quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
domingo, 25 de março de 2012
CARTA À FUNCAB
CARTA À FUNCAB (Empresa responsável pela organização do concurso público de Armação dos Búzios)
Senhores, boa tarde,
Percebi, dentro dos meus parcos conhecimentos na área da educação e tendo participado de muitos concursos públicos para o Magistério (docência e Orientação Educacional), alguns detalhes no Edital que me são desconhecidos. Os caracterizei como equívocos; mas, posso, eu, estar equivocado. De qualquer forma, ficam aqui as minhas observações, no sentido de contribuição. Se eu estiver errado, peço-lhes perdão por isso!
Alguns equívocos no Edital do Concurso de Búzios/2012:
1) Existem três (3) cargos para Pedagogo, respeitando-se as especializações (SE, OE¹, IE) e mais uma de Pedagogo propriamente dita. Onde atuará esse profissional? Quais as suas funções? Não está claro!
2) Nas provas para docentes (Ensinos Médio e Superior) observa-se que as mesmas não trazem nas suas contituições os CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS. Estão inclusos em conhecimentos específicos? Não procede! Em atualidades? Não tem lógica! Não precisa mais o professor dessa formação acadêmica?
¹. Não existe na Legislação Educacional brasileira o cargo específico de ORIENTADOR ESCOLAR. Existe sim, o de ORIENTADOR EDUCACIONAL e foi uma das primeiras a conquistar a sua Regulamentação Profissioanl no Brasil.
Senhores, boa tarde,
Percebi, dentro dos meus parcos conhecimentos na área da educação e tendo participado de muitos concursos públicos para o Magistério (docência e Orientação Educacional), alguns detalhes no Edital que me são desconhecidos. Os caracterizei como equívocos; mas, posso, eu, estar equivocado. De qualquer forma, ficam aqui as minhas observações, no sentido de contribuição. Se eu estiver errado, peço-lhes perdão por isso!
Alguns equívocos no Edital do Concurso de Búzios/2012:
1) Existem três (3) cargos para Pedagogo, respeitando-se as especializações (SE, OE¹, IE) e mais uma de Pedagogo propriamente dita. Onde atuará esse profissional? Quais as suas funções? Não está claro!
2) Nas provas para docentes (Ensinos Médio e Superior) observa-se que as mesmas não trazem nas suas contituições os CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS. Estão inclusos em conhecimentos específicos? Não procede! Em atualidades? Não tem lógica! Não precisa mais o professor dessa formação acadêmica?
¹. Não existe na Legislação Educacional brasileira o cargo específico de ORIENTADOR ESCOLAR. Existe sim, o de ORIENTADOR EDUCACIONAL e foi uma das primeiras a conquistar a sua Regulamentação Profissioanl no Brasil.
terça-feira, 6 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Da massa do pão ao pão da massa
Da massa do pão ao
pão da massa
Francisco Carlos de Mattos*
Francisco Carlos de Mattos*
O que faz a massa do pão crescer, na verdade, não é o “amasso” que
ela recebe, nem as porradas como muita gente, equivocadamente, pensa que seja.
O responsável pelo crescimento dela é um fungo, ser microscópio batizado de
levedura.
O pão da massa, ao contrário da massa do pão, não cresce. Diminui
espaços de autonomia, de conquistas, de cidadania e o que o faz escassear-se,
apenas de não ser tão menos intenso como o fungo da massa do pão, torna-se
pelas conveniências da fome, da necessidade variada, não vistas por um número
bem significativo da população brasileira. Vide o percentual de analfabetos totais
e, o que é pior, e segundo Brecht, analfabetos políticos. Muitos daqueles, fora
das escolas e das academias, astutamente, não assumem a postura desses,
levando-nos à suposição de que essas instituições, em muitos casos, transitam
às raias da imbecilidade e continuam apensas à concepção althusseriana da
escola enquanto Aparelho Ideológico do Estado. O advento da globalização da
economia trouxe, a reboque, uma série de dificuldades que contribuíram para a
ressignificação das relações entre os homens e destes com o mundo que os cerca.
