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quinta-feira, 12 de abril de 2007

LATIFUNDIÁRIO

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muito espaçoso em vida, era incapaz de ceder um mísero lugar para uma santa velhinha.
Dois terços da cama eram seus.

Muitas vezes, espalhafatosamente, ocupava toda ela e a mulher quando não estava, ali ao lado, no chão, dormia no sofá da sala ou no quarto com as crianças.
Agora, divide com as minhocas, um ´latifúndio`de 7 palmos que lhe coube no cemitério.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro so



De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro sobre a sua indignação quando caracterizaram o povo brasileiro de "chucro e ignorante" ou de "plebe rude e ignara"

Revoltante... nojento, mas, mola propulsora de uma boa reflexão. Assim pode-se caracterizar cada palavra ou expressão-chave que compõe o título-tema desta ponderação, excluindo, evidentemente, as lembranças de Darcy Ribeiro.
O que esperar de uma nação cujos políticos muito falam e pouco fazem e uma expressiva maioria demonstra através de atitudes, antes, durante e depois das respectivas casas legislativas, a intenção de trabalhar em causa própria, para se perpetuarem no poder? Como vislumbrar saídas para a extinção da fábrica de analfabetos totais e políticos, como denunciado por Bertold Brecht, que acabam se transformando no sustentáculo ou ponte, que facilitam o acesso e/ou retorno de canalhas ao poder político, que, através desse, conseguem muito rapidamente alcançar o poder econômico?
É possível encontrar mecanismos de transformação da escola, antes de se pensar e de se ter vontade de, inocentemente, mudar a sociedade? Pode-se pensar? É possível, ainda, aguçar a volição? Quanto tempo deve demorar para se ter resultados efetivos de implantação de outras culturas, de outros hábitos no campo da educação? O que é mais fácil: um elefante passar num buraco de agulha ou as faculdades de formação de professores desenvolverem um currículo que, verdadeiramente, forje a formação de educadores?
A princípio, é necessário que se entenda, principalmente os próprios profissionais que atuam na formação dos futuros educadores, que uma Instituição de Ensino Superior (IES) que têm por fim inserir no mercado os que vão desenvolver esse ofício, não podem e nem devem pensar que estão contribuindo com a formação de, por exemplo, matemáticos (livres pensadores dessa ciência espetacular), como satisfatoriamente faz o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), mas sim, de professores de Matemática, que precisam ter nessa empreitada acadêmica, sólida formação didático-pedagógica, para sustentar o conhecimento específico, que ocupa 75% da maioria das matrizes curriculares das IES brasileiras. Nesses 25% para a formação pedagógica, que tem disciplinas como Didática, Legislação Educacional, Fundamentos da Educação (Filosofia, Psicologia, Sociologia, História da Educação etc.) , o docente tem que se virar em estratégias didático-pedagógicas, para tentar levar o aluno a entender o porque de disciplinas tão "chatas", perdidas numa matriz curricular riquíssima de conhecimentos científicos, fazendo acreditar que se nas salas de aula tivesse pelo menos esse percentual o tema desse artigo poderia ter sido outro. O mesmo acontece em cursos como Letras e Biologia, onde os docentes contribuidores da/na formação de outros, também agem como se estivessem preparando grandes escritores, poetas, enfim, magníficos literatos ou profundos pesquisadores da/na área biológica. No mínimo, vão para as salas de aula, querendo fazer com os seus alunos, o que fizeram com eles.
Sem essa formação, os encontros didáticos se transformam em verdadeiros massacres, as salas de aula em arenas ou, para amenizar o impacto desse cenário, numa tremenda torre de babel, onde o que se fala, não se entende. Aulas chatas com professores estressados e com pré-adolescentes e adolescentes sem limites e com TPM (Tensão Pré-Maturidade ou Tentando Pirar o Mestre), transformam-se no real panorama do inferno.
Tudo isso é um prato feito para o surgimento e as inserções de programas, falas e pensamentos e as incúrias de governantes com a ausência de políticas públicas. Assim, péssima formação acadêmica de professores, que já chegam na escola estressados, aulas chatas e alunos desmotivados e sem limites, abrem as portas do “confessionário” para os Big Brothers da vida apresentando os “heróis” criados por Pedro Bial. Alemão é a sensação do momento, assim como o milésimo gol de Romário. Só esses dois, e não se vai listar tantos, já conseguem fazer o povo esquecer das barbáries cotidianas, das crueldades com crianças, como a feita com o inocente João Hélio aqui no RJ, arrastado por cerca de sete quilômetros pela Zona Norte do Rio, preso ao cinto de segurança do carro de sua mãe ou com Guilherme de Oliveira Frezze, atingido com tiro na nuca em tentativa de assalto no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul ou, ainda, Alanda Ezequiel, de 13 anos, baleada e morta em Vila Isabel na troca de tiros entre polícia e bandidos e, em São Paulo, Priscila Aprígio, também de 13 anos, que ficou paraplégica, sem falar nos adultos que, infelizmente, têm os mesmos destinos. Depois disso tudo, não se tem como ficar tão revoltado assim, quando da declaração de Thierry Henry, jogador da seleção francesa de futebol, mais novo carrasco da nossa, quando do ajeitar os ralos cabelos ou a sobrancelha ou aquela sutil ajeitadinha na cueca, que cismava em entrar onde não devia de Roberto Carlos, fez o gol da vitória, que desclassificou o Brasil, afirmando que

