apaga sem repassar aos amigos.
sábado, 19 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
BRASIL QUE SE VIU E QUE SE VÊ
FESTA PROFANA

Poesia pode!!! Poesia cabe em qualquer espaço, em qualquer texto, em todo contexto. Poesia, numa atitude CAETANA, é linda!
FESTA PROFANA*
(*Pelo aniversário de 500 anos do Brasil)
FESTA PROFANA*
(*Pelo aniversário de 500 anos do Brasil)
Francisco Carlos de Mattos
Invasão,
dominação,
mortandade,
devastação graças à violência;
cinco séculos de expropriação,
exclusão,
orfandade e excrecência.
Perdemos a mãe... terra adorada,
invadida e roubada
em ouro, dignidade e pau;
Brasil fraterno, falácia mascarada
de quem, nos poderes, usurpa-nos de forma descarada,
levando-nos à miséria política, econômica e cultural.
E à sombra dessas injustiças
que há 500 anos infestam a sociedade,
o homem, amedrontado,
manifesta-se com injustiças
no campo e na cidade.
O cidadão é filho da pátria,
dizem os grandes estadistas!
O brasileiro, com este tratamento, não é filho,
é enteado conformista
de uma madrasta astuta.
Malditas raízes que cerceiam
a esperança
do filho que labuta.
E o filho do filho, como herança, há de ser filho da luta!!!
Invasão,
dominação,
mortandade,
devastação graças à violência;
cinco séculos de expropriação,
exclusão,
orfandade e excrecência.
Perdemos a mãe... terra adorada,
invadida e roubada
em ouro, dignidade e pau;
Brasil fraterno, falácia mascarada
de quem, nos poderes, usurpa-nos de forma descarada,
levando-nos à miséria política, econômica e cultural.
E à sombra dessas injustiças
que há 500 anos infestam a sociedade,
o homem, amedrontado,
manifesta-se com injustiças
no campo e na cidade.
O cidadão é filho da pátria,
dizem os grandes estadistas!
O brasileiro, com este tratamento, não é filho,
é enteado conformista
de uma madrasta astuta.
Malditas raízes que cerceiam
a esperança
do filho que labuta.
E o filho do filho, como herança, há de ser filho da luta!!!
domingo, 18 de novembro de 2007
APRENDER A ENSINAR NÃO É MAIS IMPORTANTE DO QUE APRENDER A APRENDER
Francisco Carlos de Mattos**
Já quase adentrando o vigésimo quinto ano de magistério, conseguimos nos envolver com uma das melhores – senão a melhor!- aulas em todas as modalidades de ensino de que trabalhamos (Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Superior).
Recebemos a visita de alguns alunos dos 1º e 2º segmentos de EJA de uma escola pública do Município de São Pedro da Aldeia e de um professor do curso, que ocupa o cargo de Diretor Adjunto, enquanto uma das etapas de um trabalho de pesquisa proposto à turma de 6º período, do Curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, também no município acima citado.
Em suas falas, os alunos foram extremamente felizes na caracterização da escola e do que estavam buscando nela. Nos discursos não se distinguia o sentimento individualista de posse com pronomes tais como “meu”, “minha”, e sim expressões que conotam a conquista coletiva – e também a derrota, caso haja -, norteando-nos para a compreensão da essência do bom e velho socialismo, que “preconiza a propriedade coletiva dos meios de produção e a organização de uma sociedade sem classes” ¹.
Os monstros desengonçados de uma escolarização desconjuntada, os delatores de uma prática pedagógica descompromissada com a aprendizagem enquanto fenômeno salutar do processo educativo, um trabalho didático direcionado, o que nos parece incompreensível para a prática da derrota, as repetência e conseqüente evasão escolares são enfrentadas em grupo pelos próprios alunos, que antes mesmo de saberem soletrar ou escrever o vocábulo, já praticavam, vivenciavam a solidariedade, que, inconcebivelmente, demonstra ser inversamente proporcional a “academicização” de uma parcela significativa de indivíduos.
Pedir desculpas aos presentes (muitos professores e diretores do 1º segmento do Ensino Fundamental e o professor da turma) pelas prováveis palavras erradas que, por ventura, viessem a falar, já sustenta a sábia postura do “estamos na escola para aprender, para fazer dela uma ponte para a nossa construção do conhecimento” ou do “ainda não sabemos”.
Nas falas carregadas de emoção, de um puro sentimento de orgulho por estarem fazendo o que sempre gostariam, mas que não tiveram a oportunidade na época devida, na descoberta do quão importante são os atos de ler e escrever enquanto ferramentas para “novas invenções do cotidiano” CERTEAU, 2003)², com instrumentos para a construção de “astúcias, artimanhas” (op. Cit.) para o enfrentamento de um mundo pós-moderno, descobrimos o nosso próprio analfabetismo profissional, mergulhados na pseudo-sapiência das letras, e afogados em ciências que não nos ajudam a saber calçar as sandálias da humildade.