Globalização pode, a princípio, remeter-nos à idéia de progresso
nos vários campos da atividade humana. Os avanços científicos e tecnológicos,
por exemplo, ocuparam status de fiéis da balança, elementos representativos do
desenvolvimento econômico e financeiro. A propensão do mundo do capital em
transformar incessantemente as circunstâncias do modo de produção, aumentando o
número de matéria prima e da demanda com o menor contingente de trabalhadores,
fazendo crescer o lucro do investidor, através da exploração dos poucos
trabalhadores. As idéias de Marx e Engels, lançadas em 1848, continuam, aos 164
anos, mais rejuvenescidas do que nunca.
A globalização pode ser descrita como um processo de difusão de
idéias e valores, de formas de produção e de trocas comerciais que atravessam e
rompem as fronteiras nacionais, internacionalizando também misérias, que chegam
como a face mais perversa da exclusão social, com desigualdades em todos os
níveis a começar pela injusta distribuição de rendas. Por esse caminho podemos
deduzir onde vamos chegar: pobreza, miséria, tráfico de drogas, prostituição,
exploração de menores, banditismo...banditismo...banditismo...do asfalto ao
morro(ao morro sem asfalto!), do jovem pobre do morro ao pobre jovem de família
abastada, do surrealista ladrão de galinhas ou, hoje, de tênis ou de macarrão
instantâneo em supermercados ao do colarinho branco em todos os pontos do
território nacional, principalmente no Planalto Central. Povo sem educação,
povo doente em todos os âmbitos em que couber enfermidade no ser humano. Da
cabeça (problemas neurológicos) aos pés (bicho de pé), esses doentes são
produzidos nos gabinetes refrigerados dos poderes político e econômico do país.
Quanto mais moléstias, mais fácil e propício de se implantar a política
otaviana (Otávio, primeiro imperador romano que governou de 27 a .C. a 14 d.C.) do “Pão e
Circo"¹.
Quando Otávio tornou-se o primeiro Imperador, governando de 27 a .C. a 14 d.C, Suas
primeiras medidas tinham por finalidade reestruturar a administração do novo
Estado Imperial: restringiu as funções do Senado; criou uma nova ordem
administrativa (as prefeituras); melhorou as formas de cobranças de impostos;
instituiu a guarda pretoriana com a função de garantir a proteção do imperador.
Na economia, Otávio incentivou a produção e protegeu as rotas comerciais.
Empreendeu a construção de várias obras públicas, o que gerou muitos empregos
aos plebeus.Para ganhar popularidade, Otávio adotou a política do “pão e
circo”.Tal política consistia numa estratégia do Imperador para submeter o povo
(plebe) através da promoção de eventos. O desenvolvimento dos jogos foi crucial
para que o império obtivesse o apoio popular. Podemos destacar como um dos
principais jogos da época os grandes duelos de gladiadores que concentrando
milhares de pessoas nas grandes arenas exerciam um forte poder de
entretenimento. Durante cerca de sete séculos, as lutas dos gladiadores, entre
si ou contra animais ferozes, foram o espetáculo preferido dos romanos, que ao final
de cada combate pediam com um gesto do polegar o perdão ou a morte do lutador
ferido. Gladiador era o lutador profissional que se apresentava em espetáculos
públicos no Coliseu e em outros anfiteatros do Império Romano.
* Mestre em Educação pela UERJ, Orientador Educacional da Rede Pública
Municipal de Cabo Frio . E-mail: okkyxmattos@gmail.com / blogs: WWW.franciscomattos.blogspot.com e WWW.pedagogiadosprojetos.blogspot.com / Facebook: WWW.facebook.com/okkyxmattos
¹. A Política do Pão e
Circo - "Muitos anfiteatros foram construídos ou adaptados para a luta de
gladiadores, parte da política do "pão e circo". Texto sobre A
política do pão e circo (último parágrafo) disponível em:
http://www.nea.fe.usp.br/site/Fichas/HISM2S14U2A1.pdf. Acesso e captura em
16/03/08.
