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segunda-feira, 21 de maio de 2007

JAQUELINE, A DOCE ESTRIPADORA!


Francisco Carlos de Mattos*

Ela não nos enganou. Logo no início da oficina sobre sexualidade e diversidade, último encontro dos quatro que compunham o curso sobre "Escola sem homofobia: construindo para a diversidade", alguma propriedade nos chamou a atenção para aquela moça, mais balzaquiana que gatinha no tocante à idade cronológica, mas, com certeza, uma gatíssima balzaquiana no que se refere às belezas da matéria e do espírito. A primeira transparência no telão projetada pelo datashow nos dava conta do tema e de quem estava ali na frente e o que fazia: SEXUALIDADE E DIVERSIDADE - Jaqueline Rocha Côrtes - Consultora de projetos em HIV/Aids - Assessora técnica - COOPEX.
_Alguma coisa de diferente naquela moça loira, que parece ser a palestrante. - Cochichou-me Jamelzinha.
_Será o Benedito, Jamel? Você não nega a sua origem mineira, hein menina! Mas, não é que percebi a mesma coisa!
No início da atividade ela nos pareceu preocupada em pontuar as regras do jogo, para uma convivência pacífica para aquelas 4 horas que iríamos passar juntos.
Propôs uma primeira dinâmica de apresentações e a iniciou, expondo, mais ou menos, o que continha na transparência, que ainda permanecia no telão.
Aos poucos foi demonstrando extrema segurança no que dizia, levando-nos à desconstrução de alguns (pre)conceitos concernentes ao grande tema tabu na sociedade brasileira. E assim, íamos entendendo um pouco mais sobre sexo gonadal, social, erótico/afetivo, psicológico, genital e genético e percebendo que as pessoas não têm opção sexual, até porque ninguém optaria naturalmente por uma expressão da sexualidade tão discriminada, mas sim orientação/inclinação sexual. Dessa forma, construíamos conceitos política e socialmente corretos como heterossexual, homossexual e bissexual.
A cada fala com sentido, máscaras sem sentidos iam desmoronando e, já nos acostumando com aquela presença simpática, inteligente e, agora, mais descontraída, as considerações finais estavam sendo tecidas com a avaliação do encontro por cada participante.
No final, ela toma a palavra para se "reapresentar" e com todo o orgulho do mundo, diz ser uma transexual, já com resignação de sexo, identidade feminina reconhecida, muito bem casada, feliz e convivendo com a Aids há 4 anos.
Tremenda guerreira em todos os sentidos, que se encaixa nas palavras que me vieram à memória, construídas enquanto respostas para as que ela apresentou como provocação em determinado momento dessa tarde. Para SEXO, escrevi excelência e vida; para a expressão SER DIFERENTE, arrisquei a frase sou o que sou não o que os outros querem que eu seja e coragem; e, finalmente, para AIDS, expressei impacto, consciência e vida.
Rasgou-nos as entranhas do preconceito e se constituiu em JAQUELINE, A DOCE ESTRIPADORA.
É, ela, com certeza, não nos enganou... e obrigado por isso, Jaqueline!
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* Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

PALAVRAS DO DEMO



III. MEU CASO COM EDUCAÇÃO
Pedro DEMO
Muitos me conhecem como educador e – assim parece – cada vez mais estou metido na esfera educacional. Na verdade, nunca pretendi substituir o pedagogo, porque faço apenas sociologia da educação e a valorizo como instrumentação fundamental da cidadania (Demo, 2004c). Visualizo educação no contexto da política social e por conta da questão da pobreza política. Considero que, para combater a pobreza, o pobre precisa saber confrontar-se na condição de sujeito. Carece rebelar-se e construir alternativa histórica. Entendo que educação, se bem feita, pode contribuir decisivamente para o saber pensar e intervir, arquitetando a capacidade do pobre de “ler” a realidade de modo crítico e criativo. Educação, conhecimento, aprendizagem são categorias essenciais da construção da autonomia humana (Freire, 1997). São dinâmicas autopoiéticas, reconstrutivas e políticas, de dentro para fora, uma das forjas mais substanciais do sujeito capaz de história própria. Imaginava Freire que educar é influenciar o aluno de tal modo que o aluno não se deixe influenciar (Demo, 2002a). Educação trabalha a habilidade finíssima de constituir sujeitos capazes de saber pensar, aproveitando, entre outras coisas, a potencialidade disruptiva do conhecimento, o que permitiria galgar os três horizontes da cidadania: i) formar consciência crítica, sabendo “ler” a realidade; ii) organizar-se politicamente, em nome da cidadania coletiva; iii) contrapropor alternativa histórica na condição de sujeito autônomo, não de massa de manobra. Autonomia nunca é plena. Somos seres intrinsecamente dependentes. Mas pode ser alargada de maneira surpreendente, se soubermos aprender e conhecer. Meu interesse por educação se resume a isso e é por isso que tantas vezes analisei e critiquei a pedagogia.
De um lado, considero pedagogia o curso mais importante da universidade hoje. É literalmente a “alma mater”, ou seja, o curso fundante, porque trata do mandato central da universidade: conhecer e aprender. De outro, não posso deixar de questionar a precariedade da grande parte dos cursos de pedagogia e que também estão na base da precariedade da atuação de muitos profissionais da educação. De modo geral, é mal formado nosso especialista em formação. Esta crítica, porém, é apenas ponto de partida para contrapropor outros modos de fazer pedagogia, outros modos de oferecer recapacitação aos professores em exercício, outras formas de resgatar a dignidade de um profissional que tem tudo a ver com a dignidade da sociedade. Enquanto grande parte dos professores básicos estiver enredada na pobreza material e política, por vezes, lancinante, não temos como imaginar que a população se rebele, até porque, antes, é preciso que o professor se rebele. Para não dizer que só falei de flores, fiz já muitas experiências alternativas no país, sendo talvez a mais marcante a fundação de um instituto superior de educação em Belém, ligado ao estado do Pará e que entrou em funcionamento em 1990. Existe até hoje, engolido na Universidade do Estado (foi criado como escola autônoma). Com apoio da Secretária de Educação do estado (Therezinha Gueiros), uma filósofa inspiradíssima e comprometida, foi possível montar um grupo que trabalhou durante um ano e colocou de pé a instituição: uma faculdade de educação sem aula! Os alunos deveriam, sob orientação e avaliação dos professores, pesquisar e elaborar. Funcionou bem um ano. Depois, com a mudança de governo, ocorreram dois problemas conjugados: um grupo de professores, sob alegação de que o curso seria “neoliberal”, cuidou de tomar o poder e se coligou como o novo governo (Jader Barbalho); o novo governo tratou, por choque ideológico frontal, de desfazer o que o anterior fizera, inclusive o instituto. Resultado: quando o grupo de professores aparentemente de esquerda se deu por conta, percebeu que havia caído na trama neoliberal – a sede foi perdida em favor da medicina estadual e o curso foi inserido na área de educação da universidade estadual, sem autonomia. Com o tempo, a metodologia de aprendizagem foi se esvaindo, substancialmente porque os professores, no fundo, só sabem dar aula. Incrível: um grupo de professores medíocres, que nunca produziu nada de relevante, resgatou a didática tradicional e suplantou a noção de aprendizagem reconstrutiva política, porque esta seria “neoliberal”, enquanto a prática tradicional seria o signo da esquerda avançada! Perdeu-se uma experiência ímpar, ou pelo menos se deslustrou profundamente a experiência, por conta de alegações de uma esquerda vazia, improdutiva e ignorante.
CONFISSÕES DO DEMO - Não sou neoliberal - Pedro Demo (UnB, 2004)
Disponível em:http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/confissoes.html . Acesso e capura em 17.maio.2007
Obs.: Destaques (grifos) no texto feitos por mim.
Referências bibliográficas (feitas pelo autor ao longo do texto)
DEMO, P. 2002a. Politicidade – Razão humana. Papirus, Campinas.
DEMO, P. 2004c. Sociologia da Educação – Sociedade e suas oportunidades. Plano, Brasília.
FREIRE, P. 1997. Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra, Rio de Janeiro.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Lei nº 11.273