Foi preciso que mestres do mundo, doutores da vida sofrida adentrassem o espaço acadêmico, invadissem-nos (antes de invadir o espaço físico) as almas e as nossas consciências, para que pudéssemos, hilariantemente, descer dos saltos ou, de forma mais caricatural, nos estatelar no chão, nos desentocar do falso castelo de marfim.
Neste encontro, aprendemos que aprender a ensinar não é mais importante do que aprender a aprender.
* Texto-relatório produzido em 12/11/2004 pós debate com alunos de EJA, convidados de um grupo de estudo e pesquisa do 6º período do Curso de Pedagogia das Faculdades Silva Serpa.
** Mestre em Educação pela UERJ, professor e Orientador Educacional da Rede Municipal de Ensino de Cabo Frio e docente de Didática Geral do Curso de Letras da Ferlagos e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais e Avaliação Institucional da Faculdade de Educação Silva Serpa.
¹.Dicionário Michaelis – CD Uol, suporte ao Dicionários Michaelis Ltda.
². CERTEAU, Michel de. A Invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. [tradução de Ephraim Ferreira Alves].- Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

Recebemos a visita de alguns alunos dos 1º e 2º segmentos de EJA de uma escola pública do Município de São Pedro da Aldeia e de um professor do curso, que ocupa o cargo de Diretor Adjunto, enquanto uma das etapas de um trabalho de pesquisa proposto à turma de 6º período, do Curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, também no município acima citado.
Em suas falas, os alunos foram extremamente felizes na caracterização da escola e do que estavam buscando nela. Nos discursos não se distinguia o sentimento individualista de posse com pronomes tais como “meu”, “minha”, e sim expressões que conotam a conquista coletiva – e também a derrota, caso haja -, norteando-nos para a compreensão da essência do bom e velho socialismo, que “preconiza a propriedade coletiva dos meios de produção e a organização de uma sociedade sem classes” ¹.
Os monstros desengonçados de uma escolarização desconjuntada, os delatores de uma prática pedagógica descompromissada com a aprendizagem enquanto fenômeno salutar do processo educativo, um trabalho didático direcionado, o que nos parece incompreensível para a prática da derrota, as repetência e conseqüente evasão escolares são enfrentadas em grupo pelos próprios alunos, que antes mesmo de saberem soletrar ou escrever o vocábulo, já praticavam, vivenciavam a solidariedade, que, inconcebivelmente, demonstra ser inversamente proporcional a “academicização” de uma parcela significativa de indivíduos.
Pedir desculpas aos presentes (muitos professores e diretores do 1º segmento do Ensino Fundamental e o professor da turma) pelas prováveis palavras erradas que, por ventura, viessem a falar, já sustenta a sábia postura do “estamos na escola para aprender, para fazer dela uma ponte para a nossa construção do conhecimento” ou do “ainda não sabemos”.
Nas falas carregadas de emoção, de um puro sentimento de orgulho por estarem fazendo o que sempre gostariam, mas que não tiveram a oportunidade na época devida, na descoberta do quão importante são os atos de ler e escrever enquanto ferramentas para “novas invenções do cotidiano” CERTEAU, 2003)², com instrumentos para a construção de “astúcias, artimanhas” (op. Cit.) para o enfrentamento de um mundo pós-moderno, descobrimos o nosso próprio analfabetismo profissional, mergulhados na pseudo-sapiência das letras, e afogados em ciências que não nos ajudam a saber calçar as sandálias da humildade.
Foi preciso que mestres do mundo, doutores da vida sofrida adentrassem o espaço acadêmico, invadissem-nos (antes de invadir o espaço físico) as almas e as nossas consciências, para que pudéssemos, hilariantemente, descer dos saltos ou, de forma mais caricatural, nos estatelar no chão, nos desentocar do falso castelo de marfim.
Neste encontro, aprendemos que aprender a ensinar não é mais importante do que aprender a aprender.
* Texto-relatório produzido em 12/11/2004 pós debate com alunos de EJA, convidados de um grupo de estudo e pesquisa do 6º período do Curso de Pedagogia das Faculdades Silva Serpa.
** Mestre em Educação pela UERJ, professor e Orientador Educacional da Rede Municipal de Ensino de Cabo Frio e docente de Didática Geral do Curso de Letras da Ferlagos e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais e Avaliação Institucional da Faculdade de Educação Silva Serpa.
¹.Dicionário Michaelis – CD Uol, suporte ao Dicionários Michaelis Ltda.
². CERTEAU, Michel de. A Invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. [tradução de Ephraim Ferreira Alves].- Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
sábado, 10 de novembro de 2007
QUEM ESTIVER COM A MÃO AMARELA!!!