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
INFORMES DA ASSEMBLÉIA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CABO FRIO
Aos companheiros e companheiras que não puderam comparecer à Assembléia, apesar de nº não tão significativo (quantitativamente falando), conseguimos deliberar sobre alguns pontos interessantes, para começarmos a nossa luta neste ano letivo. A Profª. Denize Quintal produziu esse fiel e compacto resumo do que discutimos por lá. Interessante destacar, também, que resolvemos, que cada companheiro (a) presente na Assembléia deve tentar convencer pelo menos 3 companheiro (a)s de suas respectivas UEs para a atividade denominada por nós como o "DIA DO PROTOCOLO" vide 2º tópico d do resumo. Às 16:30h estaremos todos na praça em frente à Prefeitura.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
NIVERÇARU DI MYMY
domingo, 12 de fevereiro de 2012
EFICIENTE E EFICAZ
Muitas vezes, em nome do compromisso profissional ou em qualquer outra atividade humana, procuramos acertar os passos. Entendo como uma necessidade que, infelizmente, alguns e tão somente alguns indivíduos tem para, antes de SER considerado como bom profissional, SE considerar como tal. Satisfação humana de FAZER A COISA CERTA E DE FAZER CERTA A COISA! A gente diz que quer ser EFICIENTE e EFICAZ, mas, no fundo, não sabe o que é uma coisa e outra. Então, para não errarmos mais, fica a sugestão nesse quadrinho:

Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.
O conhecimento e a sua capacidade de aquisição
Fazer o papel de traças vez em quando é bom! A gente consegue encontrar algumas pérolas interessantíssimas e ricas para a reflexão no campo da educação, já que é o campo que nos interessa.
Encontrei um papel rascunho (tipo pedaço mesmo de papel) e nele o pensamento abaixo, que recebeu uma nova roupagem em sua apresentação. A essência continua a mesma. Então, vejamos:
Encontrei um papel rascunho (tipo pedaço mesmo de papel) e nele o pensamento abaixo, que recebeu uma nova roupagem em sua apresentação. A essência continua a mesma. Então, vejamos:
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Acabou a farra!!!
Depois de 6 dias em casa, retornarei ao trabalho. E pensar que ainda faltam + ou - 45 dias para as férias!
referente a: Twitter (ver no Google Sidewiki)domingo, 10 de outubro de 2010
MATERIAL PEDAGÓGICO RELATIVO À AULA DE CURRÍCULO, PROGRAMAS E AVALIAÇÃO
Um abraço a todos!!!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Vamos garatujar?
Fiquem tranquilos, pois não é nenhuma proposta indecente, pelo menos aqui neste espaço. Se fosse no céu de brigadeiros, na área dos PhDeuses, seria uma infeliz sugestão; mas, aqui, não! Aqui cabem os gostos pela escrita, pela leitura. Aqui insere-se a essência das poesias e reflexões de DRUMMOND, principalmente quando afirmou, que "ao pior lterato de 20 anos, eu o admiro e respeito".
Evidente que não estamos fazendo apologias ao escrever errado ou ao festival de besteiras que invadiu a internet com o "eu axo que voxê" é um cara legal. Pretende-se incentivar a aproximação da escrita acadêmica enquanto produto de reflexões, investigações do cotidiano pessoal ou profissional, principalmente no que tange à educação.
Muitos achismos podem ser deixados para um outro momento; mas, também, não podemos truncar a fala, a escrita porque os mestres e doutores podem querer cortar as nossas línguas, como ELIAS CANETTI escreveu em "A Língua Absolvida".
Ah, tá! Então podemos garatujar! O mini Aurélio nos diz que este vocábulo significa "desenho mal-feito; rabisco". Já o bom e velho Bechara, no minidicionário da Língua Portuguesa, norteia que é "escrita com letras malfeitas e pouco inteligíveis".
Não vai ser o nosso caso! Vamos garatujar com diplomacia e demonstrando que estamos querendo sempre aprender, pois só se aprende a escrever, escrevendo.
Sendo assim, com licença e vamos à luta!!!