CASTELOS MARMÓREOS DO SABER E/OU CASA DA MÃE JOANA

Francisco Carlos de Mattos

Muitas coisas acontecem por esse mundão de meu Deus e nós, pobres mortais, que não temos acesso aos "castelos marmóreos do saber", onde se instalam os PHDeuses norteadores dos nossos parcimoniosos e pobres destinos de acesso ao conhecimento, ficamos à míngua, tendo que engolir o sarcasmo dos nossos governantes ao anunciarem os míseros R$ 840,00 (por 40 horas de trabalho), enquanto os "tubarões" de nossas Casas Legislativas e o executivo maior passam a receber salários acima dos R$ 10.000,00, além das "mamatas", que elevam esses valores mais alto que pressão de pobre no final de mês. E ainda tem um engraçadinho que afirma, que o aumento se fazia necessário, pois ao final do mês só sobravam R$ 5.000,00. Coitado do pobrezinho, não?
Segundo o Estadão de 9 de maio,

"O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 9, o projeto de aumento dos salários parlamentares, que estavam sem reajuste desde o início de 2003, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A votação foi simbólica, sem registro dos votos no painel eletrônico, e por isso, não é possível saber quem votou a favor nem quem foi contrário à proposta, que deve ser encaminhada agora ao Senado. O reajuste é retroativo a 1º de abril.
Os salários passaram a ser os seguintes: deputados e senadores - de R$ 12.847,20 para R$ 16.512,09; presidente da República - de R$ 8.885,48 para R$ 11.420,21; vice-presidente e ministros de Estado - de R$ 8.362,00 para R$ 10.748,43."


Mas, deixemos esses safados de lado. No fundo eles não estão errados, não! Errados somos e fomos nós!
Na verdade entrei aqui, neste momento, movido pela necessidade de divulgar uma Lei sancionada pelo Sapo Barbudo em 06 de fevereiro de 2006, que autoriza a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica.
A Lei é a explicitada abaixo e o link, para a leitura, na íntegra, da mesma, no início desre rexto.
Acessem e divulguem!!!

Lei nº 11.273

domingo, 6 de maio de 2007

A FALA QUE CALA OU QUE CALAM!

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“Quantos de nós, e de quantas diferentes maneiras, e por quais diversos motivos, e em quantas
poucas ou muitas ocasiões, corremos o risco de ter cortada a nossa língua? Quantos de nós, e de
quantas diferentes maneiras, e por quais diversos motivos, e em quantas poucas ou muitas
ocasiões, fomos ameaçados na nossa palavra e aprendemos a nos calar, a ter medo de dizer o que
pensamos, a ter medo até de confessar que pensamos ou divergimos. Quantas crianças; adultos
quantos...!? E o superamos?... Nada mais me parece possível dizer sobre a importância da fala,
e de sermos donos e donas de nossa voz e daquilo que queremos dizer".
Sonia Kramer

sábado, 5 de maio de 2007



APRENDENDO COM A PESQUISA

APRENDIZAGEM: DINÂMICA RECONSTRUTIVA POLÍTICA
“ Hoje admite-se cada vez mais que, se quisermos chegar ao saber pensar do aluno, não há como evitar a elaboração própria, na qual seja possível perceber a maneira de interpretar, argumentar, fundamentar. Em sala de aula, seria o caso superar a prova, colocando em seu lugar procedimento mais inteligente. Por exemplo, se o aluno pesquisa e elabora toda semana, chega ao fim do mês com farto material próprio, o que substitui facilmente a prova.(DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que aluno aprenda. Porto Alegre: Mediação, 2004, p. 69.)
* “Autopoiese”= característica de todo ser vivo de funcionar de dentro para fora (MATURANA E VARELA).
* Não é a realidade externa que simplesmente se impõe ao sujeito, mas é este que a capta de modo reconstrutivo, interpretativo ou hermenêutico ou seja, interpretando-a no seu sentido mais íntimo.
* O ser humano só aprende o que quer, o que lhe traz alguma referência para a vida, o que atende a uma necessidade imediata ou futura, o que lhe seja significativo, o que lhe desperta o desejo de aprender. O professor tem que se transformar num despertador do desejo de aprender.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Eu, Orientador Educacional, 27 anos formado, “drogado” e “prostituído” pelo FEBEAPEBRA*




Francisco Carlos de Mattos ¹

Resumo: Assim como qualquer professor das chamadas disciplinas do Núcleo Comum de matérias, como, por exemplo, Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Língua Inglesa, Biologia etc pode fazer pós-graduação em Orientação Educacional e atuar como tal, quem é Orientador Educacional pode fazer, também, uma pós em qualquer uma das disciplinas citadas e lecioná-las no 2º segmento do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Não pode? O que pode um, não pode o outro?