DEU NO JORNAL:
Sem alívio no ‘apagás’
"Descoberta de reserva gigante de petróleo e gás, anunciada com entusiasmo no Rio pela Petrobras, só deverá servir para abastecimento do mercado consumidor a partir de 2012 Luciene Braga e Ricardo Villa VerdeRio - Em meio à angústia dos consumidores de gás natural que sofreram com a redução do fornecimento do combustível na semana passada, a Petrobrás anunciou ontem a descoberta histórica de uma reserva gigantesca de petróleo e gás, que equivale às mais importantes do mundo. Testes realizados pela estatal apontam que a reserva teria, apenas na área de Tupi, volume de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo e gás natural. Para a estatal, não há criseA exemplo do presidente Lula — que tratou como “probleminha” a necessidade de desviar o gás natural fornecido à CEG para cumprir contratos com usinas térmicas do sistema elétrico nacional — o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, negou uma “crise do gás” e descartou a relação entre o anúncio da descoberta da reserva gigante com a preocupação nacional com o abastecimento: “Esse assunto nada tem a ver com o gás. É o resultado do avanço nos testes sobre reservatórios”. A diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Graça Foster, insistiu: “Não existe uma crise do gás. A Petrobrás não aceita essa palavra. O que aconteceu foi uma demanda relacionada à hidraulicidade do nosso sistema elétrico, que necessitou de volumes adicionais. Foi uma operação de rotina”. Graça confirmou a necessidade de aumento de 15% a 25% no preço do gás para as distribuidoras, em até 24 meses".
"Descoberta de reserva gigante de petróleo e gás, anunciada com entusiasmo no Rio pela Petrobras, só deverá servir para abastecimento do mercado consumidor a partir de 2012 Luciene Braga e Ricardo Villa VerdeRio - Em meio à angústia dos consumidores de gás natural que sofreram com a redução do fornecimento do combustível na semana passada, a Petrobrás anunciou ontem a descoberta histórica de uma reserva gigantesca de petróleo e gás, que equivale às mais importantes do mundo. Testes realizados pela estatal apontam que a reserva teria, apenas na área de Tupi, volume de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo e gás natural. Para a estatal, não há criseA exemplo do presidente Lula — que tratou como “probleminha” a necessidade de desviar o gás natural fornecido à CEG para cumprir contratos com usinas térmicas do sistema elétrico nacional — o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, negou uma “crise do gás” e descartou a relação entre o anúncio da descoberta da reserva gigante com a preocupação nacional com o abastecimento: “Esse assunto nada tem a ver com o gás. É o resultado do avanço nos testes sobre reservatórios”. A diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Graça Foster, insistiu: “Não existe uma crise do gás. A Petrobrás não aceita essa palavra. O que aconteceu foi uma demanda relacionada à hidraulicidade do nosso sistema elétrico, que necessitou de volumes adicionais. Foi uma operação de rotina”. Graça confirmou a necessidade de aumento de 15% a 25% no preço do gás para as distribuidoras, em até 24 meses".
A cúpula da Petrobrás reuniu-se com a do Ministério de Minas e Energia, tendo o presidente participado do evento, já que alegou, em determinada ocasião, que o problema de gases “não passa de um probleminha”.Dessa reunião, acredita-se que algumas medidas foram tomadas e arriscamos um palpite, uma alternativa viável e de bom senso. Mesmo alegando que não há crise, conseguiram, só para assegurar, produzir um estoque, excluindo da atividade os que sofreram há pouco tempo de problemas de diverticulite ou algum outro de menor impacto intestinal, de gás natural. O publicitário Adud, criador de muitas campanhas para o atual governo federal, foi, mais uma vez, convidado para arquitetar propagandas de incentivo, visando aumentar o depósito dessa, segundo o Michaelis, substância fluida em estado de agregação aeriforme. Com toda a força de sua criatividade, esse profissional lançou, numa das entradas de Brasília, o seguinte outdoor, sem antes deixar de dar a sua contribuição:


CONSEGUIRAM
domingo, 4 de novembro de 2007
A ESCOLA COMO APARELHO IDEOLÓGICO DO ESTADO DENTRO DA MICROFÍSICA DO PODER, REPRESENTANDO A VERDADEIRA POBREZA POLÍTICA.
Francisco Carlos de Mattos*
A escola não fala a língua do povo. Ela consegue tagarelar aquilo que a minoria quer ver repetido e reforçado pela maioria esmagadora que compõe a população brasileira.
Os currículos são constituídos de falas e falácias extremamente incompreensíveis para aquele(a)s que vêem nesta instituição a mola propulsora para vencer na vida (sic!). Tanto é, que não existe o interesse que deveria haver nas questões relativas à formação humana. No entendimento de um número expressivo de professores, “isto é balela e discurso daquele(a)s que não têm nada o que fazer na escola e ficam inventando modismos. O importante mesmo são os conteúdos escolares, os conhecimentos científicos que os alunos têm que dominar, para se dar bem na vida. O domínio cognitivo é o que continua valendo. Sem essa de avaliação sócio-afetiva ! ”.