Fiquem tranquilos, pois não é nenhuma proposta indecente, pelo menos aqui neste espaço. Se fosse no céu de brigadeiros, na área dos PhDeuses, seria uma infeliz sugestão; mas, aqui, não! Aqui cabem os gostos pela escrita, pela leitura. Aqui insere-se a essência das poesias e reflexões de DRUMMOND, principalmente quando afirmou, que "ao pior lterato de 20 anos, eu o admiro e respeito".
Evidente que não estamos fazendo apologias ao escrever errado ou ao festival de besteiras que invadiu a internet com o "eu axo que voxê" é um cara legal. Pretende-se incentivar a aproximação da escrita acadêmica enquanto produto de reflexões, investigações do cotidiano pessoal ou profissional, principalmente no que tange à educação.
Muitos achismos podem ser deixados para um outro momento; mas, também, não podemos truncar a fala, a escrita porque os mestres e doutores podem querer cortar as nossas línguas, como ELIAS CANETTI escreveu em "A Língua Absolvida".
Ah, tá! Então podemos garatujar! O mini Aurélio nos diz que este vocábulo significa "desenho mal-feito; rabisco". Já o bom e velho Bechara, no minidicionário da Língua Portuguesa, norteia que é "escrita com letras malfeitas e pouco inteligíveis".
Não vai ser o nosso caso! Vamos garatujar com diplomacia e demonstrando que estamos querendo sempre aprender, pois só se aprende a escrever, escrevendo.
Sendo assim, com licença e vamos à luta!!!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
ÉTICA NOSSA DE CADA DIA
I- Identificação:
1.1. Título: Ética nossa de cada dia
1.2. Unidade executora: Área de Humanas do Colégio “X” – Disciplina: Filosofia
1.3. Responsável: Prof.: Francisco Carlos de Mattos
1.4. Unidade Escolar: Colégio Municipal “X”
1.5. Turmas envolvidas: 1ºs anos do Ensino Médio
1.6. Cronograma: 2º semestre de 2010
II- Descrição da situação-problema ou Justificativa
Desenvolver um estudo sobre ética, moral e outros temas extremamente subjetivos com jovens no início da adolescência, é deveras complicado como o é para nós adultos, que, por força da convivência num país onde a corrupção está se tornando lugar comum, onde, literalmente, roubar o povo é praxe, matar as pessoas é habitual, enfim, a banalização de tudo que é errado tomou corpo e se faz presente em nosso cotidiano. Estamos trocando o certo pelo errado. Mesmo nós, adultos, com um mínimo de consciência sobre valores humanos, ao vermos essas aberrações no nosso dia-a-dia, ficamos confusos quanto ao crédito que devemos dar aos temas em foco. De que nos vale ser éticos em nossas relações com o outro se este está sempre pronto a tirar vantagens para si, passando por cima de tais valores? Como ser ético num país que adota o senso comum da “lei do Gérson”, que afirma que nesta vida “o que vale é tirar proveito de tudo”? Até que ponto a concepção do TER, sobrepõe-se à do SER? Qual linha de pensamento adotar na atual conjuntura – SER ou não SER: eis a questão ou TER ou não TER: eis a questão?
Tal projeto se justifica enquanto instrumento para a construção de conhecimento sobre o tema, por entendermos que a aplicação de aula expositiva não se enquadraria na busca dos objetivos que elaboramos. Além disso, temos uma preocupação imensa em não ficar restrito somente aos conhecimentos explicitados por um autor de um livro, de uma matéria de revista, de um texto da internet ou até mesmo da nossa concepção respaldada na educação que tivemos da família, mas sim, na comunhão desses vários enfoques e entendimentos, além das opiniões e compreensões das pessoas que fazem parte da família dos alunos, de pessoas comuns, de autoridades ligadas aos três poderes da esfera municipal, profissionais liberais tais como advogados, médicos, professores, juízes, promotores públicos etc. Aqui adaptamos o pensamento de Pedro Demo, quando afirma que a dinâmica da pesquisa enquanto método pedagógico deve ter a preocupação de levar o estudante à emancipação social e a dialogar criticamente com a realidade. Ainda segundo o autor (2002: 10), isto não acontece porque “predomina entre nós a atitude do imitador, que copia, reproduz e faz prova. Deveria impor-se a atitude de aprender pela elaboração própria, substituindo a curiosidade de escutar pela de produzir.”
