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terça-feira, 10 de abril de 2007

PLEBE RUDE E IGNARA, SEGUNDO THIERRY HENRY



Estou com um título-tema na cabeça, que, pelo tamanho, já é um texto propriamente dito (ou será escrito?).
Vou cunhá-lo a seguir, só que, antes, é necessário publicar uma matéria sobre entrevista dada pelo suposto carrasco francês na última copa do mundo, o pseudo jogador-intelectual Thierry Henry. Vamos à matéria:

Os deuses e os anjos da bola
Por Leneide Duarte-Plon, de Paris em 4/7/2006
Quem compete pode ganhar, mas também pode perder. Por que o Brasil seria o único país que não pode perder num campo de futebol? E que tal se começássemos a querer ganhar em outros campos? Que tal se puséssemos nossas crianças nas escolas em tempo integral, com ensino obrigatório (de qualidade e universal) até os 16 anos, como na França? E se investíssemos em pesquisa científica em vez de comprar patentes e vender matérias-primas, como fazemos há séculos? Começaríamos, quem sabe, a aspirar a prêmios como um Nobel de medicina, de física etc.
Nesse sentido, vale a pena transcrever o comentário de Vinicius Mota (2/7), colunista da Folha de S. Paulo:
"Escola em tempo integral para todos. Como disse Thierry Henry, o atacante francês que carimbou o passaporte de volta dos canarinhos para o ninho (quem se lembra do hit da Copa de 1982?), ‘o Brasil é um celeiro de craques porque os meninos aqui ficam jogando bola o tempo todo, enquanto os franceses têm de ficar na escola o tempo todo’".
Disponível em: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=388JDB005 . Acesso e captura em 10 abr 07.

Terra escreveu:
Brasileiros jogam bem porque não estudam, insinua Henry O atacante francês Thierry Henry ironizou, nesta quinta-feira, a aptidão dos brasileiros com a bola nos pés. Ele disse que precisava estudar quando era criança e não tinha o mesmo tempo para jogar o futebol que têm os garotos brasileiros. "É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança, precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles (brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h", afirmou.
http://esportes.terra.com.br/futebol/copa2006/selecoes/interna/0,,OI1056503-EI5720,00.html. Acesso e captura em 10 abr 07.
Agora o título-tema do provável texto, antes que eu esqueça:
"De alemão, milésimo gol, da fala de Thierry Henry sobre o "futebol-arte" dos jogadores brasileiros, de balas perdidas e da saudade de Darcy Ribeiro sobre a sua indignação quando caracterizaram o povo brasileiro de "chucro e ignorante" ou de "plebe rude e ignara".


domingo, 8 de abril de 2007

DA PRÁTICA POLÍTICO-PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA POLÍTICA DA PRÁTICA: PENSANDO O PPP



DA PRÁTICA POLÍTICO-PEDAGÓGICA À PEDAGOGIA POLÍTICA DA PRÁTICA: PENSANDO O PPP
Francisco Carlos de Mattos *

Desconhecimento e descrédito. O primeiro por falta de estudos. Na verdade, pela ausência da cultura de estudos, de pesquisa, de leitura e escrita no nosso país. O segundo enquanto conseqüência do primeiro, que, numa combinação de negativismos, esboça os contornos de uma imagem, que se pretende bem longe daqui.
A título de esclarecimento, pretende-se discorrer neste breve espaço sobre a importância da construção do Projeto Político Pedagógico para as nossas escolas e do valor da participação de todos os elementos que compõem a comunidade escolar, mais especificamente a do professor.
O primeiro parágrafo é uma referência ao que, infelizmente, acontece com parcela significativa de professores no que diz respeito à construção de tão importante documento norteador de caminhos de sucesso para a escola, quando prima pela conquista da autonomia e da formação política de todos que compõem a comunidade escolar e quando existe condições de promoção do desenvolvimento do cidadão em plena acepção da palavra.
O PPP absorve, além do imaginário dos bons profissionais, o desejo de uma escola plural, interdisciplinar, multicultural, holística. Entretanto, para que se efetive, é necessário que essa volição esteja no âmago de todos. Nessa perspectiva, percebe-se que, já que não é a instituição que forma o profissional e sim o contrário, nesse mergulho sem volta no fundo do poço das ambições capitalistas, pouquíssimos professores buscam construir esse panorama filosófico do que seja educação e do que ela representa para o ser humano. A idéia de escola com as características apontadas no início deste parágrafo depende de uma educação primeira, que até pouco tempo era dever da família que, infelizmente, fazendo parte dessa mesma sociedade e até mesmo sendo, em muitos momentos, o seu esteio, encontra-se na mesma passagem subterrânea verticalizada e, também, quase lá no fundo.
A concepção de PPP passa pelos estudos de muitos pesquisadores e entre esses, elege-se o pensamento de Veiga (1996) para esclarecer as melhores pontuações sobre momento tão importante para a comunidade escolar. Afirma a autora que