Esta concepção de aluno vem dominando o cenário educacional desde o período jesuítico, passando, no século XVII, mais explicitamente, a focar a educação da nobreza. Foi neste período histórico que surgiu o criador de uma concepção, que perdura até os dias de hoje: o filósofo francês René Descartes (1596-1650). “Cogito, ergo sum” passou a ser o foco das atenções e o carro-chefe de Descartes. Segundo este mote (penso, logo existo), o sujeito individual, formado numa competência para ponderar e refletir, passa a ser o ponto de convergência do domínio cognitivo, do conhecimento (Hall, 2006).
Século após século, até o atual, este é o paradigma do bom aluno. Este autor (Op. Cit.), em seus estudos sobre ´A identidade cultural na pós-modernidade` denuncia que “esta concepção do sujeito racional, pensante e consciente, situado no centro do conhecimento, tem sido conhecida como o ´sujeito cartesiano`(p. 27). Nessa reflexão, a escola continua inserida num contexto caracterizado por Althusser (1998) como Aparelho Ideológico do Estado. É ela uma das maiores, senão a maior, construtora de marionetes, que vêem o estado como o grande pai ou que se integram aos elementos que aceitam as ações dos governos como verdadeiras paternalizações. As ´beneficências`, as ´doações`, todos os tipos de vales (gás, leite etc.). Para o alimento do espírito, o Pai Todo Poderoso, que nos nutre com as suas bênçãos. Para a matéria, o pai, também poderoso, que nos abastece com esses programinhas sem-vergonhas, que se transformam em verdadeiras rédeas eleitoreiras.
Essas minúcias politiqueiras, vale a pena lembrar que Maquiavel ensinava o Príncipe a entreter o povo com muita festa e jogos, foi denominada por Foucault ( 1982) como Microfísica do Poder. Hoje, diante de tantas falcatruas que levam ao enriquecimento ilícito de uma minoria através das inúmeras imoralidades que fazem com a saúde pública, não se pode aceitar a implantação de um currículo escolar que reforce os anseios das classes dominantes desse país, prescindindo desses fatos que maculam o espírito do bom cidadão, do exemplar ser humano enquanto elementos de análise e discussão, como conteúdo escolar. Pedro Demo (2006), nesta linha de raciocínio, norteia que a pobreza política é bem mais profunda e arrasadora que a pobreza sócio-econômica, até porque esta é conseqüência daquela. Ao pobre não lhe é dado o direito (já que ele não tem forças para conquistar) de saber porque é pobre. Entendemos a partir dessa reflexão de Demo, que, antes do aluno, é necessário que o professor se enriqueça politicamente, para, então, incentivar aquele para a sua conquista nesse campo.
Diante de tantas mazelas, de tão ignóbil ato de falsificação do leite e seus derivados, das bebidas alcoólicas (do whisky a mais popular), ficaria difícil para o homem do povo, se consciência política tivesse de que essas ações o prejudicam profundamente, querer afogar as suas mágoas com um porre homérico, não cabem falas e falácias da escola, que buscam dar continuidade à formação de sujeitos cartesianos num currículo não constituído de matrizes, mas, ainda e por muito tempo, de grades curriculares, aprisionando a criatividade do povo brasileiro e desrespeitando o seu cotidiano, a sua história.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALTHUSSER, L. P. Aparelhos Ideológicos de Estado. 7ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1998.
DEMO, Pedro. Pobreza Política - A pobreza mais intensa da pobreza brasileira. Autores Associados, Campinas, 2006.
FOUCAULT. Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1982.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomás Tadeu da Silva e Guaracira Lopes Louro. – 11. ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
________________________________
* Mestre em Educação pela UERJ, professor do ensino médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Didática Geral e PPE I da Faculdade da Região dos Lagos (de 1996 a 2006) e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais, Gestão da Unidade Escolar I e II e TCC no curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia. E-mail: okkyxmattos@gmail.com . End. Eletrônicos: www.franciscomattos.wordpress.com e www.franciscomattos.blogspot.com
Cabo Frio, 4 de novembro de 2007

Os currículos são constituídos de falas e falácias extremamente incompreensíveis para aquele(a)s que vêem nesta instituição a mola propulsora para vencer na vida (sic!). Tanto é, que não existe o interesse que deveria haver nas questões relativas à formação humana. No entendimento de um número expressivo de professores, “isto é balela e discurso daquele(a)s que não têm nada o que fazer na escola e ficam inventando modismos. O importante mesmo são os conteúdos escolares, os conhecimentos científicos que os alunos têm que dominar, para se dar bem na vida. O domínio cognitivo é o que continua valendo. Sem essa de avaliação sócio-afetiva ! ”.