III- Objetivos
3.1. Gerais:
* Associar atitudes, procedimentos, modos de agir e pensar de determinadas pessoas (e as próprias), em situações variadas, com a concepção que esses sujeitos-objetos da pesquisa têm sobre ética e/ou moral;
* Compreender a importância de se construir um comportamento ético na sociedade, independente de conjuntura e concepção da mesma;
* Perceber que concepções e posturas éticas variam de pessoas para pessoa, de família para família, de sociedade para sociedade;
* Analisar falas, idéias, pontos de vistas, atitudes e comportamentos dos outros indivíduos, confrontando-os com os seus, em busca de enriquecimento, melhoria e, em conseqüência, construção de conhecimentos sobre o tema e, por fim, mudanças de atitudes e comportamentos na sociedade de modo geral.
3.2. Específicos:
* Relacionar as vantagens humanas quando se tem comportamento e pensamento éticos sobre a vida e tudo que a envolve;
* Contrastar, através de pesquisa em jornais falados e escritos e de observações do cotidiano, comportamentos éticos e morais dignos dos indignos de um cidadão;
* Produzir relatório com base nas pesquisas engendradas, buscando publicá-lo em órgãos jornalísticos da região.
IV. Método, estratégias e procedimentos
Como já explicitado na justificativa, a nossa preocupação vai além do lugar comum de se aplicar o conteúdo escolar selecionado no planejamento de ensino na forma convencionalmente expositiva. O tema é extremamente polêmico e mesmo que não queiramos tomar ciência e consciência do mesmo, ele faz parte de nossa vida. É um fato social, sendo por isso, exterior ao indivíduo e existe, independentemente de sua vontade. Como se constitui num tema onde cada aluno enquanto ser humano e cidadão tem a sua concepção e construção alicerçadas na educação que se teve do 1º grupo social de que fazemos parte, “transmitir” conceitos livrescos, restringindo assim o entendimento do tema, seria improdutivo e arriscado, desde o momento em que tal fato poderia ser comparado com a essência do que foi posto pelos familiares aos adolescentes ao longo da convivência. Mesmo usando as pesquisas bibliográfica variada e de campo com vários sujeitos a entrevistar, corre-se o risco de, com as inferências do aluno, algum pai ou responsável entender, equivocadamente, que estamos colocando em xeque toda a educação dada por ele. Tomara que esta seja uma hipótese a refutar!
Uma metodologia diferenciada daquela que se tornou comum na educação brasileira faz-se necessária na medida em que buscamos levar os alunos a entender a filosofia como um estudo geral de todas as coisas que acontecem na vida de uma pessoa e não como um conjunto de doutrinas de uma escola ou época histórica bem distante de nós, com uma linguagem indecifrável para a maioria dos alunos e só usada nas academias por alguns poucos “iluminados” que, narcisisticamente, estudam, pesquisam, falam e escrevem só para si ou para o grupo. Isto é o que Lipman (1990: 174) chama de exercício de inutilidade.
Propomos a pesquisa bibliográfica variada e a de campo com entrevistados de variados campos profissionais, além da observação do cotidiano do homem do povo, visando construir um processo participativo, onde todos se façam sujeitos do/no processo. São essas algumas das várias etapas que compõem o estudo de caso enquanto uma das múltiplas formas que uma pesquisa qualitativa pode assumir.
A finalidade de toda essa “parafernália didático-pedagógica” é levar o estudante a conquistar a eficácia, indo assim, além da eficiência sobre o tema. Em outras palavras, diríamos, que ao invés de pensar o tema certo, preocupa-nos, que ele pense certo sobre o tema.