O presente artigo tem por pretensão refletir e demonstrar algumas convenientes vantagens não muito acadêmicas conquistadas pelas IES que oferecem determinados cursos de pós-graduação Lato-Sensu, de 1 ano de duração, que habilitam o concluinte ao exercício profissional, mesmo que sua graduação não tenha sido da mesma área que aquela.
Pormenorizando a tese enunciada, pode-se ilustrar este problema com os cursos de formação de Especialistas em Educação (Orientação Educacional, Supervisão e Inspeção Escolar) e Psicopedagogia.
O questionamento sobre tal problemática não surgiu agora. A discussão remonta as mudanças ocorridas no tempo de duração dos cursos superiores, principalmente os de formação de professores, que passaram de quatro, no sistema anual, para três, na forma de semestralidade. Encurtaram a formação acadêmica dos professores e com ela a competência dos mesmos no mercado de trabalho. Hoje, qualquer pessoa que se disponha a fazer uma preleção, é chamada de professor. Assim o é com os técnicos de futebol, que, mesmo tendo a maioria fugido da escola na época em que deveria ter estudado, é caracterizado dessa maneira por seus jogadores.
O professor Rômulo Lins (2003)argumenta que


hoje a licenciatura tem a função impossível de formar um professor capaz de sobreviver mesmo em isolamento profissional (...)Ela passa a ser apenas uma iniciação que visa educar o olhar do futuro professor para ver a diferença e lidar com ela e educar os hábitos dele para o trabalho cooperativo com colegas (...) O objetivo da licenciatura é educar futuros professores. Por isso eu argumento que o grande problema das licenciaturas em Matemática é o modelo 3+1, equivalente a três anos de estudo de Matemática mais um ano de Pedagogia. Por estar centrada nos conteúdos e não na formação profissional, essa proposta contribui pouco para iniciar o licenciando em sua vida profissional. E isso acontece em quase todas as licenciaturas, boas ou ruins..

A ponderação feita pelo profissional acima, vem ao encontro das observações que se pretende alinhavar nesse espaço, começando, como demonstram as evidências até aqui manifestadas, pelas polêmicas situações da formação acadêmica dos professores.
Para contribuir com tal proposição, é ainda o citado profissional quem afirma, que “os professores não são mal preparados. Mal preparado é o modelo de formação docente”.
Mesmo que se insistisse no sistema antigo de formação, a (de)formação continuaria, pois o modelo 3+1, ou seja, três anos de formação específica e somente um de pedagógica não estaria contribuindo em nada no sentido de habilitar o profissional para um bom desempenho na sala de aula. Diminuiu-se um ano de permanência na instituição, mas a proporção estatística continuou a mesma, sendo 75% do tempo para a formação específica e o restante para a pedagógica.
Se a graduação do profissional da educação encontra-se nessa perspectiva, não é necessário muito esforço de memória para se compreender os caminhos pelos quais trilhará uma pós-graduação, principalmente no campo da pedagogia ou psicopedagogia. Carecem àqueles profissionais de respaldos teóricos, que os propiciem uma melhor concepção da educação enquanto fenômeno de mudanças, primeiro de e no próprio indivíduo, no sentido maturaniano de autopoiese, de dentro para fora. Entender, que o conhecimento acontece no interior do indivíduo, quando da internalização do meio externo. O encontro entre sujeito e objeto e a influência de um sobre o outro.
Não se pretende aguçar uma polêmica pelo simples fato da estratégia textual. O tema, acredita-se, há muito vem sendo burilado na cabeça de inúmeros profissionais, mas pouquíssimos são os que se arriscam a socializar as suas inquietudes. Uma dessas angústias fez nascer o pensamento de que, se como qualquer professor das chamadas disciplinas do Núcleo Comum de matérias, como, por exemplo, Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Língua Inglesa, Biologia e etc, pode fazer pós-graduação em Orientação Educacional e atuar como tal, quem é Orientador Educacional pode fazer, também, uma pós em qualquer uma dessas disciplinas citadas e lecioná-las no 2º segmento do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. O que pode fazer um, pode fazer o outro.
Vale ressaltar, que o norteamento dessas reflexões deve-se pela angústia maior de uma experiência de vinte e sete anos de formação e comprometimento com as causas educativas e, o que merece mais cuidados e melindres, com a formação de futuros profissionais da educação. Portanto, cabe uma ressalva quanto ao título desse artigo, onde espera-se uma compreensão aos empréstimos feitos das obras “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída” e “Febeapá”. Aguarda-se o entendimento de que ao longo desse tempo, muito se drogou e deveras se prostituiu profissionalmente, face os moldes de formação docente e que não se conseguiu, diante de tantos aviltamentos, fugir do FEBEAPEBRA (Festival de Besteira que Assola a Pedagogia Brasileira).
Não se pode acreditar que todas as IES que propõem essas modalidades de cursos, estejam profundamente preocupadas com a formação acadêmica dos alunos que a elas acorrem, assim como, também, não se pode pensar o mesmo deles. Congrega-se, neste caso, a fome com a vontade de comer. Motivos financeiros movem os dois, configurando o que Darcy Ribeiro caracterizava como a nação dos diplomados em que prevalece a crença de que papéis são mais importantes do que a competência e o conhecimento.
É preciso entender, que a verdadeira formação do profissional da educação, passa bem longe da faculdade e das várias e toscas aulas de seus professores. Vale nesse momento, resgatar o bom senso inserido no senso comum de que não é a faculdade que forma o aluno e sim o contrário. Cabe mais a volição do aluno do que a boa vontade do professor. Aprender, construir conhecimentos, produzir saberes não se compram nos bares e lanchonetes, que se fazem anexos das faculdades. São fenômenos intrínsecos ao indivíduo.

* Título enquanto corruptela das obras “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída” e “FEBEAPÁ”
¹. Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.
Referências Bibliográficas
LINS, Rômulo. A formação exige prática. Disponível em:
http://novaescola.abril.com.br. Edição Nº 165 – Setembro de 2003. Acesso e captura em23 abr. 07.
PONTE PRETA, Stanislaw. FEBEAPÁ 2. Rio de Janeiro, GB. Editora Sabiá, 1967.
HERMANN, Kai; RIECK, Horst. Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída. 4. ed. São Paulo: Difusão Editorial, 1982.