Brasileiros jogam bem porque não estudam!
O atacante francês Thierry Henry ironizou, nesta quinta-feira, a aptidão dos brasileiros com a bola nos pés. Ele disse que precisava estudar quando era criança e não tinha o mesmo tempo para jogar o futebol que têm os garotos brasileiros. "É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança, precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles (brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h".

Não estudam e jogam bola. São, mais ou menos, dez horas por dia de futebol. Esste é um esporte que, supostamente, dá prazer e, além disso, está no imaginário da população fazer a conexão entre a sua prática e muito dinheiro. E quem não se desenvolve para o futebol, queda-se para o mundo do samba. São duas atividades, que, literalmente, dependem de destrezas, habilidades motoras (na linguagem popular, jogo de cintura), mas que, dificilmente, segundo Certeau (1994), conseguem levar o homem ordinário a criar astúcias,
ou seja, recriar no cotidiano práticas de vida, seus desejos e sonhos, e mesmo assim, como já discutido ao longo desse artigo, não o leva a se desvencilhar e se livrar das balas perdidas.
Enfim, acredita-se de extrema importância, resgatar o pensamento e a angústia do saudoso professor Darcy Ribeiro, quando imputavam aos brasileiros adjetivações de povo chucro e ignorante ou plebe rude e ignara. Como grande e estudioso antropólogo, demonstrava cientificamente, que tal maldade não passava de simples relativismo cultural. A cultura de cada povo tem as suas riquezas e para ele não existe outra mais rica. A riqueza cultural de um povo só pode ser avaliada pelo próprio povo.
Não se pode deixar cair na folia e na euforia futebolística em se pensar, que, realmente, o povo precisa é mesmo de futebol e carnaval. O época histórica do pão e circo já acabou, mas, vez ou outra, tenta retornar e dá a impressão de que conseguiu. O que se precisa mesmo, é do resgate da alegria, da sensação de bem estar na e para a sala de aula, se é que um dia ela já tenha passeado por lá, até porque, só se pode resgatar aquilo que já tenha existido. Do contrário, ninguém resistirá o tédio e o clima de velório em nossas escolas. Muitas já estão assim.
Referência Bibliográfica

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1 arte de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994.