V. Cronograma de atividades
ATIVIDADES agosto setembro outubro
Apresentação do projeto aos alunos. Discussão do
mesmo buscando mostrar a sua importância, seus
objetivos e os “ganhos” procedentes da construção
de conhecimentos sobre o tema. Análise do projeto. 2 tempos de aula
Confecção de projetos de pesquisa pelos vários
grupos de estudo. Usar o meu como modelo. 4 tempos de aula
Construção de instrumentos para pesquisa de campo
e pesquisa bibliográfica 2 aulas
Pesquisa de campo Atividade extraclasse
Análise e interpretação de dados coletados 4 aulas
Fórum de pesquisa sobre os passos dados até então. 2 aulas
Continuação das atividades desenvolvidas pelos grupos
de trabalho. 2 aulas
Início de construção de relatórios de pesquisa. 2 aulas
Entrega de relatório e apresentação de Fórum
conclusivo de pesquisa. A fala de cada aluno
avaliando a atividade e se auto-avaliando em
relação à mesma. 2 aulas
Continuação da atividade anterior. 2 aulas
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.
1.1. Título: Ética nossa de cada dia
1.2. Unidade executora: Área de Humanas do Colégio “X” – Disciplina: Filosofia
1.3. Responsável: Prof.: Francisco Carlos de Mattos
1.4. Unidade Escolar: Colégio Municipal “X”
1.5. Turmas envolvidas: 1ºs anos do Ensino Médio
1.6. Cronograma: 2º semestre de 2010
II- Descrição da situação-problema ou Justificativa
Desenvolver um estudo sobre ética, moral e outros temas extremamente subjetivos com jovens no início da adolescência, é deveras complicado como o é para nós adultos, que, por força da convivência num país onde a corrupção está se tornando lugar comum, onde, literalmente, roubar o povo é praxe, matar as pessoas é habitual, enfim, a banalização de tudo que é errado tomou corpo e se faz presente em nosso cotidiano. Estamos trocando o certo pelo errado. Mesmo nós, adultos, com um mínimo de consciência sobre valores humanos, ao vermos essas aberrações no nosso dia-a-dia, ficamos confusos quanto ao crédito que devemos dar aos temas em foco. De que nos vale ser éticos em nossas relações com o outro se este está sempre pronto a tirar vantagens para si, passando por cima de tais valores? Como ser ético num país que adota o senso comum da “lei do Gérson”, que afirma que nesta vida “o que vale é tirar proveito de tudo”? Até que ponto a concepção do TER, sobrepõe-se à do SER? Qual linha de pensamento adotar na atual conjuntura – SER ou não SER: eis a questão ou TER ou não TER: eis a questão?
Tal projeto se justifica enquanto instrumento para a construção de conhecimento sobre o tema, por entendermos que a aplicação de aula expositiva não se enquadraria na busca dos objetivos que elaboramos. Além disso, temos uma preocupação imensa em não ficar restrito somente aos conhecimentos explicitados por um autor de um livro, de uma matéria de revista, de um texto da internet ou até mesmo da nossa concepção respaldada na educação que tivemos da família, mas sim, na comunhão desses vários enfoques e entendimentos, além das opiniões e compreensões das pessoas que fazem parte da família dos alunos, de pessoas comuns, de autoridades ligadas aos três poderes da esfera municipal, profissionais liberais tais como advogados, médicos, professores, juízes, promotores públicos etc. Aqui adaptamos o pensamento de Pedro Demo, quando afirma que a dinâmica da pesquisa enquanto método pedagógico deve ter a preocupação de levar o estudante à emancipação social e a dialogar criticamente com a realidade. Ainda segundo o autor (2002: 10), isto não acontece porque “predomina entre nós a atitude do imitador, que copia, reproduz e faz prova. Deveria impor-se a atitude de aprender pela elaboração própria, substituindo a curiosidade de escutar pela de produzir.”
III- Objetivos
3.1. Gerais:
* Associar atitudes, procedimentos, modos de agir e pensar de determinadas pessoas (e as próprias), em situações variadas, com a concepção que esses sujeitos-objetos da pesquisa têm sobre ética e/ou moral;
* Compreender a importância de se construir um comportamento ético na sociedade, independente de conjuntura e concepção da mesma;
* Perceber que concepções e posturas éticas variam de pessoas para pessoa, de família para família, de sociedade para sociedade;
* Analisar falas, idéias, pontos de vistas, atitudes e comportamentos dos outros indivíduos, confrontando-os com os seus, em busca de enriquecimento, melhoria e, em conseqüência, construção de conhecimentos sobre o tema e, por fim, mudanças de atitudes e comportamentos na sociedade de modo geral.