domingo, 22 de abril de 2007

ADORO SEPULCROS CAIADOS E LÁGRIMAS DE CROCODILO



Arnaldo Jabor
Eu adoro a estética da corrupção. Adoro a semiologia dos casos cabeludos sob suspeita, adoro a reação dos implicados, adoro o vocabulário das defesas, das dissimulações, as carinhas franzidas dos acusados na TV, ostentando dignidade, adoro ver ladrões de olhos em brasa, dedos espetados, uivos de falsas virtudes e, mais que tudo, lágrimas de crocodilo.
Todos alegam que são sérios, donos de empresas "impecáveis". Vai-se olhar as empresas, e nunca nada rola normal, como numa padaria. As empresas sempre são "em sanfona", uma dentro da outra, en abîme , sempre têm holdings, subsidiárias, são firmas sem dono, sem dinheiro, sem obras, todas vagando num labirinto jurídico e contábil que leva a um precioso caos proposital, pois o emaranhado de ladrões dificulta apurações.
Me emociona a amizade dentro das famílias corruptas, principalmente no Nordeste. Ohh, Deus! Lá, creio eu, há mais amor do que entre picaretas paulistas ou cariocas. Lá existe uma simbiose maior no parentesco, mais calor humano, mais "fio de bigode". São inúmeros os primos, tios, ex-sócios, ex-mulheres que assumem os contratos de gaveta, os recibos falsos, todos labutando unidos, como Ali Babás sincronizados. Baixa-me imensa nostalgia de uma família que não tenho e fico imaginando os cálidos abraços, os sussurros de segredo nos cantos das casas avarandadas, o piscar de olhos matreiros, as cotoveladas cúmplices quando uma verba é liberada pela Sudam em 24 horas, os charutos comemorativos; tenho inveja dos vastos jantares nordestinos, repletos de moquecas e gargalhadas, piadas, dichotes, sacanagens tão jucundas, tão "coisas nossas", tão "alagoas", que me despertam ternura pela preciosidade antropológica de imagens como a piscina verde em Canapi, a barriga de Joãozinho Malta (lembra m?), a careca do PC Farias e as sobrancelhas de Jader. Esses signos e símbolos muito nos ensinaram sobre o Brasil real.
Adoro também ver as caras dos canalhas. Muitos são bochechudos, muitos têm cachaços grossos, contrastando com o style dos populares magros de seca, de fome, proletários chiques, elegantérrimos pela dieta da miséria.
Todos acumulam as mesmas riquezas: piscinas, fazendas, lanchões, miamis, todos têm amantes, todos têm mulheres desprezadas e tristes, com filhos oligofrênicos, deformados pelas doenças atávicas dos pais e dos avós.
Aprecio muito os bigodões e bigodinhos. Nas oligarquias, eles não usam a bigodeira severa de um Olívio Dutra, babando severidade, com um eco de stalinismo e machismo gaúcho, não. Os bigodes corruptos são matreiros, bigodes que ocultam origens humildes criadas à farinha d'água e batata-de-umbu, na clara ocultação de um acismo contra si mesmos, camuflando os ancestrais brancos cruzados com índios e negros, raquíticos por séculos de patrimonialismo.
Também gosto muito do vocabulário dos velhacos e tartufos. É delicioso ver a ciranda das caras indignadas na TV, as juras de honestidade, é delicioso ouvir as interjeições e adjetivos raros : "ilibado", "estarrecido", "despautério", "infâmias", "aleivosias"...
São palavras que ficam dormindo em estado de dicionário e só despertam na hora de negar as roubalheiras. São termos solenes, ao contrário das gravações em telefone, onde só rolam palavrões: "Manda a grana logo para o f.d.p. do banco, que é um grande *#@, senão eu vou #@** a mãe deste *#&@."
Outra coisa maravilhosa nos canalhas é a falta de memória. Ninguém se lembra de nada nunca: "Como? D. Sirleide, aquela mulher ali, loura, popozuda, de minissaia? Não me lembro se foi minha secretária ou não".
E o aparente descaso com o dinheiro? Na vida real, eles cheiram a grana como perdigueiros e, no entanto, se justificam: "Ihhh... como será que apareceu um milhão de reais na minha gaveta? Nem reparei. Ahhh... essa minha memória!..."
Adoro também ver as fotos das placas da Sudam. Sempre aparece um terreno baldio com a placa da Sudam e o nome pomposo da empresa fantasma, onde, às vezes, ao longe, um burro pensativo pasta...
E o objetivo "social" dos financiamentos da Sudam, da Sudene? Nunca é uma empresa para desenvolver algo; são ranários de 10 milhões, fabricas de componentes para piscinas, empresas de ursinhos de pelúcia, ou esta maravilhosa Usimar, que ia custar um bilhão de reais para fazer peças de carro, mais caro que três General Motors na caatinga.
Amo também ver o balé jurídico da impunidade. Assim que se pega o gatuno, ali, na boca da cumbuca, ali, na hora da mão grande, surgem logo os advogados, com ternos brilhantes, sisudos semblantes, liminares na cinta, cínica serenidade de cafajestes e, por trás deles, vemos as faculdades malfeitas, as chicaninhas decoradas, os diplomas comprados.
E logo acorrem os juízes das comarcas amigas, que dão liminares e mandados de segurança de madrugada, de pijama, no sólido apadrinhamento oligárquico, na cordialidade forense e freguesa, feita de protelações, desaforamentos,instâncias infinitas, até o momento em que surge um juiz decente e jovem, que condena alguém e é logo chamado exibicionista"...
Adoro as imposturas, as perfídias, as tretas, as burlarias, os sepulcros caiados, os cantos de sereia, as carícias de gato, os beijos de Judas, os abraços de tamanduá.
Adoro tudo, adoro a paisagem vagabunda de nossa vida brasileira, adoro esses exemplos de sordidez descarada, que tanto nos ensinam sobre o nosso Brasil.
Sou-lhes grato pelas sujas lições de antropologia, verdadeiros "gilbertos freyres" da endêmica sem-vergonhice nacional.
Só um sentimento me atormenta o coração: não sei porquê, também me passa pela cabeça a imagem dos corruptos chineses condenados e ajoelhados no chão, com o soldado alojando-lhes uma bala de fuzil na nuca.
Penso nestas cenas e sinto uma grande inveja da China. Por que será?
Disponível em: http://brasilbrasileiro.pro.br/ajabor2.htm. Acesso e captura em 22 abr. 07

sábado, 21 de abril de 2007

RETRATOS DO BRASIL













1ª foto= Povo na rua, protestando contra medida tomada por Hugo Chavéz, lá na Venezuela;
2ª foto= Torcedores para comprar ingresso para final do campeonato paulista de futebol;
3ª foto= Fãs aguardando show do Evanescence - SP;
A interpretação depende de cada internauta que acessar esse blog. Posso adiantar, que tais fotos nos permitem uma bela redação, um excelente artigo científico, vocês não acham?


sexta-feira, 20 de abril de 2007

O PODER DE UMA PICADURA

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PROSTRADA PELA PICADURA
A minha mulher também foi vítima do implacável mosquito. Ficou por três longos dias de “molho” na cama. Aqui em Cabo Frio o Bairro das Palmeiras é um dos vários locais onde a proliferação dos mosquitos, leva a doença ao estágio de quase epidemia. Em nosso condomínio, o surto é grande e o susto maior ainda, até porque, o número de imóveis fechados, que apresentam objetos acumuladores de água parada, é gritante.
Ser derrubado por um mísero inseto díptero, sem trocadilhos, é o fim da picada.
Em alguns lugares, face o alto índice de infortunados pela picadura do dito cujo, o poder judiciário expediu liminar para que agentes da Saúde Pública adentrassem os imóveis fechados. Mas, para que isso aconteça, alguns desgraçados têm que entrar em óbito.
Acredita-se, que o que se passa pela cabeça de determinados homens públicos, no que se refere ao caso em pauta, é a máxima de “numa guerra, perde-se alguns soldados, mas a guerra pode ser ganha”.
É preciso entender, que, neste caso, tem que ser pela vitória e pelo esforço da luta!