terça-feira, 10 de abril de 2007

PLEBE RUDE E IGNARA, SEGUNDO THIERRY HENRY



Estou com um título-tema na cabeça, que, pelo tamanho, já é um texto propriamente dito (ou será escrito?).
Vou cunhá-lo a seguir, só que, antes, é necessário publicar uma matéria sobre entrevista dada pelo suposto carrasco francês na última copa do mundo, o pseudo jogador-intelectual Thierry Henry. Vamos à matéria:

Os deuses e os anjos da bola
Por Leneide Duarte-Plon, de Paris em 4/7/2006
Quem compete pode ganhar, mas também pode perder. Por que o Brasil seria o único país que não pode perder num campo de futebol? E que tal se começássemos a querer ganhar em outros campos? Que tal se puséssemos nossas crianças nas escolas em tempo integral, com ensino obrigatório (de qualidade e universal) até os 16 anos, como na França? E se investíssemos em pesquisa científica em vez de comprar patentes e vender matérias-primas, como fazemos há séculos? Começaríamos, quem sabe, a aspirar a prêmios como um Nobel de medicina, de física etc.
Nesse sentido, vale a pena transcrever o comentário de Vinicius Mota (2/7), colunista da Folha de S. Paulo:
"Escola em tempo integral para todos. Como disse Thierry Henry, o atacante francês que carimbou o passaporte de volta dos canarinhos para o ninho (quem se lembra do hit da Copa de 1982?), ‘o Brasil é um celeiro de craques porque os meninos aqui ficam jogando bola o tempo todo, enquanto os franceses têm de ficar na escola o tempo todo’".
Disponível em: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=388JDB005 . Acesso e captura em 10 abr 07.

Terra escreveu:
Brasileiros jogam bem porque não estudam, insinua Henry O atacante francês Thierry Henry ironizou, nesta quinta-feira, a aptidão dos brasileiros com a bola nos pés. Ele disse que precisava estudar quando era criança e não tinha o mesmo tempo para jogar o futebol que têm os garotos brasileiros. "É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança, precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles (brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h", afirmou.
http://esportes.terra.com.br/futebol/copa2006/selecoes/interna/0,,OI1056503-EI5720,00.html. Acesso e captura em 10 abr 07.
Agora o título-tema do provável texto, antes que eu esqueça:
"De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro sobre a sua indignação quando caracterizaram o povo brasileiro de "chucro e ignorante" ou de "plebe rude e ignara".


domingo, 8 de abril de 2007

DA PRÁTICA POLÍTICO-PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA POLÍTICA DA PRÁTICA: PENSANDO O PPP



DA PRÁTICA POLÍTICO-PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA POLÍTICA DA PRÁTICA: PENSANDO O PPP
Francisco Carlos de Mattos *

Desconhecimento e descrédito. O primeiro por falta de estudos. Na verdade, pela ausência da cultura de estudos, de pesquisa, de leitura e escrita no nosso país. O segundo enquanto conseqüência do primeiro, que, numa combinação de negativismos, esboça os contornos de uma imagem, que se pretende bem longe daqui.
A título de esclarecimento, pretende-se discorrer neste breve espaço sobre a importância da construção do Projeto Político Pedagógico para as nossas escolas e do valor da participação de todos os elementos que compõem a comunidade escolar, mais especificamente a do professor.
O primeiro parágrafo é uma referência ao que, infelizmente, acontece com parcela significativa de professores no que diz respeito à construção de tão importante documento norteador de caminhos de sucesso para a escola, quando prima pela conquista da autonomia e da formação política de todos que compõem a comunidade escolar e quando existe condições de promoção do desenvolvimento do cidadão em plena acepção da palavra.
O PPP absorve, além do imaginário dos bons profissionais, o desejo de uma escola plural, interdisciplinar, multicultural, holística. Entretanto, para que se efetive, é necessário que essa volição esteja no âmago de todos. Nessa perspectiva, percebe-se que, já que não é a instituição que forma o profissional e sim o contrário, nesse mergulho sem volta no fundo do poço das ambições capitalistas, pouquíssimos professores buscam construir esse panorama filosófico do que seja educação e do que ela representa para o ser humano. A idéia de escola com as características apontadas no início deste parágrafo depende de uma educação primeira, que até pouco tempo era dever da família que, infelizmente, fazendo parte dessa mesma sociedade e até mesmo sendo, em muitos momentos, o seu esteio, encontra-se na mesma passagem subterrânea verticalizada e, também, quase lá no fundo.
A concepção de PPP passa pelos estudos de muitos pesquisadores e entre esses, elege-se o pensamento de Veiga (1996) para esclarecer as melhores pontuações sobre momento tão importante para a comunidade escolar. Afirma a autora que