O projeto político-pedagógico busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um
compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar
intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população majoritária.
´É político, no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. A

dimensão política se cumpre na medida em que ela se realiza enquanto prática especificamente pedagógica.’ (Saviani
1983, p.93). (...) Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do
cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e
as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade (1996: 12).

A adjetivação (bom) empregada no 4º § acima para definir o profissional, deve-se não somente àqueles que conseguiram galgar os mais altos degraus da escada da escolarização em cursos de pós-graduação stricto sensu, como mestrado, doutorado, pós-doutorado etc., pois, como já afirmado, esses predicados independem de escolarização. Qualidade de bom profissional se percebe pelo comprometimento com as causas educativas e, principalmente, com a contribuição nas formações humana e política do indivíduo. É por esse meandro que a concepção de holismo toma corpo nessas análises, assim como deveria ser preocupação constante na formação dos futuros educadores e das próximas gerações. Assim sendo, a inquietação deveria estar voltada para se encontrar um jeito de harmonizar o homem à natureza, ao meio em que se insere, buscando o equilíbrio dos aspectos físico, espiritual, emocional, mental, etc.. Há que se entender, que o ser humano não se constitui só de cabeça com a prevalência do intelecto em detrimento dos outros aspectos, como também não pode ser avaliado, visto, compreendido como somente consciência ou emoções. O homem é um ser complexo e só pode ser entendido no conjunto dessas características que o definem. Portanto, é o homem um ser essencialmente holístico.
Não existe instituição alguma extra-família que tenha se destacado por se preocupar com a educação de valores humanos antes da inquietação com o domínio do conhecimento científico. Não se prepara primeiro o intelectual para depois se pensar no homem bom, íntegro, fraterno; enfim, humano.
Para a construção de uma fundamentação bem sólida do PPP, mister se faz uma formação humana bem estruturada, que se faça carro-chefe de tal empreitada. Logo a seguir, pode-se recomendar a formação acadêmica.
Para que a essência do PPP possa surtir o efeito desejado, quando da inserção dos alunos egressos na sociedade, sabe-se que deveria haver também transformações em outros setores desse contexto mais amplo, a começar pela economia e, mais especificamente, pela má distribuição de renda, que se apresenta como a face obscura das injustiças sociais. Não se conseguindo extirpar esse câncer da sociedade, pouco efeito terá um PPP necessariamente democrático, filosoficamente profundo.
Isso é assunto para outros MOMENTOS e que não se sinta nessas palavras finais o gosto amargo do derrotista.
Se não for pela vitória, valerá pelo esforço da luta!

* Mestre em Educação pela UERJ, professor do Ensino Médio e Orientador Educacional da Rede Pública Municipal de Cabo Frio, professor de Gestão da Unidade Escolar I e II e de TCC da Faculdade de Educação Silva Serpa, no Município de São Pedro da Aldeia e, atualmente, ocupando o cargo de Chefe do Serviço de Orientação Educacional de 5ª a 8ª séries, de Ensino Médio e EJA na Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.

Referências Bibliográficas
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre educação e política. São Paulo: Cortez, Autores Associados, 1983.
VEIGA, Ilma P. A. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, Ilma P. A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1996.



BOA PÁSCOA A TODOS ! ! !



Feliz Páscoa!