3.2. Específicos:
* Relacionar as vantagens humanas quando se tem comportamento e pensamento éticos sobre a vida e tudo que a envolve;
* Contrastar, através de pesquisa em jornais falados e escritos e de observações do cotidiano, comportamentos éticos e morais dignos dos indignos de um cidadão;
* Produzir relatório com base nas pesquisas engendradas, buscando publicá-lo em órgãos jornalísticos da região.
IV. Método, estratégias e procedimentos
Como já explicitado na justificativa, a nossa preocupação vai além do lugar comum de se aplicar o conteúdo escolar selecionado no planejamento de ensino na forma convencionalmente expositiva. O tema é extremamente polêmico e mesmo que não queiramos tomar ciência e consciência do mesmo, ele faz parte de nossa vida. É um fato social, sendo por isso, exterior ao indivíduo e existe, independentemente de sua vontade. Como se constitui num tema onde cada aluno enquanto ser humano e cidadão tem a sua concepção e construção alicerçadas na educação que se teve do 1º grupo social de que fazemos parte, “transmitir” conceitos livrescos, restringindo assim o entendimento do tema, seria improdutivo e arriscado, desde o momento em que tal fato poderia ser comparado com a essência do que foi posto pelos familiares aos adolescentes ao longo da convivência. Mesmo usando as pesquisas bibliográfica variada e de campo com vários sujeitos a entrevistar, corre-se o risco de, com as inferências do aluno, algum pai ou responsável entender, equivocadamente, que estamos colocando em xeque toda a educação dada por ele. Tomara que esta seja uma hipótese a refutar!
Uma metodologia diferenciada daquela que se tornou comum na educação brasileira faz-se necessária na medida em que buscamos levar os alunos a entender a filosofia como um estudo geral de todas as coisas que acontecem na vida de uma pessoa e não como um conjunto de doutrinas de uma escola ou época histórica bem distante de nós, com uma linguagem indecifrável para a maioria dos alunos e só usada nas academias por alguns poucos “iluminados” que, narcisisticamente, estudam, pesquisam, falam e escrevem só para si ou para o grupo. Isto é o que Lipman (1990: 174) chama de exercício de inutilidade.
Propomos a pesquisa bibliográfica variada e a de campo com entrevistados de variados campos profissionais, além da observação do cotidiano do homem do povo, visando construir um processo participativo, onde todos se façam sujeitos do/no processo. São essas algumas das várias etapas que compõem o estudo de caso enquanto uma das múltiplas formas que uma pesquisa qualitativa pode assumir.
A finalidade de toda essa “parafernália didático-pedagógica” é levar o estudante a conquistar a eficácia, indo assim, além da eficiência sobre o tema. Em outras palavras, diríamos, que ao invés de pensar o tema certo, preocupa-nos, que ele pense certo sobre o tema.
V. Cronograma de atividades
ATIVIDADES agosto setembro outubro
Apresentação do projeto aos alunos. Discussão do
mesmo buscando mostrar a sua importância, seus
objetivos e os “ganhos” procedentes da construção
de conhecimentos sobre o tema. Análise do projeto. 2 tempos de aula
Confecção de projetos de pesquisa pelos vários
grupos de estudo. Usar o meu como modelo. 4 tempos de aula
Construção de instrumentos para pesquisa de campo
e pesquisa bibliográfica 2 aulas
Pesquisa de campo Atividade extraclasse
Análise e interpretação de dados coletados 4 aulas
Fórum de pesquisa sobre os passos dados até então. 2 aulas
Continuação das atividades desenvolvidas pelos grupos
de trabalho. 2 aulas
Início de construção de relatórios de pesquisa. 2 aulas
Entrega de relatório e apresentação de Fórum
conclusivo de pesquisa. A fala de cada aluno
avaliando a atividade e se auto-avaliando em
relação à mesma. 2 aulas
Continuação da atividade anterior. 2 aulas
Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil.
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