O projeto político-pedagógico busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um
compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar
intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população majoritária.
´É político, no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. A

dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica.’ (Saviani
1983, p.93). (...) Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do
cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e
as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade (1996: 12).

A adjetivação (bom) empregada no 4º § acima para definir o profissional, deve-se não somente àqueles que conseguiram galgar os mais altos degraus da escada da escolarização em cursos de pós-graduação stricto sensu, como mestrado, doutorado, pós-doutorado etc., pois, como já afirmado, esses predicados independem de escolarização. Qualidade de bom profissional se percebe pelo comprometimento com as causas educativas e, principalmente, com a contribuição nas formações humana e política do indivíduo. É por esse meandro que a concepção de holismo toma corpo nessas análises, assim como deveria ser preocupação constante na formação dos futuros educadores e das próximas gerações. Assim sendo, a inquietação deveria estar voltada para se encontrar um jeito de harmonizar o homem à natureza, ao meio em que se insere, buscando o equilíbrio dos aspectos físico, espiritual, emocional, mental, etc.. Há que se entender, que o ser humano não se constitui só de cabeça com a prevalência do intelecto em detrimento dos outros aspectos, como também não pode ser avaliado, visto, compreendido como somente consciência ou emoções. O homem é um ser complexo e só pode ser entendido no conjunto dessas características que o definem. Portanto, é o homem um ser essencialmente holístico.
Não existe instituição alguma extra-família que tenha se destacado por se preocupar com a educação de valores humanos antes da inquietação com o domínio do conhecimento científico. Não se prepara primeiro o intelectual para depois se pensar no homem bom, íntegro, fraterno; enfim, humano.
Para a construção de uma fundamentação bem sólida do PPP, mister se faz uma formação humana bem estruturada, que se faça carro-chefe de tal empreitada. Logo a seguir, pode-se recomendar a formação acadêmica.
Para que a essência do PPP possa surtir o efeito desejado, quando da inserção dos alunos egressos na sociedade, sabe-se que deveria haver também transformações em outros setores desse contexto mais amplo, a começar pela economia e, mais especificamente, pela má distribuição de renda, que se apresenta como a face obscura das injustiças sociais. Não se conseguindo extirpar esse câncer da sociedade, pouco efeito terá um PPP necessariamente democrático, filosoficamente profundo.
Isso é assunto para outros MOMENTOS e que não se sinta nessas palavras finais o gosto amargo do derrotista.
Se não for pela vitória, valerá pelo esforço da luta!

* Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

Referências Bibliográficas
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. São Paulo: Cortez, Autores Associados, 1983.
VEIGA, Ilma P. A. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, Ilma P. A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1996.



BOA PÁSCOA A TODOS ! ! !



Feliz Páscoa!

Que o seu TALENTO
traga muito
DIAMANTE NEGRO
e
OURO BRANCO,
além de muito
PRESTÍGIO
em sua vida,
e que tudo isto cause a
SENSAÇÃO
de estar em um
MUNDY
de alegrias
vivendo um
SONHO DE VALSA
embalado por uma
SERENATA de AMOR
para que todos nós, a todo momento gritemos:
BIS!!!!!!