Esta concepção de aluno vem dominando o cenário educacional desde o período jesuítico, passando, no século XVII, mais explicitamente, a focar a educação da nobreza. Foi neste período histórico que surgiu o criador de uma concepção, que perdura até os dias de hoje: o filósofo francês René Descartes (1596-1650). “Cogito, ergo sum” passou a ser o foco das atenções e o carro-chefe de Descartes. Segundo este mote (penso, logo existo), o sujeito individual, formado numa competência para ponderar e refletir, passa a ser o ponto de convergência do domínio cognitivo, do conhecimento (Hall, 2006).
Século após século, até o atual, este é o paradigma do bom aluno. Este autor (Op. Cit.), em seus estudos sobre ´A identidade cultural na pós-modernidade` denuncia que “esta concepção do sujeito racional, pensante e consciente, situado no centro do conhecimento, tem sido conhecida como o ´sujeito cartesiano`(p. 27). Nessa reflexão, a escola continua inserida num contexto caracterizado por Althusser (1998) como Aparelho Ideológico do Estado. É ela uma das maiores, senão a maior, construtora de marionetes, que vêem o estado como o grande pai ou que se integram aos elementos que aceitam as ações dos governos como verdadeiras paternalizações. As ´beneficências`, as ´doações`, todos os tipos de vales (gás, leite etc.). Para o alimento do espírito, o Pai Todo Poderoso, que nos nutre com as suas bênçãos. Para a matéria, o pai, também poderoso, que nos abastece com esses programinhas sem-vergonhas, que se transformam em verdadeiras rédeas eleitoreiras.
Essas minúcias politiqueiras, vale a pena lembrar que Maquiavel ensinava o Príncipe a entreter o povo com muita festa e jogos, foi denominada por Foucault ( 1982) como Microfísica do Poder. Hoje, diante de tantas falcatruas que levam ao enriquecimento ilícito de uma minoria através das inúmeras imoralidades que fazem com a saúde pública, não se pode aceitar a implantação de um currículo escolar que reforce os anseios das classes dominantes desse país, prescindindo desses fatos que maculam o espírito do bom cidadão, do exemplar ser humano enquanto elementos de análise e discussão, como conteúdo escolar. Pedro Demo (2006), nesta linha de raciocínio, norteia que a pobreza política é bem mais profunda e arrasadora que a pobreza sócio-econômica, até porque esta é conseqüência daquela. Ao pobre não lhe é dado o direito (já que ele não tem forças para conquistar) de saber porque é pobre. Entendemos a partir dessa reflexão de Demo, que, antes do aluno, é necessário que o professor se enriqueça politicamente, para, então, incentivar aquele para a sua conquista nesse campo.
Diante de tantas mazelas, de tão ignóbil ato de falsificação do leite e seus derivados, das bebidas alcoólicas (do whisky a mais popular), ficaria difícil para o homem do povo, se consciência política tivesse de que essas ações o prejudicam profundamente, querer afogar as suas mágoas com um porre homérico, não cabem falas e falácias da escola, que buscam dar continuidade à formação de sujeitos cartesianos num currículo não constituído de matrizes, mas, ainda e por muito tempo, de grades curriculares, aprisionando a criatividade do povo brasileiro e desrespeitando o seu cotidiano, a sua história.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALTHUSSER, L. P. Aparelhos Ideológicos de Estado. 7ª ed. Rio de Janeiro: Graal, 1998.
DEMO, Pedro. Pobreza Política - A pobreza mais intensa da pobreza brasileira. Autores Associados, Campinas, 2006.
FOUCAULT. Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1982.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomás Tadeu da Silva e Guaracira Lopes Louro. – 11. ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
________________________________
* Mestre em Educação pela UERJ, professor do ensino médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Didática Geral e PPE I da Faculdade da Região dos Lagos (de 1996 a 2006) e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais, Gestão da Unidade Escolar I e II e TCC no curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia. E-mail: okkyxmattos@gmail.com . End. Eletrônicos: www.franciscomattos.wordpress.com e www.franciscomattos.blogspot.com
Cabo Frio, 4 de novembro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
MUNDO ANIMAL OU ZOOPOLÍTICA

Há algumas dezenas de anos Sartre desenhou a figura do dito homem pós-moderno ao vaticinar, que “o homem nada mais é senão aquilo que a si mesmo se faz”.
Hoje percebemos que o homem se faz de acordo com as suas conveniências mais político-econômicas
que político-ideológicas, transformando-se em sanguessugas do poder.
Alguém há de perguntar: _ O que você está querendo dizer com conveniências político-ideológicas? A que momento histórico da humanidade você faz referência, quando diz isso? Essa expressão pertence a esse mundo?
Confesso não ter respostas convincentes para tais questões. Posso, isso sim, encontrar fundamentações que alicercem mais essas conjecturas. Hall (2006: 13)¹reforça essa idéia, quando afirma que
Hoje percebemos que o homem se faz de acordo com as suas conveniências mais político-econômicas
que político-ideológicas, transformando-se em sanguessugas do poder.Alguém há de perguntar: _ O que você está querendo dizer com conveniências político-ideológicas? A que momento histórico da humanidade você faz referência, quando diz isso? Essa expressão pertence a esse mundo?