Principais criadouros do mosquito da Dengue e como você deve e pode colaborar:


1 - Manter as calhas sempre limpas; 2 - Guardar pneus em local coberto; 3 - Não deixar espalhados pelo quintal latas, plásticos, folhas secas acumulando água; 4 - Colocar areia grossa nos pratos de xaxim; 5 - Substituir a água das plantas por areia grossa; 6 - Manter as garrafas emborcadas ou em lugar coberto; 7 - Cobrir bem tambores e caixas d’água; 8 - Desinfetar periodicamente os ralos; 9 - Lavar os bebedouros dos animais com bucha; 10 - Manter as piscinas limpas e tratadas com cloro

domingo, 15 de abril de 2007

EU NÃO MATEI JOANA D´ARC E NEM ODETE ROITMANN E NEM O FARIA EM NOME DE DEUS

Francisco Carlos de Mattos*

E como Dante diz que não se faz ciência sem registrar o que se aprende, eu tenho anotado tudo nas

conversas que me parece essencial ¹..

Göebbels (ministro da propaganda de Hitler e pai do marketing) deve se remexer mais de mil vezes no túmulo sempre que seu pensamento é enunciado ou posto em prática. No atual contexto histórico, há sempre um jeito de fazer valer a máxima de que “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”.
Não é preciso muito esforço intelectual, para deduzir que os que gostam de fazer uso dela são pessoas afeitas a falácias, falcatruas e maldades com seus pares, visando benefícios próprios.
Assim caminha a humanidade, reafirmaria Lulu Santos, onde os que a compõem, para não perderem o seu quinhão profissional e/ou para defendê-lo, lançam mão das mais diversas e cruéis estratégias. Os mais malvados chegam ao cúmulo de, para não haver mais perturbação, mandar “pulverizar” os seus desafetos. Outros, menos drásticos, fazem de tudo para tornar a vida dos seus inimigos um verdadeiro inferno, ao ponto de levá-los ao suicídio. Depois aparecem no velório com cara de ´Madalena arrependida`, para disfarçar. E são menos drásticos como os algozes de Getúlio Vargas e os que levaram à renúncia de Jânio Quadros ou os assassinos de Chico Mendes, que devem sustentar que não fizeram nada de errado.
Numa dimensão menor, mas com propósitos iguais, e que muitas vezes pode levar pais de família aos extremos, quando introjetam um sentimento de fracasso diante das pessoas que dependem deles, o profissional que, aprendendo a se constituir cidadão e, por força dessa condição, não se cala diante de injustiças, cobrando, dos que estão ocupando cargos de chefia, atitudes éticas e de respeito à área em que pertence, é visto como empecilho, como obstáculo à ascensão dos mesmos, sendo por isso demitido ou, do jeito como acontece e para melhor caracterizar o ato, expurgado da empresa.
Algumas dificuldades para o que demite ou o incentivador aparecem nessa hora fatídica. No caso do demitido ser profissional da educação e, mais especificamente, professor, o embaraço começa quando o dito cujo não tem motivos óbvios para ser mandado embora, quando conseguiu construir um relacionamento de respeito e conquista de seres humanos, ao invés de vê-los simplesmente como alunos (em seu sentido etimológico de “sem luz”), como faz um número significativo de professores e mostrando-lhes que conhecimento científico não se dá e nem se passa. Ao contrário, ele se constrói através de muito esforço, sendo, segundo Maturana e Varela (1997), autopoiético.
Há quem incentive e quem aceite os estímulos. Esse, em cargo mais elevado, de direção, por exemplo, visando uma administração democrática, onde delegar poderes é parte integrante de tal estilo de gestão, acredita em tudo que os subalternos dizem, homologando as decisões tomadas, principalmente quando esses são verdadeiros aduladores que, numa visão maquiavélica, vivem à sombra do poder, sugando os benefícios que este oferece, para se perpetuar no posto ocupado. Na íntegra, sobre tal tema, o pensador, historiador, diplomata e músico italiano Nicolau Maquiavel (1994: 113) já lá no século XVI, assim profetizou:


(...)e estes são os aduladores de que as cortes estão pejadas: porque que os homens tanto se comprazem nas suas coisas próprias, e aí de tal modo se enganam, que com dificuldade se defendem desta peste, e, a quererem defender-se dela, correm perigo de se expor ao desprezo. Porque não há outro modo de o príncipe se guardar dos aduladores que não seja o conhecimento que os homens tenham de que o não ofendem com dizer a verdade; mas o facto é que também quando cada um pudesse dizer a verdade ao príncipe não se teria para com ele toda a reverência. um príncipe prudente deve usar, portanto, de um terceiro modo com eleger no seu Estado homens sábios e só a eles livre arbítrio para lhe dizerem a verdade, e apenas acerca daquelas coisas que lhes pergunte e não acerca doutras; mas deve interrogá-los acerca de tudo e, depois de lhe ouvir a opinião, deliberar por si, a seu modo; e deve, nos conselhos, portar-se de tal modo com cada um deles, que cada um deles, que cada um saiba que quanto mais livremente se lhe fale, tanto mais o que assim proceder lhe será aceite: fora dos conselhos não deve afrouxar nas decisões tomadas, e deve obstinar-se nas suas resoluções. Quem proceder de outro modo, ou é precipitado pelos aduladores, ou muda amiúde pela variedade dos pareceres; do que resultará que seja pouco apreciado.

Esta postura deixa antever que quem a assume, publicamente veste uma carapuça de incompetência e demonstra uma enorme insegurança ao ver questionados os seus atos. E, sendo assim, o contestador, por tal descomedimento e revelando um suposto conhecimento a mais que o contestado, precisa ser, como foi, expurgado do convívio dos demais, para não ter a oportunidade de ´contaminar` os outros. Calar uma voz herética, que macula o poder ou quem está nele, quem se apodera dele ou quem, doentiamente, introjeta o poder de tal maneira, que se entende como o próprio poder, é a primeira solução que vem à mente.
Larrosa (2004: 48), nessa linha de raciocínio, diz que

O poder não funciona apenas intimidando e fazendo calar. A presença do poder não se mostra apenas no silêncio submetido que ele produz. O poder está também nesse burburinho que não nos deixa respirar. E, muitas vezes, até mesmo na maioria das vezes, o poder está em todas essas incitações que nos fazem calar. Mas que nos exigem falar como está ordenado, segundo certos critérios de legitimidade.