Boas energias e grande abraço...
OBS.: Mensagem recebida pela amiga Jaqueline Assis, que está lá em Foz de Iguaçu.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

UM DIA A CASA CAI... AH, COMO CAI!

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O que é construído à base do ódio, da vingança, do medo (em qualquer circunstância) e da infelicidade do outro, não tem como ficar por muito tempo estruturado de tal modo, que não tenha nenhuma rachadura, nenhum pequeno tremor no alicerce, nenhum comprometimento, que não nos faça acreditar que... UM DIA A CASA NÃO CAIA.

Tenho certeza, que um dia A CASA CAI... AH, COMO CAI! E quando cair, espero que não venham me dizer, que aconteceu por minha vingança. Afirmarei que não será por causa disso e sim, por pura JUSTIÇA!


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quinta-feira, 5 de abril de 2007

MIL MEU COM MIL SEU...



Um dia acontece!
Ele merece alcançar o seu objetivo. Pelo que já fez ao futebol-arte por esse mundo de meu Deus, e por ser super gente boa, simpatissíssimo, o típico bom malandro e agora, com o nascimento da sua filha com síndrome de Down, ele demonstra uma outra faceta, que vem se somar à sua galeria de bom moço, manifestando com muita responsabilidade a figura do pai carinhoso e presente.
Só, que, independente de tudo isso, enquanto bom rubro-negro que sou, não posso deixar de registrar neste espaço o que anda circulando pela internet. É muito hilário!














terça-feira, 3 de abril de 2007

INTERESSANTÍSSIMO


VALE A PENA LER. MUITO LEGAL!!!
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Como simplificar um texto científico
Beto Holsel
Colaboração: Alexandre Oda e João Carlos Holland de Barcellos

Muitos textos científicos são escritos numa linguagem de difícil compreensão para o grande público. Torna-se necessário traduzi-los para torná-los mais acessíveis ou, pelo menos, para uma difusão mais extensiva da profundidade do pensamento científico. Isto pode ser feito com aplicação de um método engenhoso que consiste na reunião de conceitos fragmentados em outros mais abrangentes que, numa sucessão progressiva de sínteses - ou estágios - reduzem a complexidade do texto original até o nível de compreensão desejado.
Se estas colocações parecem ainda obscuras ou abstratas - o que mostra que são científicas - um exemplo muito simples ilustrará o método e facultará ao leitor esperto praticá-lo em outros textos. O exemplo que daremos a seguir é o de um texto altamente informativo em que são discerníveis elementos de Química, Física, Botânica, Geometria e outras disciplinas.
Como se verificará, entretanto, essa massa de compreensão pode ficar mais próxima. Ao final do quinto estágio, surgirá, clara e límpida, a síntese mais refinada daquele texto, antes incompreensível, que brilhará singela e cristalina, evidenciando a eficácia do nosso método.
TEXTO ORIGINAL
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, Linneu, isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo a impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo de alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifica, Linneu.
No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena deformidade que lhe é peculiar.
Agora, o texto "trabalhado" para que vocês possam compreender tudinho:
PRIMEIRO ESTÁGIO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente ao paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo.
Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
SEGUNDO ESTÁGIO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem o sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas, todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
TERCEIRO ESTÁGIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel. Porém não muda de forma quando pressionado.
QUARTO ESTÁGIO
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
QUINTO ESTÁGIO
Rapadura é doce, mas não é mole
.
Disponível em:
http://www.humornaciencia.com.br/laboratorio/simples.htm . Acessado e capturado em 3-abr-07
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quinta-feira, 29 de março de 2007

SÓ FALTAVA ELA....


Muito interessante o mini-conto da Lygia...