Confesso não ter respostas convincentes para tais questões. Posso, isso sim, encontrar fundamentações que alicercem mais essas conjecturas. Hall (2006: 13)¹reforça essa idéia, quando afirma que
(…)a identidade é definida historicamente, e não biologicamente. O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um ´eu` coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas (…). A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia.
O nosso cotidiano político também nos mostrou isso recentemente, quando o TSE deu um basta na “farra do boi“, acabando com a algazarra dos macacos pulando de galho em galho. Sorrateiros como cobr
as, e metidos a malandro(a)s como águias, cada qual se ajeitou no partido que melhor norteie bons dividendos em futuras eleições ou nos atuais mandatos, que venha a garantir as articulações necessárias para se manter no poder. Infelizmente, a paradisíaca Angra dos Reis, recanto de investimentos de alguns poucos e honestos (ainda existem no mundo do capital?) e de muitos, muitíssimos sonegadores, e de um sem-número de canalhas que, ao financiarem a ascensão de outros tantos aos cargos públicos de gestão de cidades, estados e até do país, encostam-se às sombras do poder e vão, avidamente, sugando todas as tetas das vacas magras, é um péssimo exemplo desse momento que está se eternizando.
Alguém inserido nessa alcatéia - vale reforçar as idéias de Tomaz Hobbes, quando, assim como Sartre, projetando-se ao futuro, disse ´Homo Homini Lupus`(o homem é o lobo do homem)-, rindo como uma hiena, afirmará com toda a certeza: todo homem tem o seu preço!
¹. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro.- Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
as, e metidos a malandro(a)s como águias, cada qual se ajeitou no partido que melhor norteie bons dividendos em futuras eleições ou nos atuais mandatos, que venha a garantir as articulações necessárias para se manter no poder. Infelizmente, a paradisíaca Angra dos Reis, recanto de investimentos de alguns poucos e honestos (ainda existem no mundo do capital?) e de muitos, muitíssimos sonegadores, e de um sem-número de canalhas que, ao financiarem a ascensão de outros tantos aos cargos públicos de gestão de cidades, estados e até do país, encostam-se às sombras do poder e vão, avidamente, sugando todas as tetas das vacas magras, é um péssimo exemplo desse momento que está se eternizando.Alguém inserido nessa alcatéia - vale reforçar as idéias de Tomaz Hobbes, quando, assim como Sartre, projetando-se ao futuro, disse ´Homo Homini Lupus`(o homem é o lobo do homem)-, rindo como uma hiena, afirmará com toda a certeza: todo homem tem o seu preço!
¹. HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro.- Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007
O APAGADOR DE INCÊNDIO
Até pouco tempo atrás, o Orientador Educacional era visto e entendido como esse digno e necessário profissional em sua ação maior. Muito interessante que ao falarmos em seu nome, quase que automaticamente o ligamos a um fenômeno que os californianos, hoje, querem esquecer e extinguir, extinguir e esquecer. Entretanto, o cotidiano escolar, principalmente já chegando ao encerramento do ano letivo, com todos os envolvidos no processo desenvolvendo os seus estresses, apresentando sucessivos ataques de petit, os "focos" aparecem como num passe de mágica. Daí, surge esse profissional da educação fazendo o mesmo que aqueles profissionais extremamente exigidos lá na Califórnia.A foto que ilustra esse espaço, pode, hipoteticamente, ser considerada como o Orientador em ação, nesses momentos estressantes.
Que Deus nos livre de ter que contar com os serviços de ambos. Não pelo valor de suas ações, mas por aquilo que provoca as suas ações.

NA FOGUEIRA DA VAIDADE
Espero que fique bem claro, que não estou aqui fazendo piada (muito sem graça, por sinal!) da desgraça dos outros, mesmo que sejam norte-americanos. Posso, como faço agora, extrapolar a minha ojeriza pela ojeriza com que extrapolam e tratam o resto do mundo (afirmo com profunda insegurança o lugar comum de que, nesse caso também, infelizmente, toda regra tem a sua exceção), o meu anti-americanismo, mas não posso negar o meu humanismo, a minha enraizada cultura ju
daico-cristã.

daico-cristã.Seria muito interessante que esse incêndio na Califórnia, se transformasse no símbolo, no paradigma da incineração das atrocidades com que, ao longo da história, em nome da ganância em manter a hegemonia do poder econômico nas mãos e, dessa forma, manter a dominação política e, conseqüentemente, espargir - não, espargir não! É um vocábulo usado em situações espiritualizadas, abençoadas!-, melhor dizer borrifar, espalhar os seus domínios pelos quatro cantos do planeta.