Esse pensamento abre possibilidades de se buscar outras palavras mais simplórias, mais próximas do bom senso do senso comum, que caracterize o silenciado, quando o identifica como o “boi de piranha”, numa estratégia do boiadeiro, que faz primeiro passar o animal mais magrinho em outro ponto do rio, sacrificando-o, para que os outros atravessem sem correr riscos de serem devorados pelos terríveis peixes.
Assim, a partir do silenciamento, cria-se uma aura de medo entre os que ficam e o ambiente fica insustentável, irrespirável. Neste caso, o sentimento de impotência se agiganta pelos quatro cantos do lugar, fazendo com que alguns experimentem uma sensação de covardia pairando sobre suas cabeças.
Do jeito como as articulações são feitas nesses momentos, para surtirem os fins desejados, é muito provável que consigam imputar ao demérito a culpa pela morte de Joana D´Arc ou até mesmo, ficção à parte, Odete Roitmann. Não tendo como se defender de calúnias construídas para justificar o injustificável, o pensamento de Göebbels (reveja o 1º § desse artigo) toma força nessa hora. Quando a difamação é construída por pessoas que usam o nome de Deus num país de maioria católica e, portanto, crente neste Ser Supremo, que usa esse artifício como forma de ter credibilidade ante os seus pares, torna-se extremamente difícil reverter a situação.
O que se pode afiançar em comunhão com o pensamento da Banda de rock Camisa de Vênus no título de uma das suas várias composições, é que, também, “eu não matei Joana D´Arc” e nem há como figurar na lista dos prováveis assassinos de Odete Roitmann ou de Salomão Ayalla. Uma confissão precisa ser feita neste momento de suspeitas ou de denúncias de culpas infundadas, quando não se tem coragem de matar uma indefesa formiga: não se deve matar nem as próprias esperanças em nome de Deus, até por que existem muitos falsos profetas, profanando o nome Dele, mesmo se dizendo crente.
É preciso que os que ficam não se deixem levar pelo místico canto das sereias e procurem construir alternativas de sobrevivência bem distantes das adulações previstas e denunciadas por Maquiavel. Quem foi afastado do convívio dos demais, mesmo assim, busca fazer isso ainda como heróico esforço de não se permitir ser visto e entendido como covarde ou canalha que conspirou contra instituições, que lhe amparou ou como péssimo profissional como tentam lhe imputar. Certeau (1994: 287) em muito contribui com essa idéia, ao dizer que

os combatentes não carregam mais as armas de idéias ofensivas ou defensivas. Avançam camuflados em fatos, em dados e acontecimentos. Apresentam-se como os mensageiros de um “real”. Sua atitude assume a cor do terreno econômico e social. Quando avançam, o próprio terreno parece que também avança. Mas, de fato, eles o fabricam, simulam-no, usam-no como máscara, atribuem a si o crédito dele, criam assim a cena da sua lei.

É importante registrar aos leitores que fizeram parte desse enredo, principalmente os alunos, o quanto se respeita e se gosta da instituição e da profunda consideração nutrida por eles, razão incontestável pelos vinte e nove anos de efetivo exercício profissional no campo da educação.
Se não for pela vitória, tem que valer pelo esforço da luta!

* Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.
Nota: ¹.Disponível em: http://www.classicitaliani.it/machiav/mac64_let_05.htm. Acesso e captura 15 Abr. 07.
Referências bibliográficas
CERTEAU, Michel de. A Invenção Do Cotidiano – 1. Artes do fazer. . Petrópolis, Vozes, 1994.
LARROSA, Jorge. Pedagogia Profana: danças, piruetas e mascaradas. Tradução de Alfredo Veiga-Neto. 4. ed., 2ª imp. – Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. [Tradução de Carlos E. de Soveral]. 5. ed. – Lisboa: Guimarães Editores, 1994.
MATURANA, Humberto e VARELA, Francisco. De máquinas e seres vivos. Autopoiese, a Organização do Vivo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
MULLEM, Gustavo; NOVA, Marcelo (compositores). Eu não matei Joana D´Arc. Salvador, Brasil. Som Livre, 1983. Intérprete: Camisa de Vênus.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

LATIFUNDIÁRIO

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muito espaçoso em vida, era incapaz de ceder um mísero lugar para uma santa velhinha.
Dois terços da cama eram seus.

Muitas vezes, espalhafatosamente, ocupava toda ela e a mulher quando não estava, ali ao lado, no chão, dormia no sofá da sala ou no quarto com as crianças.
Agora, divide com as minhocas, um ´latifúndio`de 7 palmos que lhe coube no cemitério.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro so



De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro sobre a sua indignação quando caracterizaram o povo brasileiro de "chucro e ignorante" ou de "plebe rude e ignara"