Confissão
Lygia Fagundes Telles
- Fui me confessar ao mar.
- E o que ele disse?
- Nada.
www.agenciariff.com.br/entrevistas/default.asp . Acessado e capturado em 28 mar. 07.


quarta-feira, 28 de março de 2007

Literatura em seu formato mínimo


por: Lielson Zeni

Os Mini-contos transitam entre vários "gêneros": piadas, diálogos, trechos de histórias, clímax, contos e brincadeiras com a forma reduzida. Essa variedade provavelmente se deve à novidade do formato mini-conto. Não há um canône instituído no gênero. Um texto que sirva de espelho para os autores. Acredito que em breve essa carga cairá no colo de Dalton Trevisan, autor conhecido pelas formas curtas e diretas, que já tem trabalhado com trechos de seus próprios contos não maiores que um parágrafo, contos hai-cais, mini-contos e passagenzinhas (como nas obras "111 Ais" e "234"). No geral, o livro é muito interessante. Vários dos textos são muito bons. Uma concisão assustadora.
Uma gama de significados enterrada em (e entre) 50 letras. Parece ser um trabalho de genialidade impar. Mas não é bem assim. Já aparecem autores baseados em fórmulas fáceis. Aquelas fórmulas que resolvem o caso sem muito trabalho. Sejamos práticos. Veja o exemplo:
Gravidez Não acredito..
Marcelino Freire propôs a 100 autores brasileiros que escrevessem um conto, ou melhor, mini-conto, em até 50 letras. Não entram na conta sinais de pontuação ou o título. O que se apresenta como resultado desse desafio é o livro "Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século".

Disponível em: http://www.bonde.com.br/colunistas/colunistasd.php?id_artigo=1386
.Acessado e capturado em 28 mar. 07.
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OS MINI-CONTOS... MUITO INTERESSANTE!!!

Vale a pena resgatar como que surgiu a idéia-vontade de escrever mini-contos, já que sou simpatizante do movimento poético nipônico, denominado de hai-cai.
Um certo dia, uma colega escreveu uma frase em que aparecia o verbo coube. Cunhou corretamente o vocábulo, mas não se sabe porquê cargas d´água, uma dúvida pairou sobre a sua cabeça e ela cismou em ver a palavra escrita por alguém. É neste momento que eu apareço com o mini-conto.
Primeiro escrevi-lhe a seguinte setença: "Coube ao companheiro Francisco trazer-nos as boas novas!" e logo a seguir, surgiu tal texto:
"Muito espaçoso em vida, era incapaz de ceder um mísero lugar para uma santa velhinha.
Agora, divide com as minhocas um ´latifúndio`de 7 palmos, que lhe coube no cemitério."
Percebi, então, que havia produzido um mini-conto. Procurei fazer-lhe uns ajustes e o ampliei para:
" Muito espaçoso em vida, era incapaz de ceder um mísero lugar para uma santa velhinha.
Dois terços da cama eram seus. Muitas vezes, espalhafatosamente, ocupava toda ela e a mulher quando não estava, ali ao lado, no chão, dormia no sofá da sala ou no quarto com as crianças.
Agora, divide com as minhocas, um ´latifúndio`de 7 palmos que lhe coube no cemitério."
Falta-me um título.
Aguardo contribuição dos amigos internautas!
A seguir, dando seguimento a este tema, busquei algumas informações técnicas sobre os mini-contos.

Compenetrado para 2010

Compenetrado para 2010
Visto pela webCam

EU, COMPENETRADO!

EU, COMPENETRADO!

Eu_pela_camara_do_celular

Eu_pela_camara_do_celular

EUNAPAZ

EUNAPAZ
SORRISO É O ESPELHO DA ALMA.

EU

DE PÉ E À ORDEM... SEMPRE!

"PROF, FRANCISCO MATTOS OE DO ALFREDO CASTRO E MÁRCIA FRANCESCONI

ENCONTRO DE MAÇONS

ENCONTRO DE MAÇONS

PANÓPTICO VIRTUAL

Boca da Barra - CF

Boca da Barra - CF

Serra do Rio Rastro (http://www.panoramio.com/photo/752018)

Serra do Rio Rastro (http://www.panoramio.com/photo/752018)
O VERDE É LINDO!

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