Que o seu TALENTO
traga muito
DIAMANTE NEGRO
e
OURO BRANCO,
além de muito
PRESTÍGIO
em sua vida,
e que tudo isto cause a
SENSAÇÃO
de estar em um
MUNDY
de alegrias
vivendo um
SONHO DE VALSA
embalado por uma
SERENATA de AMOR
para que todos nós, a todo momento gritemos:
BIS!!!!!!

Boas energias e grande abraço...
OBS.: Mensagem recebida pela amiga Jaqueline Assis, que está lá em Foz de Iguaçu.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

UM DIA A CASA CAI... AH, COMO CAI!

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O que é construído à base do ódio, da vingança, do medo (em qualquer circunstância) e da infelicidade do outro, não tem como ficar por muito tempo estruturado de tal modo, que não tenha nenhuma rachadura, nenhum pequeno tremor no alicerce, nenhum comprometimento, que não nos faça acreditar que... UM DIA A CASA NÃO CAIA.

Tenho certeza, que um dia A CASA CAI... AH, COMO CAI! E quando cair, espero que não venham me dizer, que aconteceu por minha vingança. Afirmarei que não será por causa disso e sim, por pura JUSTIÇA!


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quinta-feira, 5 de abril de 2007

MIL MEU COM MIL SEU...



Um dia acontece!
Ele merece alcançar o seu objetivo. Pelo que já fez ao futebol-arte por esse mundo de meu Deus, e por ser super gente boa, simpatissíssimo, o típico bom malandro e agora, com o nascimento da sua filha com síndrome de Down, ele demonstra uma outra faceta, que vem se somar à sua galeria de bom moço, manifestando com muita responsabilidade a figura do pai carinhoso e presente.
Só, que, independente de tudo isso, enquanto bom rubro-negro que sou, não posso deixar de registrar neste espaço o que anda circulando pela internet. É muito hilário!














terça-feira, 3 de abril de 2007

INTERESSANTÍSSIMO


VALE A PENA LER. MUITO LEGAL!!!
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Como simplificar um texto científico
Beto Holsel
Colaboração: Alexandre Oda e João Carlos Holland de Barcellos

Muitos textos científicos são escritos numa linguagem de difícil compreensão para o grande público. Torna-se necessário traduzi-los para torná-los mais acessíveis ou, pelo menos, para uma difusão mais extensiva da profundidade do pensamento científico. Isto pode ser feito com aplicação de um método engenhoso que consiste na reunião de conceitos fragmentados em outros mais abrangentes que, numa sucessão progressiva de sínteses - ou estágios - reduzem a complexidade do texto original até o nível de compreensão desejado.
Se estas colocações parecem ainda obscuras ou abstratas - o que mostra que são científicas - um exemplo muito simples ilustrará o método e facultará ao leitor esperto praticá-lo em outros textos. O exemplo que daremos a seguir é o de um texto altamente informativo em que são discerníveis elementos de Química, Física, Botânica, Geometria e outras disciplinas.
Como se verificará, entretanto, essa massa de compreensão pode ficar mais próxima. Ao final do quinto estágio, surgirá, clara e límpida, a síntese mais refinada daquele texto, antes incompreensível, que brilhará singela e cristalina, evidenciando a eficácia do nosso método.
TEXTO ORIGINAL
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, Linneu, isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo a impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto que ocorre no líquido nutritivo de alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifica, Linneu.
No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena deformidade que lhe é peculiar.
Agora, o texto "trabalhado" para que vocês possam compreender tudinho:
PRIMEIRO ESTÁGIO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente ao paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo.
Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
SEGUNDO ESTÁGIO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem o sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas, todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
TERCEIRO ESTÁGIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel. Porém não muda de forma quando pressionado.
QUARTO ESTÁGIO
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
QUINTO ESTÁGIO
Rapadura é doce, mas não é mole
.
Disponível em:
http://www.humornaciencia.com.br/laboratorio/simples.htm . Acessado e capturado em 3-abr-07
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quinta-feira, 29 de março de 2007

SÓ FALTAVA ELA....


Muito interessante o mini-conto da Lygia...