Revoltante... nojento, mas, mola propulsora de uma boa reflexão. Assim pode-se caracterizar cada palavra ou expressão-chave que compõe o título-tema desta ponderação, excluindo, evidentemente, as lembranças de Darcy Ribeiro.
O que esperar de uma nação cujos políticos muito falam e pouco fazem e uma expressiva maioria demonstra através de atitudes, antes, durante e depois das respectivas casas legislativas, a intenção de trabalhar em causa própria, para se perpetuarem no poder? Como vislumbrar saídas para a extinção da fábrica de analfabetos totais e políticos, como denunciado por Bertold Brecht, que acabam se transformando no sustentáculo ou ponte, que facilitam o acesso e/ou retorno de canalhas ao poder político, que, através desse, conseguem muito rapidamente alcançar o poder econômico?
É possível encontrar mecanismos de transformação da escola, antes de se pensar e de se ter vontade de, inocentemente, mudar a sociedade? Pode-se pensar? É possível, ainda, aguçar a volição? Quanto tempo deve demorar para se ter resultados efetivos de implantação de outras culturas, de outros hábitos no campo da educação? O que é mais fácil: um elefante passar num buraco de agulha ou as faculdades de formação de professores desenvolverem um currículo que, verdadeiramente, forje a formação de educadores?
A princípio, é necessário que se entenda, principalmente os próprios profissionais que atuam na formação dos futuros educadores, que uma Instituição de Ensino Superior (IES) que têm por fim inserir no mercado os que vão desenvolver esse ofício, não podem e nem devem pensar que estão contribuindo com a formação de, por exemplo, matemáticos (livres pensadores dessa ciência espetacular), como satisfatoriamente faz o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), mas sim, de professores de Matemática, que precisam ter nessa empreitada acadêmica, sólida formação didático-pedagógica, para sustentar o conhecimento específico, que ocupa 75% da maioria das matrizes curriculares das IES brasileiras. Nesses 25% para a formação pedagógica, que tem disciplinas como Didática, Legislação Educacional, Fundamentos da Educação (Filosofia, Psicologia, Sociologia, História da Educação etc.) , o docente tem que se virar em estratégias didático-pedagógicas, para tentar levar o aluno a entender o porque de disciplinas tão "chatas", perdidas numa matriz curricular riquíssima de conhecimentos científicos, fazendo acreditar que se nas salas de aula tivesse pelo menos esse percentual o tema desse artigo poderia ter sido outro. O mesmo acontece em cursos como Letras e Biologia, onde os docentes contribuidores da/na formação de outros, também agem como se estivessem preparando grandes escritores, poetas, enfim, magníficos literatos ou profundos pesquisadores da/na área biológica. No mínimo, vão para as salas de aula, querendo fazer com os seus alunos, o que fizeram com eles.
Sem essa formação, os encontros didáticos se transformam em verdadeiros massacres, as salas de aula em arenas ou, para amenizar o impacto desse cenário, numa tremenda torre de babel, onde o que se fala, não se entende. Aulas chatas com professores estressados e com pré-adolescentes e adolescentes sem limites e com TPM (Tensão Pré-Maturidade ou Tentando Pirar o Mestre), transformam-se no real panorama do inferno.
Tudo isso é um prato feito para o surgimento e as inserções de programas, falas e pensamentos e as incúrias de governantes com a ausência de políticas públicas. Assim, péssima formação acadêmica de professores, que já chegam na escola estressados, aulas chatas e alunos desmotivados e sem limites, abrem as portas do “confessionário” para os Big Brothers da vida apresentando os “heróis” criados por Pedro Bial. Alemão é a sensação do momento, assim como o milésimo gol de Romário. Só esses dois, e não se vai listar tantos, já conseguem fazer o povo esquecer das barbáries cotidianas, das crueldades com crianças, como a feita com o inocente João Hélio aqui no RJ, arrastado por cerca de sete quilômetros pela Zona Norte do Rio, preso ao cinto de segurança do carro de sua mãe ou com Guilherme de Oliveira Frezze, atingido com tiro na nuca em tentativa de assalto no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul ou, ainda, Alanda Ezequiel, de 13 anos, baleada e morta em Vila Isabel na troca de tiros entre polícia e bandidos e, em São Paulo, Priscila Aprígio, também de 13 anos, que ficou paraplégica, sem falar nos adultos que, infelizmente, têm os mesmos destinos. Depois disso tudo, não se tem como ficar tão revoltado assim, quando da declaração de Thierry Henry, jogador da seleção francesa de futebol, mais novo carrasco da nossa, quando do ajeitar os ralos cabelos ou a sobrancelha ou aquela sutil ajeitadinha na cueca, que cismava em entrar onde não devia de Roberto Carlos, fez o gol da vitória, que desclassificou o Brasil, afirmando que

Brasileiros jogam bem porque não estudam!
O atacante francês Thierry Henry ironizou, nesta quinta-feira, a aptidão dos brasileiros com a bola nos pés. Ele disse que precisava estudar quando era criança e não tinha o mesmo tempo para jogar o futebol que têm os garotos brasileiros. "É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança, precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles (brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h".

Não estudam e jogam bola. São, mais ou menos, dez horas por dia de futebol. Esste é um esporte que, supostamente, dá prazer e, além disso, está no imaginário da população fazer a conexão entre a sua prática e muito dinheiro. E quem não se desenvolve para o futebol, queda-se para o mundo do samba. São duas atividades, que, literalmente, dependem de destrezas, habilidades motoras (na linguagem popular, jogo de cintura), mas que, dificilmente, segundo Certeau (1994), conseguem levar o homem ordinário a criar astúcias,
ou seja, recriar no cotidiano práticas de vida, seus desejos e sonhos, e mesmo assim, como já discutido ao longo desse artigo, não o leva a se desvencilhar e se livrar das balas perdidas.
Enfim, acredita-se de extrema importância, resgatar o pensamento e a angústia do saudoso professor Darcy Ribeiro, quando imputavam aos brasileiros adjetivações de povo chucro e ignorante ou plebe rude e ignara. Como grande e estudioso antropólogo, demonstrava cientificamente, que tal maldade não passava de simples relativismo cultural. A cultura de cada povo tem as suas riquezas e para ele não existe outra mais rica. A riqueza cultural de um povo só pode ser avaliada pelo próprio povo.
Não se pode deixar cair na folia e na euforia futebolística em se pensar, que, realmente, o povo precisa é mesmo de futebol e carnaval. O época histórica do pão e circo já acabou, mas, vez ou outra, tenta retornar e dá a impressão de que conseguiu. O que se precisa mesmo, é do resgate da alegria, da sensação de bem estar na e para a sala de aula, se é que um dia ela já tenha passeado por lá, até porque, só se pode resgatar aquilo que já tenha existido. Do contrário, ninguém resistirá o tédio e o clima de velório em nossas escolas. Muitas já estão assim.
Referência Bibliográfica

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1 arte de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994.


terça-feira, 10 de abril de 2007

PLEBE RUDE E IGNARA, SEGUNDO THIERRY HENRY



Estou com um título-tema na cabeça, que, pelo tamanho, já é um texto propriamente dito (ou será escrito?).
Vou cunhá-lo a seguir, só que, antes, é necessário publicar uma matéria sobre entrevista dada pelo suposto carrasco francês na última copa do mundo, o pseudo jogador-intelectual Thierry Henry. Vamos à matéria:

Os deuses e os anjos da bola
Por Leneide Duarte-Plon, de Paris em 4/7/2006
Quem compete pode ganhar, mas também pode perder. Por que o Brasil seria o único país que não pode perder num campo de futebol? E que tal se começássemos a querer ganhar em outros campos? Que tal se puséssemos nossas crianças nas escolas em tempo integral, com ensino obrigatório (de qualidade e universal) até os 16 anos, como na França? E se investíssemos em pesquisa científica em vez de comprar patentes e vender matérias-primas, como fazemos há séculos? Começaríamos, quem sabe, a aspirar a prêmios como um Nobel de medicina, de física etc.
Nesse sentido, vale a pena transcrever o comentário de Vinicius Mota (2/7), colunista da Folha de S. Paulo:
"Escola em tempo integral para todos. Como disse Thierry Henry, o atacante francês que carimbou o passaporte de volta dos canarinhos para o ninho (quem se lembra do hit da Copa de 1982?), ‘o Brasil é um celeiro de craques porque os meninos aqui ficam jogando bola o tempo todo, enquanto os franceses têm de ficar na escola o tempo todo’".
Disponível em: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=388JDB005 . Acesso e captura em 10 abr 07.