Que esse incêndio, já chegando ao estágio de tragédia, que está causando um profundo baque nas estruturas de Hollywood, levando às cinzas mansões dos Frankensteins produzidos nos laboratórios cinematográficos, queime e destrua somente a vaidade, a petulância, a arrogância do povo.
ABUNDÂNCIA DE REVOLTA OU REVOLTA DAS BUNDAS?
"Seria cômico, se não fosse trágico!" Alguns podem exclamar: _Mas que bundas feias... um tanto quanto arriadas, caídas!!!Mas, infelizmente, esse é o retrato de um país que não respeita aqueles que transformaram o suor do rosto em sangue e que com as suas contribuições - permitam-me aqui uma redundância, que, espero, tenha um efeito reflexivo- ao longo de um longo tempo de trabalho e de, também, contribuição para o engrandecimento da nação, num momento da vida que mais precisam de tranquilidade para poderem usufruir de algumas poucas coisas que a vida pode ainda lhes oferecer, onde todas as coisas caem por força da idade, do cansaço, o que lhes resta é esta falta de sensibilidade por parte daqueles que, quando se aposentam, o fazem com polpudos salários. Pode-se hipotetizar, que essas cifras são o resultado do somatório do que falta aos que realmente trabalharam.
E já que, na linguagem popular, receberam uma verdadeira "calça arriada" de uma das estatais que, através da massificação de uma imagem de empresa ética, tem a simpatia da maioria da população, esses trabalhadores literalmente ARRIARAM AS CALÇAS enquanto protesto em pleno centro do RJ.
Bundas feias, arriadas, caídas? Não importa. Pelo menos a dignidade e o pouco de forças que lhes restam, continuam de pé e bem firme.
Diante do absurdo - não das bundas à mostra- com que tratam quem chega à terceira idade neste país, há que se deixar uma pergunta martelando o nosso marasmo, o nosso comodismo: quem riu das bundas caídas, que ainda não esteja em vias de se aposentar, se não for da classe política, e que esteja inserido em qualquer campo da atividade humana como funcionário público, de autarquia ou outra diferente do ramo privado, já começou a praticar aqueles exercícios para enrijecimento dos glúteos?
sábado, 6 de outubro de 2007
"ABEZERRAÇÃO" da natureza
******************************************************************
Quando sentávamos ao redor de mamãe (que Deus a tenha!), para escutarmos as suas histórias - não se espantem, pois em tempos não muito remotos se fazia isso!-, ela começava a contar algumas bizarrices da natureza e sempre terminava assim:
_ Isso mostra que estamos nos fins dos tempos!
Imaginem o que ela diria, ao ver as "abezerrações" abaixo:
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Escola não motiva e perde alunos
Francisco Carlos de Mattos*
"O Inep/MEC elaborou um estudo para entender as principais razões que levaram 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos (16% do total) a não estudar em 2005. Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, a pesquisa revela que: 1) três em cada quatro desses jovens (75%) não completaram o Ensino Fundamental, mas a maioria (68%) chegou até a 5ª série;
2) ter tido filho diminui a probabilidade de a jovem estudar. Entre as que freqüentam a escola, apenas 1,6% é mãe, percentual que sobe para 28,8% entre as que estão fora; 3) mais do que a falta de vagas, de transporte ou mesmo a necessidade de trabalhar, é a falta de vontade de estudar que os empurra para fora do sistema de ensino. Essa razão foi identificada em 40,4% dos casos entre os que não estão em sala de aula. A necessidade de trabalhar vem depois (17,1%).
A primeira observação indica que o problema da evasão está concentrado entre a 5ª e a 8ª série do Ensino Fundamental. A segunda mostra que a fecundidade precoce tem impacto significativo na desistência de muitas meninas. Já a terceira sugere que, se a escola não for atraente e fizer algum sentido ao jovem, ele vai abandoná-la mesmo que suas chances no mercado de trabalho sejam nulas ou pouco convidativas. Prova disso é que, desse 1,7 milhão de jovens fora da escola, 43,4%, ou 740 mil, não trabalham nem sequer estão procurando emprego. Mesmo quando conseguem achar um trabalho (caso de 44% dos que não estudam mais), no entanto, trata-se de emprego precário, já que apenas 8% do total de jovens fora da escola trabalhando tem Carteira assinada".
(Fonte: Folha de S. Paulo) – 10/01/2006
http://www.educarede.org.br/educa/html/index_revista_prov.cfm?conteudo=rapidinhas

Entreabrindo a porta
Se já não bastassem as inúmeras pesquisas que há muito vem denunciando esse estado deplorável, principalmente, do ensino público no Brasil, o INEP/MEC aí está para contribuir com a grita, que é geral.
Hoje, diferentemente de algumas épocas não tão distantes (pelo menos até onde a memória possa alcançar), a constatação a que se chegou, explicitada no terceiro item, é de que os nossos jovens não têm perspectivas de futuro. Tal problema, em tempos idos, já existia, mas com um ímpeto mais abrandado, respeitando-se, evidentemente, a época histórica e o que “rolava” naqueles tempos.