Confissão
Lygia Fagundes Telles
- Fui me confessar ao mar.
- E o que ele disse?
- Nada.
www.agenciariff.com.br/entrevistas/default.asp . Acessado e capturado em 28 mar. 07.


quarta-feira, 28 de março de 2007

Literatura em seu formato mínimo


por: Lielson Zeni

Os Mini-contos transitam entre vários "gêneros": piadas, diálogos, trechos de histórias, clímax, contos e brincadeiras com a forma reduzida. Essa variedade provavelmente se deve à novidade do formato mini-conto. Não há um canône instituído no gênero. Um texto que sirva de espelho para os autores. Acredito que em breve essa carga cairá no colo de Dalton Trevisan, autor conhecido pelas formas curtas e diretas, que já tem trabalhado com trechos de seus próprios contos não maiores que um parágrafo, contos hai-cais, mini-contos e passagenzinhas (como nas obras "111 Ais" e "234"). No geral, o livro é muito interessante. Vários dos textos são muito bons. Uma concisão assustadora.
Uma gama de significados enterrada em (e entre) 50 letras. Parece ser um trabalho de genialidade impar. Mas não é bem assim. Já aparecem autores baseados em fórmulas fáceis. Aquelas fórmulas que resolvem o caso sem muito trabalho. Sejamos práticos. Veja o exemplo:
Gravidez Não acredito..
Marcelino Freire propôs a 100 autores brasileiros que escrevessem um conto, ou melhor, mini-conto, em até 50 letras. Não entram na conta sinais de pontuação ou o título. O que se apresenta como resultado desse desafio é o livro "Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século".

Disponível em: http://www.bonde.com.br/colunistas/colunistasd.php?id_artigo=1386
.Acessado e capturado em 28 mar. 07.
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OS MINI-CONTOS... MUITO INTERESSANTE!!!

Vale a pena resgatar como que surgiu a idéia-vontade de escrever mini-contos, já que sou simpatizante do movimento poético nipônico, denominado de hai-cai.
Um certo dia, uma colega escreveu uma frase em que aparecia o verbo coube. Cunhou corretamente o vocábulo, mas não se sabe porquê cargas d´água, uma dúvida pairou sobre a sua cabeça e ela cismou em ver a palavra escrita por alguém. É neste momento que eu apareço com o mini-conto.
Primeiro escrevi-lhe a seguinte setença: "Coube ao companheiro Francisco trazer-nos as boas novas!" e logo a seguir, surgiu tal texto:
"Muito espaçoso em vida, era incapaz de ceder um mísero lugar para uma santa velhinha.
Agora, divide com as minhocas um ´latifúndio`de 7 palmos, que lhe coube no cemitério."
Percebi, então, que havia produzido um mini-conto. Procurei fazer-lhe uns ajustes e o ampliei para:
" Muito espaçoso em vida, era incapaz de ceder um mísero lugar para uma santa velhinha.
Dois terços da cama eram seus. Muitas vezes, espalhafatosamente, ocupava toda ela e a mulher quando não estava, ali ao lado, no chão, dormia no sofá da sala ou no quarto com as crianças.
Agora, divide com as minhocas, um ´latifúndio`de 7 palmos que lhe coube no cemitério."
Falta-me um título.
Aguardo contribuição dos amigos internautas!
A seguir, dando seguimento a este tema, busquei algumas informações técnicas sobre os mini-contos.

terça-feira, 20 de março de 2007

S.P.D. (Só Para Descontrair)

“CABOFRIÊNSCIA” (consciência de preservação de Cabo Frio)
Francisco Carlos de Mattos

Um lugar de belezas naturais
Que prega cidadania para o cidadão
Busca caminhos para a paz
E orgulho para a nação.
Sambaquis, Praia do Forte,
Anjo Caído, Morro da Guia,

Povo heróico, povo de sorte
Que a natureza acaricia.

Cabo Frio é linda, você sabe,
Que falar nela demoraria;
Por isso, ela não cabe
Numa breve poesia.