Terra escreveu:
Brasileiros jogam bem porque não estudam, insinua Henry O atacante francês Thierry Henry ironizou, nesta quinta-feira, a aptidão dos brasileiros com a bola nos pés. Ele disse que precisava estudar quando era criança e não tinha o mesmo tempo para jogar o futebol que têm os garotos brasileiros. "É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança, precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles (brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h", afirmou.
http://esportes.terra.com.br/futebol/copa2006/selecoes/interna/0,,OI1056503-EI5720,00.html. Acesso e captura em 10 abr 07.
Agora o título-tema do provável texto, antes que eu esqueça:
"De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro sobre a sua indignação quando caracterizaram o povo brasileiro de "chucro e ignorante" ou de "plebe rude e ignara".


domingo, 8 de abril de 2007

DA PRÁTICA POLÍTICO-PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA POLÍTICA DA PRÁTICA: PENSANDO O PPP



DA PRÁTICA POLÍTICO-PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA POLÍTICA DA PRÁTICA: PENSANDO O PPP
Francisco Carlos de Mattos *

Desconhecimento e descrédito. O primeiro por falta de estudos. Na verdade, pela ausência da cultura de estudos, de pesquisa, de leitura e escrita no nosso país. O segundo enquanto conseqüência do primeiro, que, numa combinação de negativismos, esboça os contornos de uma imagem, que se pretende bem longe daqui.
A título de esclarecimento, pretende-se discorrer neste breve espaço sobre a importância da construção do Projeto Político Pedagógico para as nossas escolas e do valor da participação de todos os elementos que compõem a comunidade escolar, mais especificamente a do professor.
O primeiro parágrafo é uma referência ao que, infelizmente, acontece com parcela significativa de professores no que diz respeito à construção de tão importante documento norteador de caminhos de sucesso para a escola, quando prima pela conquista da autonomia e da formação política de todos que compõem a comunidade escolar e quando existe condições de promoção do desenvolvimento do cidadão em plena acepção da palavra.
O PPP absorve, além do imaginário dos bons profissionais, o desejo de uma escola plural, interdisciplinar, multicultural, holística. Entretanto, para que se efetive, é necessário que essa volição esteja no âmago de todos. Nessa perspectiva, percebe-se que, já que não é a instituição que forma o profissional e sim o contrário, nesse mergulho sem volta no fundo do poço das ambições capitalistas, pouquíssimos professores buscam construir esse panorama filosófico do que seja educação e do que ela representa para o ser humano. A idéia de escola com as características apontadas no início deste parágrafo depende de uma educação primeira, que até pouco tempo era dever da família que, infelizmente, fazendo parte dessa mesma sociedade e até mesmo sendo, em muitos momentos, o seu esteio, encontra-se na mesma passagem subterrânea verticalizada e, também, quase lá no fundo.
A concepção de PPP passa pelos estudos de muitos pesquisadores e entre esses, elege-se o pensamento de Veiga (1996) para esclarecer as melhores pontuações sobre momento tão importante para a comunidade escolar. Afirma a autora que

O projeto político-pedagógico busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um
compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar
intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população majoritária.
´É político, no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. A

dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica.’ (Saviani
1983, p.93). (...) Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do
cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e
as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade (1996: 12).

A adjetivação (bom) empregada no 4º § acima para definir o profissional, deve-se não somente àqueles que conseguiram galgar os mais altos degraus da escada da escolarização em cursos de pós-graduação stricto sensu, como mestrado, doutorado, pós-doutorado etc., pois, como já afirmado, esses predicados independem de escolarização. Qualidade de bom profissional se percebe pelo comprometimento com as causas educativas e, principalmente, com a contribuição nas formações humana e política do indivíduo. É por esse meandro que a concepção de holismo toma corpo nessas análises, assim como deveria ser preocupação constante na formação dos futuros educadores e das próximas gerações. Assim sendo, a inquietação deveria estar voltada para se encontrar um jeito de harmonizar o homem à natureza, ao meio em que se insere, buscando o equilíbrio dos aspectos físico, espiritual, emocional, mental, etc.. Há que se entender, que o ser humano não se constitui só de cabeça com a prevalência do intelecto em detrimento dos outros aspectos, como também não pode ser avaliado, visto, compreendido como somente consciência ou emoções. O homem é um ser complexo e só pode ser entendido no conjunto dessas características que o definem. Portanto, é o homem um ser essencialmente holístico.
Não existe instituição alguma extra-família que tenha se destacado por se preocupar com a educação de valores humanos antes da inquietação com o domínio do conhecimento científico. Não se prepara primeiro o intelectual para depois se pensar no homem bom, íntegro, fraterno; enfim, humano.
Para a construção de uma fundamentação bem sólida do PPP, mister se faz uma formação humana bem estruturada, que se faça carro-chefe de tal empreitada. Logo a seguir, pode-se recomendar a formação acadêmica.
Para que a essência do PPP possa surtir o efeito desejado, quando da inserção dos alunos egressos na sociedade, sabe-se que deveria haver também transformações em outros setores desse contexto mais amplo, a começar pela economia e, mais especificamente, pela má distribuição de renda, que se apresenta como a face obscura das injustiças sociais. Não se conseguindo extirpar esse câncer da sociedade, pouco efeito terá um PPP necessariamente democrático, filosoficamente profundo.
Isso é assunto para outros MOMENTOS e que não se sinta nessas palavras finais o gosto amargo do derrotista.
Se não for pela vitória, valerá pelo esforço da luta!

* Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

Referências Bibliográficas
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. São Paulo: Cortez, Autores Associados, 1983.
VEIGA, Ilma P. A. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, Ilma P. A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1996.



BOA PÁSCOA A TODOS ! ! !



Feliz Páscoa!

Que o seu TALENTO
traga muito
DIAMANTE NEGRO
e
OURO BRANCO,
além de muito
PRESTÍGIO
em sua vida,
e que tudo isto cause a
SENSAÇÃO
de estar em um
MUNDY
de alegrias
vivendo um
SONHO DE VALSA
embalado por uma
SERENATA de AMOR
para que todos nós, a todo momento gritemos:
BIS!!!!!!

Boas energias e grande abraço...
OBS.: Mensagem recebida pela amiga Jaqueline Assis, que está lá em Foz de Iguaçu.

Compenetrado para 2010

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Visto pela webCam

EU, COMPENETRADO!

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Eu_pela_camara_do_celular

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EUNAPAZ

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SORRISO É O ESPELHO DA ALMA.

EU

DE PÉ E À ORDEM... SEMPRE!

"PROF, FRANCISCO MATTOS OE DO ALFREDO CASTRO E MÁRCIA FRANCESCONI

ENCONTRO DE MAÇONS

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Boca da Barra - CF

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O VERDE É LINDO!

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