Alguns problemas foram apontados, resta detectar as causas para não se cair no lugar comum da discussão sobre a violência urbana, sem definir o que a provoca, com as defesas acaloradas da pena de morte. Esse problema tem como fundamento maior o mesmo que a política das ervas daninhas: corta-se o capim na superfície, deixa-se a raiz e elas, novamente, se proliferam.
Uma das muitas causas está na formação acadêmica do professor e, especificamente, na parte que tange à sua preparação didático-pedagógica. Não que se queira defender a tese de que a Didática e/ou a Pedagogia tenham respostas para tudo no que se refere à educação. Já não se cai mais nessa falácia, nessa inocência, nesse canto da sereia. Elas podem até definir alguns caminhos, mas a formação do educador, do verdadeiro educador, vai além disso. Fávero (1981, p. 13), nesta perspectiva, sustenta que
Não é simplesmente freqüentando um Curso de Pedagogia, fazendo Mestrado ou Doutorado em Educação, que alguém se torna educador. É, sobretudo, num comprometer-se profundo, como construtor, organizador e pensador permanente do trabalho educativo, que o educador se educa.
Pode-se até arriscar o palpite de que os cursos citados por Fávero têm menos problemas do que os outros que visam a preparação para o magistério. Nos vários cursos de Licenciaturas, e aqui pode-se citar como exemplos, com bases em experiência de dez anos de docência da disciplina Didática, os cursos de Biologia, Letras, Matemática e Geografia, a questão é mais complicada, pois, analisando as matrizes curriculares dos mesmos, constata-se uma desproporcionalidade gritante de disciplinas específicas aos cursos em comparação às da formação pedagógica. Seria, hoje, respeitando-se o sistema de semestralidade, uma relação tipo 4 por 2, ou seja, quatro períodos para disciplinas específicas e, somente, dois para as pedagógicas. Aí, de alguma maneira, reside a complicação que dificulta o comprometimento político com as causas educativas, incluindo a carência de respaldos filosófico e humano.
Há a necessidade de que na formação acadêmica do educador seja inserida a reflexão constante de quem sejam os elementos que compõem o processo educativo e quais sejam as suas funções e as suas importâncias nesse contexto. Demo (2004: 74), apregoa que
o aluno não vem para a escola escutar aula. Vem para reconstruir conhecimento e arquitetar sua cidadania integral (corporal, emocional e espiritual). Sala de aula é, antes de tudo, ambiente de estudo e pesquisa, pela razão simples de que pesquisa é o ambiente de aprendizagem.
Dificilmente encontra-se alguma instituição de educação superior, que provoque o desejo da pesquisa, que a veja e a tenha como elemento curricular, assim como também professores que sejam incentivadores dessa prática. Só pode ensinar a importância da pesquisa na reconstrução do conhecimento, aquele que aprendeu a aprender sobre a influência dela nesse campo, tal qual só pode ensinar sobre cidadania, quem cidadão for.
Encostando a porta
Ações urgentes precisam ser implementadas a fim de que as soluções possam aparecer. Essas não podem nem devem nascer nos gabinetes refrigerados dos poderes (político-educativo e/ou econômico). Há que se privilegiar o bom senso democrático no sentido de se consultar as bases ou provocá-las para o debate. Que, a título de sugestão, cada unidade escolar reflita sobre a quantas anda a formação acadêmica dos professores por eles próprios. Já afirmaram, que uma grande caminhada começa com o primeiro passo. Só não se pode cair no mesmo ritmo dos alunos, na mesma falta de vontade. Se o professor precisa levar o aluno a aprender a aprender, antes, deveria, ele,enquanto exemplo, tê-lo feito. Fez? Faz?Referências Bibliográficas
DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. – Porto Alegre: Mediação, 2004.
FÁVERO, M. L. Sobre a formação do educador - a formação do educador:desafios e perspectivas. Rio de Janeiro: PUC/RJ, 1981. (Série Estudos).
________________
* Mestre em Educação pela UERJ, professor do ensino médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Didática Geral e PPE I da Faculdade da Região dos Lagos (de 1996 a 2006) e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais e Avaliação Institucional, Gestão da Unidade Escolar I e II e TCC no curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia. E-mail: okkyxmattos@gmail.com, chikomattos@ibest.com.br.
* Mestre em Educação pela UERJ, professor do ensino médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Didática Geral e PPE I da Faculdade da Região dos Lagos (de 1996 a 2006) e de Educação e Trabalho, Educação e Movimentos Sociais e Avaliação Institucional, Gestão da Unidade Escolar I e II e TCC no curso de Pedagogia, da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia. E-mail: okkyxmattos@gmail.com, chikomattos@ibest.com.br.
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