Natureza a preservar
Todos nós imploramos
Consciência para eternizar
A cidade que amamos.
CABO FRIO EU TE AMO!!!

segunda-feira, 12 de março de 2007

A PHD(eusa)


Da concepção de mundo ao mundo concebido: divergências ideológicas enquanto hegemonia política

Francisco Carlos de Mattos¹
Ou você concorda com alguns poucos pensamentos de seu interlocutor e, assim, faz dele um parceiro de discussões, tendo a oportunidade de crescer com ele no que se refere aos temas debatidos ou prepare-se para contestá-lo a todo momento, como se estivesse numa arena de lutas inglórias.. Assim aconteceu numa manhã de 3ª feira, em outubro de 2006, quando repentinamente a supervisora escolar surtou de tal maneira, que começou a agredir o coordenador da área de Humanas, que produzia, no computador da sala dos professores, um cartaz para os seus pares.
_Colega, você não está fazendo nada como coordenador! Diz prá mim: o que você está fazendo? Diz?
_Nada que você queira que eu faça e tudo que eu penso que deva ser feito.
Retrucou, ainda, calmamente o professor. Pode-se pensar, que a postura tomada pela supervisora passa pelo campo da imposição ideológica. Ela pensa que sabe todos os mecanismos, o caminho da eficiência para executar as tarefas de coordenação pedagógica. Querer que o outro faça aquilo que você faria se estivesse no lugar dele, é uma maneira de poder concordar com Gramsci (1991: 48), quando diz que “é possível dizer que o homem é essencialmente ´político`, já que a atividade para transformar e dirigir conscientemente os homens realiza a sua ´humanidade`, a sua ´natureza humana`.
Diante desse quadro, pode-se afirmar que a atitude tomada por aquela profissional, com a divergência ideológica quanto a um determinado tema, tinha o sentido de imposição política de uma idéia, a hegemonia neste campo. Esta reflexão faz com que se possa resgatar a máxima de Kant - “atue de tal maneira que a tua conduta possa tornar-se, em condições similares, uma norma para todos os homens”- (Gramsci, op cit: 59), para ratificar a atitude da supervisora.
Segundo o filósofo italiano “a máxima kantiana pode ser considerada como um truísmo, já que é difícil encontrar alguém que não atue acreditando encontrar-se nas condições em que todos atuariam como ele. Quem rouba por fome acredita que quem tem fome também roubaria; quem mata a mulher infiel acredita que todos os maridos traídos deveriam matar, etc.” (60).
Enfim, o que se pretende, é reafirmar que a fome que se tem é de caminhar com as próprias pernas, conquistar autonomia intelectual e depois construir a própria prática. Dificilmente se vê em outra profissão o que já é praxe em educação. Não se concebe que um ortopedista diga que trataria o problema de pele de um suposto paciente, bem melhor que o seu colega dermatologista.
Resumindo, não se pretendeu nessas poucas linhas fazer apologias ao ato covarde de se fugir do embate, da discussão, do debate. Acredita-se que divergências ideológicas são caminhos riquíssimos para o crescimento intelectual; entretanto, imposições de idéias são inaceitáveis. Na verdade, os ânimos se complicam não pelo que se diz, mas como se diz.. °°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°
Referência Bibliográfica
GRAMSCI, Antonio. Concepção dialética da história.[Tradução de Carlos Nelson COUTINHO]. 9. ed.- Rio de janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1991.




1.Mestre em Educação pela UERJ, o autor é docente e Orientador Educacional da Rede Pública do Município de Cabo Frio – Rio de Janeiro, professor na Faculdade de Educação Silva Serpa (FASS), em São Pedro da Aldeia, lecionando Gestão da Unidade Escolar I e II e TCC II, nos 5º e 6º períodos do curso de Pedagogia, especialização em Gestão Escolar e, atualmente, exerce o cargo de Chefe de Serviço de 5ª a 8ª séries, Ensino Médio e EJA da Divisão de Orientação Educacional, da Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio.


Compenetrado para 2010

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Visto pela webCam

EU, COMPENETRADO!

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Eu_pela_camara_do_celular

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EUNAPAZ

EUNAPAZ
SORRISO É O ESPELHO DA ALMA.

EU

DE PÉ E À ORDEM... SEMPRE!

"PROF, FRANCISCO MATTOS OE DO ALFREDO CASTRO E MÁRCIA FRANCESCONI

ENCONTRO DE MAÇONS

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Boca da Barra - CF

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Serra do Rio Rastro (http://www.panoramio.com/photo/752018)

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